This Page

has been moved to new address

Giba Net

Sorry for inconvenience...

Redirection provided by Blogger to WordPress Migration Service
Giba Net

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Praça da Paz Celestial - Governantes Modernos Continuam em Silêncio



Por: Xiyun Yang e Andrew Jacobs 
O Massacre Completou 22 anos.

Ele foi responsável por evitar um banho de sangue ainda maior em 4 de junho de 1989. Um dos dois líderes que negociaram a retirada dos manifestantes da praça da Paz Celestial, o professor Zhou Duo, 62, continua a pagar por sua participação nos protestos.

Zhou ficou preso por um ano e nunca mais trabalhou foi aposentado compulsoriamente da Universidade de Pequim, onde lecionava sociologia.

Tentou várias vezes uma reintegração ao cargo e vê as portas se fecharem quando seu passado militante é descoberto.

Ele tentou fazer uma greve de fome em um parque da cidade hoje, para exigir do governo investigação de responsabilidade de quem mandou os tanques para a praça e, segundo ele, para exigir sua liberdade de expressão. Mas ficou em prisão domiciliar desde sábado, poucos dias depois de falar comigo e foi retirado de Pequim pela polícia. Talvez só volte na semana que vem.

DESPOLITIZADOS

Já tivemos autoritarismo nas dinastias imperiais, totalitarismo na era de Mao, e voltamos ao autoritarismo. O país mudou muito nos últimos 30 anos, é mais livre. Se você não mexe com o governo, você é livre. Ninguém controla você se não criticar o governo. O governo quer que os cidadãos foquem mais em seus próprios interesses, em suas carreiras e fiquem longe da política. A estratégia funcionou. A repressão de 4 de junho deu uma mensagem poderosa de quanto é perigoso se meter com política aqui. Muita gente foi presa. A propaganda, a educação e a mídia fizeram o resto. Como alternativa, há muitas maneiras de se ficar rico neste país. E os governos e empresas ocidentais também cooperaram para o esquecimento.

JANTAR COM A POLÍCIA
 
A polícia me visita com frequência, mas posso viajar ao exterior e pela China.

Na semana passada, fui convidado a jantar por agentes de segurança do meu bairro. Os policiais pediram gentilmente que eu não desse entrevistas a jornalistas estrangeiros dentro do meu apartamento, por isso estou conversando com você neste café. "Você deve estar muito ocupado ultimamente", brincou um dos policiais.
TANQUES

Éramos cerca de 5.000 pessoas na praça na noite de 3 de junho. Uma semana antes, o número foi encolhendo quando as pessoas começaram a notar que os militares invadiriam o centro de Pequim. O massacre não aconteceu na praça, eu estava lá. Os tanques e os militares foram matando nos bloqueios nas entradas da cidade e nas avenidas rumo à praça da Paz Celestial. Começamos a ouvir tiros às 2h da manhã.

SEM NEGOCIAÇÃO
 
Às 3h da manhã, nós éramos quatro professores e tínhamos que convencer os estudantes a deixar a praça. Liu Xiaobo [autor de um manifesto pró-democracia em dezembro, preso desde então] e eu fomos falar com Chai Ling, a líder dos estudantes. Ela se negou a nos ouvir e disse que não entregaríamos a praça de graça. Havia civis armados, ameaçando atirar quem quisesse abandonar a praça, "os traidores".

Queríamos pedir pelos alto-falantes para os estudantes se retirarem, recolher e entregar as armas e depois negociar com os militares. Todas as luzes da praça se apagaram às 4h.
 
INSTANTES FINAIS
 
Não conseguimos nada disso, então pedi que Hou Dejian me acompanhasse a negociar com os militares. Ele era um cantor famoso, não teriam coragem de atirar nele. Pedimos carona a militares que tinham uma van. Eram três da manhã, escuridão total, nunca senti tanto medo na minha vida. Não sei se voltaria com vida. Parecia que caminhava rumo ao inferno.

Os militares disseram que só precisariam negociar com os superiores. Não havia mais como parar os tanques. Deram meia hora para que nos retirássemos.

Deixei a praça com outros amigos às 6h da manhã, vários grupos estavam saindo pelo sudeste da praça. Havia corpos e sangue na avenida. Pelos meus cálculos, morreram mil pessoas. Da praça, fui para a minha casa. Fui preso no caminho.
NÃO SÓ DEMOCRACIA
 
Estudantes queriam liberdade, democracia, reforma universitária. Os mais jovens pediam mais fundos para as universidades, os mais velhos reclamavam de inflação, de desemprego e de corrupção, que era apenas uma pequena fração da que acontece hoje.

Não era governo versus estudantes. Havia professores, médicos, funcionários públicos, idosos. E o governo estava dividido. O secretário-geral, Zhao Ziyang, queria mais reformas, e a velha guarda queria acabar com o protesto. O grupo mais radical dos estudantes, liderado por Chai Ling, também não queria conversa.

DERROTA MODERADA
 
Os dois grupos moderados perderam força, e a linha dura dos dois lados prevaleceu. E veio a tragédia. Estudo agora por que, na história da China, os moderados sempre perdem.

Na cultura política chinesa, consenso e negociação são vistos como covardia, fraqueza.


Ex-ativistas ainda esperam que a verdade virá à tona


Duas décadas após o massacre na Praça Tiananmen em Pequim, o evento permanece um tabu na China. Os ex-ativistas pró-democracia estão espalhados por todo o mundo e esperam que a verdade sobre o que aconteceu naquele fatídico 4 de junho venha algum dia à tona.


Quando o sangue foi lavado do asfalto e as esperanças de uma China mais livre e justa se dissiparam, Han Dongfang montou em sua bicicleta e deixou a cidade. Era 4 de junho de 1989, o domingo em que o Partido Comunista chinês removeu os manifestantes da Praça Tiananmen de Pequim e, segundo os números oficiais, atirou contra 319 deles. Outras fontes citam até 3 mil mortos.


