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LÁPIS COR DE PELE. PELE DE QUEM?

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Giba Net: LÁPIS COR DE PELE. PELE DE QUEM?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

LÁPIS COR DE PELE. PELE DE QUEM?


por Denise Camargo

Gostaria de contar-lhes a seguinte história:

Quando meu filho ingressou na escola de educação infantil, chegou aqui em casa certo dia dizendo que queria ser "cor de pele".

Gostaria de informar que somos negros. Meu marido é branco. Nosso filho, mestiço. Não conseguimos entender o desejo dele, pois ele já era cor de pele - foi o que respondi. "Filho, você é cor de pele. Cor de pele negra".

Esse tema rondou a casa por semanas até que um dia fui à escola descobrir o que estava havendo. E, para minha surpresa, o fato era uma mistura de incompetência para a diversidade brasileira vinda da própria professora e, muito fortemente, saída também da Faber-Castell, que tem na sua caixa de lápis de 36 cores uma cor chamada PELE. Que cor é essa?

Um salmão, rosa-claro, rosinha a que o fabricante denomina PELE. Pele de quem, me pergunto? Pele branca, é claro. Não seria legítimo em um país de maioria negra que houvesse também uma cor na caixa de lápis para quem não tem pele branca?

Ressalto que, sim, embora as estatísticas camuflem esse dado, o Brasil é um país de maioria negra. E posso informar bibliografia consistente sobre o assunto, se necessário. Ou insiram uma nova cor, que contemple a pele negra, ou mudem o nome dessa, por favor.

Meu filho está com sete anos agora e já faz tempo que sabe que "marronzinho", como ele mesmo dizia. Mas entendeu nesse exato momento em que quis ser "cor de pele" que vocês o submeteram a um preconceito disfarçado.

Camuflado em uma caixa de lápis que vemos nas propagandas cantantes, coloridas, sorridentes da marca.O fato é que desde essa época - e faz tempo! tento por este canal, sem sucesso, um contato com a Faber-Castell. O fato é que semana passada, fazendo uma compra pude ver que a cor PELE continua na caixa de lápis fabricada por vocês.

Quero uma resposta e providências em uma semana, por favor. Porque hoje acordei cansada de ser ignorada. Aproveito para informar que, desta vez, usarei todos os recursos necessários para que minha reclamação atinja os canais destinados a ela, bem como instituições que se preocupam com a questão no Brasil.

Fonte: www.Viomundo.com.br

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24 Comentários:

Às 15 de junho de 2008 14:41 , Anonymous Nick Nicks disse...

Jisuis!! É SÉRIO que existe um lápis "cor de pele"?? rsrsrsrs Como é que os caras DEFINEM alguma coisa com uma VARIÁVEL ??? Será que também existe lápis "cor de cabelo"? Quanto ao aspecto racista da coisa - citado pela Denise - pode inclusive parecer isto mesmo, né? Sinceramente, não tinha visto por este ponto-de-vista. Talvez por eu ser mineira e não ter vivido este tipo de problema na minha família, nem com os amigos. Deve ser mais comum em lugares impregnados com cultura dos Estados Unidos da América do Norte, não? :/ Bom, sei lá. É ignorância de qualquer jeito. Certíssima a Denise!

 
Às 17 de outubro de 2008 15:17 , Anonymous Fábio disse...

Bom essa sua atitude de não se calar e pedir providências.Todos nós temos que nos unir contra o preconceito.Parabéns

 
Às 17 de outubro de 2008 15:19 , Anonymous Fábio disse...

Bom essa sua atitude de pedir providências.Todos devemos nos unir contra o preconceito.Parabéns

 
Às 24 de outubro de 2008 17:23 , Anonymous Lelé disse...

Eu já conhecia esse lápis "cor de pele". É lamentável a ignorância das empresas...

Eu concordo com o Fábio, esse é um problema de todos nós e cada um deve fazer a sua parte.

Um abraço, Lelé.

 
Às 24 de outubro de 2008 23:50 , Anonymous renesds disse...

Bem interaçante e verdadeira!!
Como podem fazer um lápis "cor PELE" em um país com tanta diversidade?
Apoio sua reivindicação!!

 
Às 24 de outubro de 2008 23:51 , Anonymous Tekatun disse...

Bem colocado!

Excelente abordagem!

 
Às 24 de outubro de 2008 23:52 , Anonymous Adestrador disse...

Bom a sua atitude de pedir providências de não se caloar.Parabéns

 
Às 24 de outubro de 2008 23:53 , Anonymous jurigoni disse...

Absurdo sem tamanho...
A cor da pele brasileira é fruto da mistura de tantas cores que é praticamente impossível dizer quem é branco, negro, amarelo, vermelho ou azul, só pelo que está diante dos olhos. A cor da pele brasileira conta muitas histórias. É História. História que tem mais de 500 anos e que já deveria ter colocado em seu devido lugar essa mania de tentar impor uma única cor à identidade do brasileiro.
Meus mais sinceros protestos!

 
Às 24 de outubro de 2008 23:54 , Anonymous alterado disse...

Este é o mundo cão em que vivemos !No que precisares de ajuda para divulgar este fato e cobrar uma postura justa da Fabber pode contar comigo !

 
Às 24 de outubro de 2008 23:55 , Anonymous BLOG DO EDNAN disse...

Minha netinha tem 5 a, minha filha mãe dela é bem branquinha, já o pai e negro, e ela nasceu "marronzinha" como você disse, e ela sempre que pega o lapis marro, diz, "esse aqui e o marrom minha péle", e quando pega essa cor chamada péle, ela diz "esse aqui e o rosa péle da minha mãe", e quando pega o preto ela diz, "Esse aqui é o preto, igual a pele do meu pai e do marido da minha professora"

Só foi ensinado assim porque a professora dela e casada com um negro, e tem consciência do conflito que esse tipo de coisa pode causar na cabeça de uma criança se ela achar que a cor da amiguinha é melhor do que a dela por ter um lapis daquela cor. Então dessa forma não ficou caracterizado que uma certa cor mereça mais destaque do que outra, são todas iguais.

Achei legal isso.

 
Às 24 de outubro de 2008 23:56 , Anonymous Gibadoboi disse...

Certíssima a Denise. Que história é essa de lápis "cor da pele"? Quem a empresa quer humilhar -ou pretensamente "exaltar" - com essa idéia luminosa? A Faber Castell tem que saber que nós, pais e cidadãos, reprovamos essa atitude.

 
Às 25 de outubro de 2008 19:34 , Anonymous Anônimo disse...

Na verdade o preconceito foi criado na cabeca e na atirude da DENISE. Como disse BLOG DO EDNAM, basta ensinar que a pele tbm tem outros tons como o marrom, o preto, etc.. e a crianca vai entender perfeitamente sem gerar preconceito. Se a professora nao teve a inteligencia de o fazer, cabia a mae "DENISE", se ela nao fosse a preconceituosa da historia... Parem e pensem, esse grito da DENISE nada mais e do que a INSTIGACAO DO PRECONCEITO, E, TENHO PENA DE TANTA GENTE QUE ESTA INDO ATRAS E AUDANDO NESSA TAREFA FEIA, HORROROSA.
Meu marido e cor de pele branca, eu sou cor de pele negra e temos filhos cor de pele marron e cor de pela rosinha (beije). Nem por isso em minha casa existe essa discriminacao ou confusao com as roupas " cor de pele" ou com as maquiagens. E nao existe racismo em minha casa..... tenho filhos adolescentes e na faixa etaria de 2 a 8 . Um abraco e, abram as mentes, por favor.

 
Às 25 de outubro de 2008 22:35 , Blogger Entregrupos disse...