O eletricista ferroviário de 25 anos tinha se dedicado a uma missão especial. "Eu queria percorrer o país e falar com operários e produtores rurais", diz Han. Cerca de um mês antes, seus amigos anunciaram, na Praça Tiananmen, que o tinham escolhido como porta-voz de seu sindicato independente.


Dez dias depois, em algum lugar na província de Hebei, ele viu sua foto na televisão - como um "agitador e contrarrevolucionário", sendo procurado pelas autoridades. Han ficou chocado, mas se recordou da promessa que fez aos líderes do Sindicato Autônomo dos Trabalhadores de Pequim antes de ser nomeado seu líder. "Se chegar minha hora de ir para a prisão, eu não vou esperar que me peguem, mas vou me entregar." Han montou em sua bicicleta e voltou para Pequim, onde se apresentou na sede da polícia - e foi enviado para a prisão pelos 22 meses seguintes.


Por quase sete semanas na primavera chinesa de 1989, estudantes ocuparam a Praça Tiananmen, onde fizeram manifestações em prol de suas próprias organizações independentes e contra autoridades corruptas do partido. O que começou como um movimento de protesto inofensivo se transformou em uma revolta contra as pessoas no poder - até que os membros idosos do partido que cercavam o patriarca do Partido Comunista, Deng Xiaoping, lembraram de algo que o ex-líder chinês Mao Tsé-tung escreveu: "O poder político vem do cano de uma arma". O secretário-geral do Partido Comunista, Zhao Ziyang, um homem que poderia ter sido o Gorbachev da China e que se opunha fortemente ao uso de força militar, foi primeiro repreendido e depois colocado sob prisão domiciliar.


'Ímpeto para reforma'


Os protestos "não eram uma ameaça ao nosso sistema político", disse Zhao antes de sua morte em 2005, após passar 16 anos sob prisão domiciliar. Ele até mesmo acreditava que os protestos foram úteis, e que podem ter dado à China um "ímpeto para reforma, até mesmo mudança política".


O livro de memórias de Zhao, intitulado "Prisioneiro do Estado", gravado secretamente em 30 fitas e contrabandeado para fora do país, foi publicado postumamente nos Estados Unidos e Hong Kong. Ele oferece um raro vislumbre do funcionamento interno do Partido Comunista da China. Zhao estava em sua casa, não distante da Praça Tiananmen, quando se desenrolou o banho de sangue. Ele escreveu: "Na noite de 3 de junho, enquanto estava sentado no pátio com minha família, eu ouvi fogo pesado. Uma tragédia que chocaria o mundo não foi impedida e agora estava acontecendo".


O que aconteceu na Praça Tiananmen foi marcado a ferro na memória coletiva do mundo, completa com imagens inesquecíveis do acerto de contas brutal de Pequim com os críticos indefesos do regime. Quando os tanques entraram na cidade vindos do oeste, os manifestantes já estavam exaustos pelo calor e por uma greve de fome. Algumas poucas mangueiras de incêndio bastariam para expulsá-los da praça.


A China se tornou um país diferente desde então. O Partido Comunista concedeu aos chineses liberdades pessoais e econômicas antes desconhecidas. Mas um tabu ainda paira sobre a data de 4 de junho. Ninguém foi responsabilizado pelo massacre. Os livros oficiais de história às vezes mencionam a data, mas quando o fazem é ligada a um "incidente". Muitos jovens nem mesmo sabem o que aconteceu no coração de Pequim em 1989, porque tanto seus pais quanto seus professores não dizem nada a respeito do massacre.


Ativistas de direitos humanos em Hong Kong estimam que cerca de 30 pessoas permanecem na prisão como "líderes" e "arruaceiros". Das pessoas-chave restantes espalhadas pelo mundo, muitas se recolheram na vida privada e algumas se tornaram religiosas.


Casas de chá e oficinas


O eletricista ferroviário Han Dongfang, que atualmente mora em Hong Kong, contraiu tuberculose na prisão e perdeu um pulmão. Ele posteriormente foi autorizado a viajar para os Estados Unidos para tratamento, após líderes sindicais americanos terem se unido em seu apoio. Ele não está mais disposto a falar sobre seu tempo na prisão. "Aquele capítulo da minha vida acabou", ele diz.


Han, um homem com traços delicados e vestido de forma casual mas elegante, fala bem inglês. Ele está sentado em um escritório na Jervois Street, em Sheung Wan, um bairro agitado de casas de chá, oficinas e lojas estreitas. Impedido de voltar para Pequim, Han trabalha para seu país em Hong Kong. Seu "China Labour Bulletin" informa as condições nas fábricas, em canteiros de obras e nas minas na República Popular. Ele apresenta um programa da Rádio Ásia Livre, fala ao telefone com membros de sindicato na China sobre seus direitos e assegura representação legal.


O ex-revolucionário se tornou um homem dedicado a pequenos passos. "Não há sentido em tentar voar quando não se tem asas", ele diz. Ele abandonou a idéia de estabelecer um sindicato independente na China. "Meu sonho é um sistema que permita a negociação entre aos trabalhadores e empregadores. Sindicatos independentes então se desenvolveriam automaticamente."


O sacrifício dos estudantes valeu a pena? "Em 1989, eu nunca ouvi falar de greves", diz Han. "Elas são comuns hoje. Foi o início e temos que continuar."


Wu'er Kaixi, 41 anos, também fez parte do movimento de protesto de 1989. Um membro da minoria uigur, ele estava estudando para se tornar professor na época. Após a morte do popular ex-líder do partido, Hu Yaobang, em meados de abril de 1989, Wu'er e outros estudantes formaram a União Autônoma dos Estudantes de Pequim.


Um mês atrasado


Foi um passo extraordinariamente ousado na época. Após uma greve de fome, e ainda usando as roupas hospitalares, ele apareceu no Grande Salão do Povo, onde o primeiro-ministro Li Peng estava se encontrando com os estudantes enfurecidos. Quando o primeiro-ministro pediu desculpas pelo atraso, Wu'er o interrompeu rudemente, dizendo: "O senhor não está apenas cinco minutos atrasado, está um mês inteiro". Ele agora vive em Taiwan, onde ele e sua esposa taiwanesa têm dois filhos. Wu'er, que agora tem um passaporte taiwanês, engordou e agora corta o cabelo mais curto.


Mesmo 20 anos depois, o Partido Comunista ainda o pune por ter humilhado um alta autoridade diante de câmeras ao vivo. Os pais de Wu'er não são autorizados a deixar a China. Eles nunca viram seus netos, exceto em fotos, e a única comunicação com eles é um telefonema ocasional pela Internet. O próprio Wu'er, apesar de ter frequentado uma universidade americana, nunca realmente conseguiu se estabelecer profissionalmente, apesar de agora trabalhar para uma empresa de investimentos americana.


'Nós queremos a verdade'


Pouco antes do avanço das tropas em 4 de junho, diz Wu'er, um dos filho de Deng Xiaoping enviou para ele uma mensagem para alertar que os protestos terminariam em derramamento de sangue. "Eu perguntei a ele: 'O que você pode nos oferecer se nos retirarmos da Praça Tiananmen?'" Ele não obteve resposta.


Todavia, ele tentou convencer seus colegas a deixarem a praça, mas sem sucesso. Após o massacre, Wu'er fugiu para o sul, onde uma rede de dissidentes e empresários conseguiu levá-lo para Hong Kong. De lá, ele viajou para os Estados Unidos.


Wu'er planejava se encontrar com ex-ativistas em Washington às vésperas do 20º aniversário do massacre da Praça Tiananmen nesta semana. Ele nunca abandonou seu sonho de promover reformas políticas na China: Ele disse: "Não é possível viver no exílio sem esperança".


Enquanto isso, em Pequim, a ex-professora de filosofia Ding Zilin tenta manter viva a memória do massacre. Apesar de seu cabelo grisalho, ela se move com agilidade e elegância. A professora de 72 anos é a mais proeminente das "mães de Tiananmen". Mesmo hoje, ela luta para conter as lágrimas quando fala sobre os eventos.


'Viveu como um homem de verdade'


Ding, que vive no noroeste da capital chinesa, ainda é autorizada a receber visitantes, mas nem sempre é autorizada a deixar seu apartamento. Ela parece exausta e preocupada com seu marido, que está doente. "Em 26 de outubro do ano passado, a polícia realizou uma batida repentina em nosso apartamento. Depois daquilo meu marido teve um ataque cardíaco e ficou em coma por dois dias." Uma pintura a óleo de seu filho, Jiang Jielian, está pendurada na parede. Ele era um estudante de 17 anos quando morreu. Uma foto o mostra segurando uma placa nas mãos que diz: "Vocês cairão e nós permaneceremos". Uma urna de madeira contendo suas cinzas se encontra sob a foto. O pai gravou na urna: "Neste breves 17 anos, você viveu como um homem de verdade".


Na noite de 3 de junho, Jiang Jielian e alguns poucos amigos foram de bicicleta até a Praça Tiananmen. Diplomatas, jornalistas, policiais e professores já tinham se juntado ao movimento estudantil àquela altura, que não mais podia ser caracterizado como uma rebelião de jovens encrenqueiros, como o Partido Comunista continua insistindo até hoje.


Ding ainda era um membro dedicado do partido àquela altura. Mas em 4 de junho, quando as autoridades do partido se recusaram a divulgar os nomes das vítimas e as circunstâncias de suas mortes, ela e seu marido deram as costas ao Partido Comunista. "Nós queremos a verdade. Nós queremos indenização. Nós queremos que os responsáveis sejam julgados", ela diz. Ela publicou três livros, documentou meticulosamente as vidas das muitas vítimas e, juntamente com outras mães, apresentou repetidas petições à liderança do partido.


"O papel da China se tornou mais forte no mundo nos últimos anos", diz Din. Infelizmente, ela acrescenta, o governo agora deve dar menos atenção às críticas do exterior, especialmente desde que a campanha de educação patriótica teve início em 1989 e agora está dando frutos. Os estudantes de hoje, diz Ding, declaram sua solidariedade ao Partido Comunista quando, como aconteceu recentemente durante os Jogos Olímpicos, as críticas estrangeiras se tornam particularmente fortes. Ela está decepcionada com a nova geração. "Eles só se preocupam consigo mesmos e são materialistas. Eles boicotam bens japoneses, mas fazem fila diante do consulado americano para obtenção de vistos para a América."


Agentes da inteligência ficam espreitando diante de seu prédio. Um deles, que grava em vídeo os visitantes, é jovem e tem uma leve semelhança com o filho de Ding. Ele bem que poderia ter sido um daqueles que estavam protestando na Praça Tiananmen há 20 anos.



Andrew Jacobs


Ensopado de suor, com o coração em disparada, Chen Guang desceu a escadaria do Grande Salão do Povo da China e apontou o seu fuzil automático para a multidão de estudantes que ocupavam a Praça da Paz Celestial. Chen, à época um soldado de 17 anos que morava no interior, e os seus colegas tinham acabado de receber ordens terríveis: limpar o coração simbólico do país, mesmo que isso significasse derramamento de sangue.


"Nos garantiram que não haveria consequências legais se abríssemos fogo", recordou Chen durante uma entrevista na última terça-feira (2). "A minha única esperança era que os estudantes não resistissem".