Olá pessoas,

Gostaria de saber qual bibliografia prova que a maioria da população brasileira é de negros. Pois o que sei é que se for considerado como negro, toda pessoa não branca, daí faria sentido, mas não é assim que um estudo sério deveria ser feito. Além de sermos um país de misturas raciais que na maioria confunde até mesmos os próprios cidadãos, não sabendo de que raça são, ainda temos aqueles que mesmo sabendo preferem se disfarçar de outros à aceitar a sua própria condição.
Sobre a Faber Castell não entendi sinceramente a raiva, e as bonecas, desenhos, propagandas etc? Acho uma apelação contra a empresa quando na verdade a falta de instrução sobre sua própria condição que cria estes argumentos de dúvidas. E se fosse o lápis marrom chamado de cor de pele negra, também seria preconceito?
Até hoje não entendo porque podemos chamar os brancos como tal, os amarelos como tal, os indígenas como tal, e somente os negros se ofendem com tal citação?
Sem falar no dia da consciência negra, das cotas, em fim existe toda uma mobilização a favor dos negros, que ora se dizem minoria e agem como tal, e ora apregoam que são a maioria do país e reclamam das minorias? Confuso né.
O preconceito é toda forma de julgamento feito antes do conhecimento da matéria(resumindo).
Não acho que a raça negra sofra de desconhecimento ou que seja novidade no Brasil, logo não há preconceito, pode haver racismo.
Mas daí... se racismo entrar na pauta, todos os diferentes podem também puxar pra sí os descontentamentos e sair reclamando dos não iguais, num ciclo que não leva a nada positivo. Na Europa, que conheço bem, este assunto foi muito bem resolvido quando os negros passaram a conviver em sociedade aceitando as culturas locais. Daí ficou claro que o problema era cultural na maioria, e hoje temos negros de todas nacionalidades. E também existe o racismo, claro. Agora os que preferem ficar em grupos fechados ignorando as culturas locais, acabam marginalizados até mesmo por não falarem a mesma língua!!Mesmo que o governo forneça gratuitamente cursos. Aqui não existe sequer problema cultural, pois somos uma panela de culturas, onde cada um absorve aquilo que mais gosta dos outros e ninguém reclama.
O que sempre vejo como reclamação é na minha opinião falta de vontade de aceitar a diversidade, alternando que seja por fatores históricos hereditários, seja por fatores atuais de baixa escolaridade, ficam esperando que alguém os proteja, e isto acontece de vários meios, ora trazendo benefícios imediatos, ora aumentando ainda mais o racismo, afinal ninguém mais além dos negros por exemplo pode estar numa universidade pública por sua condição étnica. Lamentável, faz o negro parecer inferior.
Enquanto não houver entendimento que se somos muitos, misturados e diferentes, nada adiantará ficar reclamando de toda forma que não lhe seja aceitável, como uma cor de lápis por exemplo, quando o assunto é bem mais amplo e necessita no mínimo de boa vontade até mesmo para enxergar que uma mudança não se faz só com um grupo de pessoas, e sim pela maioria, logo volto a perguntar maioria qual? E se são a maioria, porque não mudaram ainda os paradigmas? Porque não são maioria nos plenários, congresso, câmaras etc?Candidatos negros existem. Gostaria de acreditar na boa fé de todas as reclamações sobre preconceito, mas quando vejo e analiso, percebo que nem diferenciam preconceito de racismo, e mesmo quando o fazem, são apenas mais um grupo articulando a favor de sua causa, tal qual fizeram e fazem os ricos em toda história mundial... daí é mais um apenas.
Sinto muito pelo seu filho, realmente é difícil explicar que somos o que somos, e somos diferentes, mas e daí? Não vai ser uma professora, um lápis ou mesmo um país inteiro que vai nos fazer mudar de cor.. é viver como se é e brigar contra o racismo, e de todos os grupos raciais, pois está na lei do papel e da vida. E a lei da vida tem mostrado que mais vale procurar se valorizar, que tentar desvalorizar os demais pela diferença, como se todos fossem obrigados a gostar de todos.
E de diversidade eu entendo com um dna que mescla desde mouro-árabes, ítalo-suiços, com índígenas brasileiros... Estou aqui, sirvo de exemplo de toda raça, menos ariano. e não acho que minha cor seja tão importante assim,até porque nem raça mais tenho, é um misturel só, como acho que serão todos no futuro.
Deixo sempre que a ignorância seja um problema dos ignorantes. Agora se achou que a Faber Castell promove racismo nesta citação de nome de cor do lápis, vá a luta, só acho uma bobagem pois é uma questão cultural da diversidade que somos, de padrão mercadológico, etc. Ser politicamente correto acaba sendo um grande preconceito, onde conceituamos que todos são bons só por serem iguais e que os iguais são a forma justa de viver em sociedade. Mentira.
Se igualdade fosse um fato natural, seriam todos os lugares idênticos, com todos seus povos da mesma forma. Ainda bem que não é assim.
Minha opinião.
Um abraço ao autor.

 
Às 27 de outubro de 2008 15:01 , Blogger Tatiane disse...