Vinte anos após as tropas chinesas terem aberto caminho a tiros no centro de Pequim, matando centenas de pessoas e ferindo muitas outras, Chen forneceu uma descrição rara da operação militar repressiva que restabeleceu a supremacia do Partido Comunista após seis semanas de protestos de massa. Uma operação que, a seguir, para a maioria dos chineses, desapareceu dos registros em uma campanha oficial para apagar o episódio da memória.


Falando publicamente pela primeira vez - e desafiando as autoridades de segurança que ordenaram que ele permanecesse calado - Chen explicou como, em 3 de junho, os soldados do 65º Grupo do Exército, usando roupas civis, infiltraram-se secretamente no Grande Salão na borda oeste da Praça da Paz Celestial. À meia-noite, com cinturões de munição cruzados sobre o peito, eles enfrentaram os manifestantes. O ar estava repleto dos cantos de protesto dos estudantes e do som de disparos de armas de fogo. "Posso assegurar que não atirei em ninguém", afirma ele.


Atualmente ele é artista e também, até certo ponto, um contestador, que mora na periferia de Pequim. Chen diz que passou os 20 anos seguintes suprimindo as memórias daquele dia. Mas no ano passado ele começou a trabalhar em uma série de pinturas baseadas em centenas de fotografias, tiradas a pedido da sua unidade militar quando ele encontrava-se na praça. Elas incluem imagens embaçadas de manifestantes invadindo um ônibus público, estudantes exuberantes fazendo uma passeata com faixas pró-democracia e soldados destruindo em fogueiras os acampamentos abandonados.


"Durante 20 anos eu tentei sepultar esse episódio, mas quanto mais velho eu fico, mais essas coisas emergem", explica ele, enquanto fuma um cigarro atrás do outro no seu apartamento. "Creio que chegou o momento de compartilhar as minhas experiências e a minha verdade com o resto do mundo".


Ao tornar públicas as suas experiências através da sua arte, Chen corre o risco de provocar as autoridades, que estão ansiosas por suprimir o debate sobre o incidente e apagar o 4 de junho da memória pública. Nas últimas semanas, à medida que se aproximava o aniversário da operação repressiva, a polícia deteve dissidentes que ela temia que pudessem atrair atenção para o 4 de junho. Na primavera passada, Zhang Shijun, um ex-soldado do norte da China, foi preso após ter dito à agência de notícias "Associated Press" que se arrependia do papel que desempenhou no esmagamento dos protestos pela democracia.


No verão passado, após as galerias locais terem se recusado a exibir os seus quadros, Chen as colocou na Internet. Porém, em uma questão de horas as imagens foram retiradas da web.


Chen, um homem franzino de voz suave e sem emoção, afirma não estar preocupado com as consequências caso se pronuncie, ainda que tenha recebido advertências para que não mostrasse os seus quadros para ninguém. "Não estou fazendo nada de errado. Só estou falando sobre as minhas experiências", diz ele.


Chen, que cresceu na província rural de Henan, como filho de um gerente de fábrica, deixou a escola secundária aos 15 anos por ser, segundo ele diz, um mau aluno. Ele queria ser artista, mas todos lhe diziam que essa não seria uma maneira prática de ganhar a vida. "A pressão da minha família tornou-se tão intensa que eu decidi me alistar no exército", conta ele. Como para se alistar é necessário ter pelo menos 18 anos, ele mentiu a respeito da idade.


Menos de um ano depois, em meados de abril, Pequim estava conflagrada pelos protestos desencadeados pela morte de Hu Yaobang, o líder do Partido Comunista que foi obrigado a renunciar para assumir a responsabilidade por aquilo que alguns líderes rivais consideravam reformas econômicas e políticas descuidadas.


Isolado no seu quartel que ficava três horas ao norte da cidade, Chen contou que ele e os outros soldados pouco sabiam a respeito dos protestos. "Só sabíamos aquilo que os oficiais militares nos diziam: que indivíduos ruins estavam tentando destruir a nação e que isso estava sendo feito com a morte de mártires", recorda o ex-soldado.


Em 19 de maio, eles receberam ordens de entrar na cidade. Mas a rota estava bloqueada por multidões de estudantes e moradores de Pequim que apoiavam os manifestantes. Durante dois dias as tropas ouviram explicações de manifestantes e foram alimentadas por eles, enquanto os líderes militares do país discutiam o que fazer.


No terceiro dia, a unidade retirou-se, mas Chen diz que o episódio o deixou confuso. "Nos disseram que aqueles eram indivíduos ruins, mas os estudantes pareciam ser honestos e francos", conta ele.


Após passarem quase duas semanas isolados no quartel, os soldados receberam trajes civis e ordens para infiltrarem-se no Grande Salão em grupos de dois ou três. Chen conta que essa missão foi bem mais enervante. Ele disse que foi o único passageiro em um ônibus com o dobro do comprimento normal cujas cadeiras foram removidas para dar lugar a armas e munições.


Famintos e apavorados, os soldados, em sua maioria adolescentes, aguardaram no interior do Grande Salão enquanto os comandantes militares, observando a situação de uma janela de segundo andar, elaboravam a estratégia de ataque. Por volta de meia-noite, a energia elétrica da praça foi cortada e os soldados desceram as escadas em direção à rua. A fim de assustar os estudantes, fazendo com que fugissem, os homens foram instruídos a atirar para o alto. A tática teve o efeito desejado.


Por volta das 2h, dezenas de milhares de estudantes choravam e cantavam a Internacional aglomerados na praça. Pouco tempo depois, veículos blindados entraram na área. Um deles investiu contra a Deusa da Democracia, uma estátua de papel machê que estudantes de arte tinham feito alguns dias antes. "Foram necessários três golpes para que a estátua caísse", contou Chen.


A maioria das mortes, segundo várias testemunhas do incidente, ocorreram nas ruas que levavam até a praça, e não na praça em si.