Veja como há preconceito em pequenos detalhes e q as vezes passam despercebidos. É comum denominarem como cor dele cores de lápis, tecidos e em maquiagem, como lápis e baton, sempre tem a cor de pele. Muito pertinente sua observação, acho que deveriam incluir a cor de pele negra nessa lista de cores. Vá em frente!

 
Às 27 de outubro de 2008 15:10 , Blogger Tatiane disse...

Eu concordo que as vezes há um exagero em achar que tudo é preconceito contra os negros. A impressao q tenho é os amis preoconceituosos são os negros que tem mania de perseguição. Mas nesse caso achei interessante a observação de algo q nunca tinha percebido. Nao achoq a Faber Castel e outras empresas façam de proposito, por preconceito, pensar assim seria mania de perceguição, é apenas um costume que pode ser mudado sim, afinal nem todos tem aquele tom de bele bege, ocre, uns tem mais claro outros mais escuro. Poderia chamar bege, rosado, não pele.

 
Às 9 de setembro de 2009 21:45 , Anonymous Anônimo disse...

Que tamanho exagero! A dita cor-de-pele é uma velha herança vinda de Portugal. Como Portugal é uma nação européia, utiliza-se este nome para facilitar a escolha do lápis a ser utilizado na hora de pintar as partes do corpo. Como alguém pode enxergar racismo nisso?

Acusar cegamente a FaberCastell de racismo só demonstra ignorância e desespero! O nome da cor deve ser alterado, não por causa de discriminação racial e sim pelo fato de ser um nome de uso obsoleto atualmente.

É curiosa a maneira como alguns acusam deus e o mundo de racismo. Esquecendo-se que estão vivendo, querendo ou não, dentro de uma antiga cultura criada exclusivamente pelo branco para o branco. Ter paciência é uma virtude: uma cultura que demorou anos para se formar, também irá demorar anos para mudar!

 
Às 4 de junho de 2010 01:29 , Blogger Jackie Freitas disse...

Parabéns pela abordagem e principalmente pelo questionamento. Lembro que sempre tive essa mesma pergunta em minha cabeça. Meus filhos já me fizeram outro dia pergunta semelhante, mas indicando: "Mamãe, por que meu amigo (que é negro) não pode usar lápis cor de pele? Ele pintou errado o desenho dele!". Situação como essa nos deixa, de fato, perplexos e indignados, considerando (como bem citado) que o nosso país é constituído por sua maioria negra.
Grande abraço e meus parabéns!
Jackie

 
Às 4 de junho de 2010 11:08 , Blogger IL disse...

Uma atitude da empresa que só poderia dar nisso. Abre margem para insatisfações e descontentamentos.

Forte abraço.

 
Às 4 de junho de 2010 13:40 , Blogger Levi Ventura disse...

Sempre ouvi essa expressão "cor de pele" mas nunca tinha pensado nessa questão.
--------------------------------------------------
http://duventublog.blogspot.com/

Levi Ventura

 
Às 4 de junho de 2010 15:34 , Blogger Professora Ismaelita disse...

POIS É MEUS ALUNOS TAMBÉM JÁ FIZERAM ESTA PERGUNTA , APOIO A REVENDICAÇÃO, A PAZ

 
Às 7 de junho de 2010 09:51 , Anonymous Anônimo disse...

Concordo com sua ideia mas acho exagero fazer tamanho escarcel.......
Deve conconcordar que o preconceito esta na mente das pessoas!!!!!
Mas se voce se acha certa ... boa sorte!!!

 
Às 15 de junho de 2010 21:55 , Blogger Sandro disse...

Bem simples, que a empresa acrescente “caucasiano” no nome!Não estando bom o suficiente, pegue um marrom e nomeie-o “cor de pele afrodescendente”, pois não podemos esquecer de bancar politicamente corretos! Alguns detalhes a serem considerados: A empresa existe desde 1761, é européia, alemâ pra ser mais específico (agora da uma outra olhada no infográfico do post…). Mas dá pra fazer melhor ainda, boicotem os produtos! E todos os outros que não atendam as necessidades de consumo das maiorias (segundo a autora da carta). Não dirijam Volkswagen, não comam no Mc Donalds, não bebam Coca Cola (mas a cor dela, de repente é sim um produto voltado aos afrodescendentes, e agora????) Mas que a cor em questão é sim uma cor de pele, não há dúvidas disso.