Menos de um ano após a operação repressiva, Chen inscreveu-se em uma escola militar de artes, e a seguir conseguiu ser transferido para a Academia Chinesa de Belas Artes. Em 1995, ele deixou o exército. Naqueles anos, Chen sentia-se atraído pela fotografia e pelas artes dramáticas, e criou um trabalho lúrido e provocante.


Ele passou meses filmando prostitutas e tirou fotos de si próprio fazendo sexo na Grande Muralha da China. Ele também produziu uma série de fotos de conteúdo sexual explícito de si mesmo posando com um velho intelectual que foi perseguido pelo Partido Comunista. "Eu desejava me retratar como um indivíduo que tinha uma conexão visceral com a tumultuada história da China", disse Chen.


Embora nenhum dos seus trabalhos iniciais diga respeito diretamente à Praça da Paz Celestial, ele afirma que grande parte deles foi influenciada pelo trauma que teve lá. "Mesmo se for difícil perceber uma conexão, tudo o que faço é motivado por aquela experiência", afirma. Chen disse que viu soldados ensanguentados devido a pedradas e um manifestante agredido por soldados com coronhadas de fuzil na cabeça.


Mas a imagem que mais o assombra é bem mundana. Quando limpava a praça naquela manhã, ele viu uma bela mecha de cabelo em forma de rabo de cavalo em meio aos restos de bicicletas esmagadas e cobertores embolados. A mecha de cabelos, amarrada com uma tira roxa, foi cortada de forma grosseira, talvez em um ato de protesto, mas possivelmente como resultado de algo mais sinistro. "Foi uma imagem chocante. Não consigo deixar de pensar naquele cabelo e no motivo pelo qual ele foi cortado", afirmou Chen.


Nos últimos meses, ele produziu uma série de auto-retratos. Em cada um deles, o seu pescoço, ombros e peito estão cobertos de fragmentos de cabelo. Ele corta o próprio cabelo uma vez a cada um ou dois anos, e depois armazena o material no seu apartamento. Até agora ele encheu o equivalente a 24 latas de café, como matéria-prima para um futuro projeto.


Ele diz que faz os seus trabalhos mais intensos todo mês de junho, mais ou menos na mesma ocasião em que é atingido por uma terrível dor de estômago. Chen conta que trata-se da mesma dor que sentiu pela primeira vez na praça.


Foi por volta desta época no ano passado que Chen decidiu rever as fotos que tirara duas décadas antes. Pouco antes do início do ataque, o comandante de Chen deu a ele uma câmera e 20 rolos de filme e lhe ordenou que tirasse fotos à vontade. Quando voltou para entregar o filme ele escondeu três rolos no bolso.


Ele diz que as fotografias o inspiraram a falar sobre um assunto que poucos na China se importam - ou ousam - em abordar. As suas pinturas são retratos artísticos da história, insiste ele, e não expressões do certo ou do errado. As imagens são em grande parte destituídas de emoções, embora Chen as tenha produzido em um tom de azul lavado e melancólico.


"Não tenho arrependimento por aquilo que fiz", afirma Chen. "Mas sinto que essa tragédia poderia ter sido evitada. Talvez se começarmos a falar sobre esse fato possamos impedir que ele volte a ocorrer".
Praça da Paz Celestial, 20 anos depois: governantes modernos adotam silêncio herdado


Em janeiro, o governo chinês libertou Liu Zhihua, um dos prisioneiros condenados por "hooliganismo" nos protestos de 1989 que culminaram com o massacre da praça de Tiananmen em Pequim.


Liu tinha 24 anos quando ajudou a organizar uma greve na fábrica na qual trabalhava na cidade natal de Mao Tsetung, na província de Hunan. A greve na empresa estatal de mais de 10.000 trabalhadores era contra a supressão violenta das manifestações pela democracia.


O crime de Liu foi incitar multidões com discursos contra o governo. Ele passou 20 anos na prisão, mesmo depois da China remover o crime de "hooliganismo" da lei em 1997.


Até hoje, o governo chinês insiste que o movimento pela democracia de 1989 foi um conflito contra-revolucionário e defende a repressão aos manifestantes pacíficos em Pequim e em outras partes da China na qual centenas - provavelmente milhares - foram mortos pelo Exército da Libertação do Povo.


Para aqueles fora da elite governante chinesa talvez seja difícil entender por que o governo insiste em dizer que lidou corretamente com o incidente, apesar da morte de manifestantes desarmados e transeuntes inocentes.


Depois do incidente, por mais de uma década, a China foi governada por homens diretamente envolvidos na decisão de enviar tanques, tais como o ex-primeiro-ministro Li Peng e outros elevados aos seus cargos como resultado do conflito, inclusive o ex-presidente Jian Zemin.


Muitos de seus sucessores no poder hoje não são diretamente associados aos eventos de 20 anos atrás, mas não demonstraram a menor inclinação pela reavaliação ou reconciliação.


Um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores reiterou recentemente a posição oficial que a repressão do movimento pavimentou o caminho para o sucesso econômico. "Os fatos provaram que o caminho socialista com características chinesas que perseguimos está no interesse fundamental de nosso povo e reflete as aspirações de toda a nação", disse Ma Zhaoxu, em resposta à questão de um repórter estrangeiro.


"Na China, os atuais líderes não têm razão para mudar o veredicto de seus predecessores, porque sua legitimidade está em sua herança", disse Bao Tong, a mais alta autoridade presa pelos protestos de 1989. Ele passou os últimos 20 anos em prisão domiciliar.


Bao alega ter organizado a publicação das memórias póstumas de Zhao Ziyang, ex-presidente do Partido Comunista que foi expulso por apoiar os protestos de 1989. Zhao morreu em 2005, tendo passado 16 anos sob prisão domiciliar, mas seu pedido pela reavaliação da "grande tragédia" do massacre de Tiananmen atingiu um ponto sensível.


Um grupo pequeno, mas determinado de intelectuais liberais questionou a insistência do governo que o massacre de manifestantes pacíficos e desarmados foi uma precondição necessária para o crescimento econômico rápido.


Em um subúrbio de Pequim no mês passado, houve um seminário clandestino depois divulgado na Internet no qual acadêmicos proeminentes pediram uma discussão pública e a reavaliação do massacre de Tiananmen. "Quais são os impactos negativos que trouxemos à nossa sociedade por causa de nosso silêncio nos últimos 20 anos?", indagou Cui Weiping, professor da Academia de Cinema de Pequim.


"Qual dano esse silêncio fez ao nosso espírito nacional e moral?"


As notícias do seminário na Internet foram rapidamente bloqueadas pelos censores.


Hoje, 20 anos depois, a imagem de um homem diante de um tanque na avenida da Paz Eterna mal é reconhecida na China e conversas sobre mudar o veredicto oficial são restritas a reuniões secretas de acadêmicos liberais. Os líderes do Partido Comunista temem que uma discussão levante questões sobre sua legitimidade.


As manifestações em 1989 se concentraram em pedidos por liberdade política e pelo fim da corrupção oficial, duas questões com as quais o partido tem dificuldade de lidar até hoje.


"Os supressores de 4 de junho tinham armas pesadas, mas não tinham noção da história", disse Xu Youyu, professor de filosofia da Academia Chinesa de Ciências Sociais, àqueles reunidos no mês passado. "Massacrar civis é rir da justiça e com esse ato os líderes perderam toda legitimidade."


Trinta presos


Estima-se que cerca de 30 pessoas ainda estejam presas por ofensas cometidas nos protestos na China em 1989. Dos libertados, ao menos oito e provavelmente mais foram presos novamente, em geral acusados de ativismo político ou de defender direitos humanos. Os condenados por sabotagem contra-revolucionária, "hooliganismo" e incêndios propositais foram condenados à morte ou à prisão perpétua.

Marcadores: , , , , , , ,

domingo, 31 de julho de 2011

O VOLUNTARIADO DO BEM, SEMPRE.

"O que fazemos por nós mesmos morre conosco, o que fazemos pelos outros permanece e é eterno."

No mundo atual, moderno pela tecnologia de informação, muitas atividades ganham uma dinâmica melhor se os produtos e serviços tiverem, além da original seriedade, uma abrangência infinita de parceiros.

Pela internet é possível se nutrir de redes de voluntariado, cuja finalidade é propiciar uma variedade de atividades com enfoque absoluto ao bem-estar da humanidade.

Na medida em que uma ferramenta de primeiros socorros ou rápidas informações é disponibilizada economiza-se energia e se ganha tempo na resolução dos problemas.

De fácil manipulação e utilização, o Planeta Voluntários nasceu com a premissa de fortalecer parcerias, agregar conhecimento e disseminá-lo, seja no eixo social, cultural, científico ou beneficente.
 
Cada atividade é desenvolvida com a determinação de se buscar caminhos retos e rápidos, com o propósito de atuar na imediata resolução, pois muitas vezes, uma resposta, uma alternativa ou mesmo ou uma sugestão, por simples que seja, pode estar a quilômetros de distância.

Com os parceiros e colaboradores se forma um expressivo banco de dados e em poucos minutos se pode atuar na prática através da permuta comunitária. É a forma instantânea de agir e reagir.

Na última década grandes avanços se consolidaram pelas atuações da mídia eletrônica. Muitos casos considerados difíceis foram resolvidos.

Encontraram-se pessoas há muito tempo procuradas; dividiram-se ajudas coletivas em prol de vítimas de catástrofes e consegui-se repassar à boa e importante informação.

É bem verdade que há muitos instrumentos servindo várias populações hoje em dia.

No caso do Planeta Voluntários, além de se caracterizar como uma organização que prima pela absoluta benevolência, há na espinha dorsal dos objetivos um imensurável potencial profissional, utilizando a rede para ser e não para ter.

Paradoxalmente muitas pessoas acreditam que a internet e suas derivações servem para afastar as pessoas.

O Plante Voluntários não. Nossa missão é aproximá-las para com efeito somatório dividirmos o que de bem se precisa para que as pessoas tenham dias melhores, anos melhores, uma vida melhor.

Marcio Demari é Empresário em Londrina, Pr. Além de fundador e Presidente do Portal Planeta Voluntários.

Porque ajudar faz bem !
Visite:
http://www.newsdoplaneta.com.br
A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil !!!  

Marcadores: , , , , , ,

sábado, 30 de julho de 2011

Biblioteca on line grátis será desativada por falta de divulgação...


DIVULGUEM ...

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre , mas que está prestes a ser desactivada por falta de acessos.

Imaginem um lugar onde nós podemos  gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis  ou a Divina Comédia;
· Ter acesso às melhores histórias infantis e vídeos da TV ESCOLA e muito mais.

Esse lugar existe!

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:

http://www.dominiopublico.gov.br/

Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.

Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

Divulguem  para o máximo de pessoas!

Obrigado!

Marcadores: , , , ,

Centencia - Pena de castração...



Por: Antonio Carlos Ghirelli

Pena de castração...


Uma sentença inusitada, de 1883, Alagoas

         O des. Antonio Raphael Silva Salvador, presidente do Conselho Consultivo, Orientador e Fiscal da Apamagis, trouxe ao conhecimento dos leitores do Tribuna da Magistratura uma inusitada sentença, datada de 1883, em que a pena imposta foi de castração.

        O texto e a citação em latim, na parte final da sentença, "são de arrepiar", afirmou o des. Raphael Salvador. Basta ler para crer. "Embora muitos digam o contrário, a sentença não foi proferida no tempo em que eu judicava e nem fui colega do juiz municipá (sic) que a proferiu."