 
Às 24 de fevereiro de 2011 15:21 , Blogger Luana Margarida disse...

A exemplo de Jesus, vou usar uma parábola. Mas a exemplo do som de algumas bandas contemporâneas, vai ser uma parábola "heavy metal":
Lembram o filme "O sexto sentido", em que uma garotinha é morta pela madrasta, pq todo dia a madrasta colocava uma colherzinha de desinfetante na sopinha da garota? Então, era veneno o suficiente não para matá-la de uma vez, mas para "matá-la" um pouquinho por dia. E assim, ao longo de um tempo, os órgãos da menina estavam todos debilitados, ela morreu, e ninguém sabia "o porquê". A morte parecia um mistério. "Quem sabe uma doença rara?"
Mas não, ea gartoinha, no filme, morreu foi de en-ve-ne-na-men-to.
Então, guardadas as devidas proporções, o mesmo ocorre com mestiços/negros no Brasil. Esse negócio de chamar uma cor parecida com a pele caucasiana de "cor de pele" parece um nada. Mas é uma pequena dose de veneno, já que os negros não vêem sua cor de pele representada naquilo que é entendido como "cor de pele". E tbm não se vêem nos comerciais. E tbm não se vêem nas novelas. Ou só se vêem nas novelas no papel de "criados". Tudo isso vai "dizendo" às consciências dessas pessoas:vc não existe, ñ é tão importante mostrar vc, vc só serve para papéis subalternos na vida... E quando na vida real, negros "desistem" dos estudos, não se acham capazes, não competem por melhores salários... é o veneno fazendo efeito. Não, eles mtas vezes ñ desistidos dos estudos, de tentar um bom emprego.... simplesmente foram levados a pensar q ñ são capazes, ou q ñ merecem tais oportunidades. Não, não é só pq uma pessoa é exposta a preconceito q ela não terá auto-estima. Ñ, quem comete preconceito ñ é necessariamente uma pessoa "do mal", mas está cometendo um crime, é bom que saiba. Sim, é possível enfrentar preconceitos com uma boa educação. Mas ñ, sozinhos, cada um em sua casa, ñ vamos resolver esse problema. Abaixo o individualismo - pré preciso estarmos unidos numa rede de consciência. Sim, a situação está melhorando no Brasil.
Mas há mto a se fazer AINDA, e ainda precisamos de LEIS para isso! Preconceitos fazem parte da forma de pensar da humanidade. Mas o preconceito CONTRA o NEGRO no BRASIL é tão forte, tão espalhado e tão DANOSO que a sociedade brasileira PRECISOU transformá-lo em CRIME para poder enfrentá-lo.
Não sejamos ingênuos. Vamos conhecer melhor nosso país, nossa história, nossa sociedade antes de acharmos que isso ou aquilo são "meros detalhes".

 
Às 20 de junho de 2011 12:53 , Blogger Lino Tavares disse...

Não acredito que a denifição "cor da pele", na caixa de lápis, tivesse sido feita com intenções preconceituosas. Aliás, existe (ou exisitia) até o tal esparadrapo cor da pele. De qualquer maneira, a questão foi bem levantada pela articulista e merece sim um reparo, porque a inteção do fabricante não é o que está em voga, mas sim o efeito nocivo que o fato acaba causando perante a comunidade negra, como foi o caso desse menino. Mas existe coisa mais preconceituosa, que são as tais "cotas para negros", "índios", etc. nos exames vestibulares. Elas tem conotação de esmolas e, como tal, partem do pressuposto de que os beneficiários seriam seres intelectualmente inferiores, que precisam de uma chance para alcançar um lugar ao sol nas atividades de nível superior. Sabemos que não ou são. Tanto assim, que o homem mais poderoso do mundo é um negro e não precisou do sistema de cotas, para chegar aonde chegou. A ONU, maior entidade inernacional do Planeta, até bem pouco tempo atrás era presidida por um negro. As nossas forças armadas possuem oficiais generais negros e, nenhum deles, precisou de entrar para a Academia Militar pelo sistema de cotas. Acho o sistema de cotas uma falta de respeito, tratando como desiguais aqueles que são rigorosamente iguais física e intelectualmente. Cor da pele é só um detalhe irrelevante.

 

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