         Conheça, a seguir, o teor da sentença, transcrita conforme a redação original.

A Centencia.

       Visto e inzaminado estes autos, etc. - O adjunto de promotor público arrepresentou contra o suplicante caba Mané Duda, pruvia de no dia 11 do mez do Sinhor de Santana, quando a mulher do Chico Bento ia para a fonte, já perto della, o supradito suplicante que estava de tocaia numa moita de mato, saiu della de supetão e fez proposta a dita mulher por quá ruia brocha pra coza que não póde trazê a lume, e como ela não se arrizolvesse e se arricuzasse, o dito cujo, num inzecutivo abrofelou-se com ella deitou-Ia no chão, deixando as encomendas della de fóra e ao Deus dará, e não conseguiu matrimonio a refem della gritar e vim em assucorro della os vizinhos Nocreto Correa e Quelemente Barbosa, que prenderam o dito cujo indivíduo como incurso nas penas do matrimônio apruco e sucesso pruquê a sobre dita mullié tava pejada e com assucedido deu a luz um menino macho que nasceu morto. As tistimunhas é de vista pruquê chegaro no sufragante e bisbaro a preversidade do outras é tistimunha in avaluemo e assim: Cunsidero que o cabra Mané Duda agrediu a mulhé de Chico Bento, por quá ruia brocha para coxambrá com ella coizas que só o marido della competia coxambrá pru via de serem casados pelo rijume da Santa Madre Igreja.

       Cunsidero que o cabra Duda deitou a paciente no chão e quando ia coxambrá suas coxambranças viu todas as encomendas della, que só o marido della tinha o direito de vê. Considero que paciente tava pojada e que em consequencia do assucedido deu a luz um memno macho que nasceu morto.

       Cunsidero que a morte do menino trouxe prejuizo a herança que podia tê quando o pai delle ou a mãi infalecesse.

       Cunsidero que o arrepresentado cabra é supricante debochado que nunca sôbe arrespeitar as familia dos seus vizinhos, tanto que ia fazê coxambranças com a Quitoria e a Quilarinda que é moças donzelas e que não conseguiu pru via dellas reprivia de sua patifaria e deboche.

       Cunsidero que o cabra Mané Duda é sujeito pirigoso e que se não tivé uma coza que ateie a pirigança delle, amanhã tá fazendo assumbração inté nos home, pruvia de sua patifaria e deboche.

       Cunsidero que o cabra Mané Duda está em pecado mortá pruquê nos mandamentos de nossa Santa Madre Igreja é impruibido a gente desejá a mulhé do procimo e elle adesejou.

       Cunsidero que S.M. Imperiá a quem Deus guarde, e o mundo inteiro, precisa ficar livre do cabra Mané Duda, pra seculo seculorum amen, a refem dos deboches e servengonhezas por elle praticado é pra que femea e macho não seja mais por elle incomodado.

       Cunsidero que o cabra Mané Duda é tão sem veriuz que assustentou todas as servengonhenzas e ainda pisquim e isnoga das encomendas de sua vitima. Cunsidero que o cabra Mané Duda precisa pelas lezes ser botado em rijume. Cunsidero que esse rijume a mim Juiz Municipá compete botá.

        Posto que CONDENO o cabra Mané Duda pelo maleficio que fez a mulhé do Chico Bento e outros maleficios iguá a ser capado, capadura que será feita a macete cumo se faz com os animá do folgo. A inzecução desta pena será feita na cadeia desta villa. Anumeio inzecutô o carcereiro. Feita a capação, dispois de vinte dias o mesmo carcereiro sorte o supra cabra para que vá simbora in paiz. O nosso priô acumselha: Homine debochato, debochatus mulherorum, invocabus est. Quibus capare et capatus est macete macetorum carrascuas sine fato negare pote.

        Cumpra-se e pregue-se nos lugares pubricos pra ciência dos interessados. Apelho insofico desta centencia pra o Meretriz Dr. Juiz de Direito desta Comarca.


Marcadores: , ,

O PENSAMENTO


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgO-ncsE9QWmxQafiVsuPHQORK0dp7RBIQUdBqWkDw_UKft54bPRdOJUQsGGe8M0eNkZYFR4ItQGIqZCESkU3T34-kRLS-hoBOw9P2awaj0NiMOytcYPhR8vpQhHvUVIx8m8v6o2dA5HHi8/

(*)

"É a maior arma do ser humano, tanto para o bem como para o mal. Com ele provocamos e curamos doenças.

Para a consciência, o limite é o céu, mas o inconsciente, que se comunica com o Universo, sabe que na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma, segundo a lei de Lavoisier. Portanto, não há limites para o pensamento.

Tudo acontece quando pensamos. O pensamento gera emoções, que geram palavras, que geram comportamentos, que causam consequências, boas ou más, para a pessoa e para os outros. Em seguida somos atingidos pelo retorno físico e moral do pensamento que gerou emoções, palavras, acções e consequências.

A simplicidade dessa lei de causa e efeito afasta da mente dos homens a possibilidade de ser essa a razão de seus sofrimentos, e, com isso, o aprendizado dessa profunda verdade fica estagnado.
Seitas, religiões, tradições e filosofias há milénios procuram mostrar a necessidade de uma profunda reflexão e um contacto mais directo com Deus ou com as forças do Universo, visando a paz entre os povos. Mas, por mais que o homem ore, esbarra quase sempre, em seus medos secretos que o derrubam de sua pequena fé, exactamente porque não conhece a si mesmo e teme o desconhecido.

Podemos constatar que dentro de cada religião, se busca um mestre, seja ele Deus, Darma, Jeová, Buda, Meishu Sama, Alá, Maomé, entre outros, é através do pensamento que seu coração entra sintonia com seu Deus (como se existissem vários deuses degladiando-se para vencer o Universo e apoderar-se de seus filhos).

Controlar a mente não é fácil, pois sofremos influências externas e internas que nos desviam, constantemente do caminho.

Pensar é remover as nuvens que cobrem seu sol interior, é organizar suas emoções para orar, reflectir e, ainda, compreender que muitos sofrimentos são apenas reflexos de seus próprios pensamentos. O bem ou o mal dependem de seus pensamentos para entrar em sintonia com você.
Quando imaginamos algo, estamos nos dirigindo para a sua realização, pois no momento em que pensamos, entramos em contacto com a mesma realidade de outras pessoas.

Quantas vezes você, pensou em alguém e essa pessoa, para sua surpresa, o visitou, ou lhe telefonou, quase em seguida? Coincidência?

Não há nada de sobrenatural nessa sensibilidade perceptiva, tudo isso é possível, devido a serenidade, sem ansiedade ou desejo.

Quanto à percepção humana, sabe-se que muitas pessoas conseguem escapar de determinados golpes, traições e falsas amizades porque pressentem algo ruim e se afastam imediatamente. Uma pessoa com alguma sensibilidade conseguirá perceber as intenções de alguém apenas observando seus movimentos oculares, gestos subtis e até mesmo as palavras usadas para se comunicar.

O que podemos perceber com isso é que o nosso subconsciente carrega um universo de conhecimentos enquanto o nosso consciente foi doutrinado a não prestar atenção a esses factos.
Podemos concluir que tudo depende da forma que pensamos, pois atraímos o que estamos pensando. Por isso precisamos vigiar os nossos pensamentos, tirando sempre os negativos, o desejo de vingança, o desanimo, modificar as palavras e os verbos que utilizamos, para construirmos uma boa casa mental"

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

Marcadores: , , , , , ,

A Arte de Dizer Não



http://mypage3.lemme.com.br/upload/imagens_conteudos/grandes/28-4-2011-15-54-17sim.jpg

(*)

Autor: Franciane Ulaf


"Um dos questionamentos que mais recebo com relação à organização de vida pessoal é sobre como manter-se em linha reta, vivendo num ambiente onde somos requisitados e instigados o tempo todo a sairmos de nossa rota pessoal. É um parente que pede ajuda justamente no dia em que planejamos fazer algo para nós mesmos, são os colegas de trabalho que pedem constantemente auxílio, são atividades simples ou dispensáveis que levam mais tempo que o necessário ou planejado, é o chefe que delega mais tarefas do que você é capaz de realizar, são as oportunidades imprevistas que surgem e o deixam indeciso se a melhor opção é segui-las ou continuar no trajeto já iniciado. Há quem simplesmente não consiga sair desse círculo vicioso e realizar os próprios objetivos. Há ainda aqueles que não possuem objetivos e neste caso, organizar a vida torna-se uma tarefa quase impossível, pois a "linha reta" a ser seguida simplesmente não existe!

Se não estamos no comando de nossas vidas, ela está sendo guiada pelas pessoas à nossa volta. O efeito na auto-estima é devastador, a pessoa, com o tempo, deixa de acreditar que tem o poder de decisão sobre a própria vida, tornando-se uma marionete passiva, aguardando que outros a manipulem.

"A tarefa do homem é simples: ele deve parar de permitir que sua existência seja um acaso inconseqüente." Nietzsche

A resistência ao planejamento, principalmente do povo brasileiro, é grande. Parece romântico, poético dizer que prefere viver a vida ao "sabor do vento", deixar o destino guiar, não interferir na vontade de Deus, etc. Acreditar que o planejamento irá torná-lo uma pessoa metódica, manipuladora ou chata é comum. Também é usual pensar que sem planejar nada, a vida o levará poeticamente a realização de todos os seus sonhos, ou que mesmo sem sonhos, seu destino será belo e próspero. Igualmente, há o medo de planejar, pois a sensação de fracasso ao não se conquistar o que se quer machuca o ego e corrói a auto-estima.

Estudando os casos de sucesso pessoal, observei que são muito poucas as estórias de êxito atribuídas ao acaso. As sincronicidades acontecem, entretanto. O problema é que quando não se está focado num objetivo específico, é muito fácil não nota-las ou até mesmo optar pelo caminho errado ao maravilhar com uma "coincidência" que parece ser um golpe de sorte. A maior parte das pessoas que atingiram sucesso na vida profissional e pessoal tinham uma clara noção de onde queriam chegar, mesmo sem elaborar um planejamento detalhado.O título deste artigo, no entanto, é sobre a "arte de dizer não". Você deve estar se perguntando, o que toda essa introdução tem a ver com essa "habilidade"?

Saber dizer "não" é um privilégio desejado por muitos, mas conquistado por poucos. O "não", entretanto, é a pedra fundamental de uma vida organizada e direcionada ao sucesso. Com tantos estímulos, opções, solicitações e pedidos de outras pessoas ao nosso redor, se você não souber dizer não, dificilmente conseguirá concentrar-se em seu próprio caminho. E aí está o motivo principal da introdução deste artigo. Se você não sabe QUAL o seu "próprio caminho", ou seja, se não tem objetivos definidos, não há porque "dizer não", pois você não tem prioridades. Essa ausência de foco faz com que você considere importante muita coisa que não é e aceite pedidos de terceiros para realizar tarefas e favores, mesmo sem querer fazê-lo, porque não sabe como recusar, e essa dificuldade, muitas vezes não vem da timidez ou do receio de parecer antipático, mas da sensação interior de que o pedido do outro é realmente mais importante do que qualquer coisa que você tenha para fazer. Muitas pessoas não têm certeza do que querem da vida e por isso são vulneráveis e tendem a reagir passivamente diante de pessoas bem intencionadas ou de causas justas.

Planejar a própria vida, portanto, é uma medida profilática, um tipo de "medicina preventiva", quanto aos possíveis males causados pela interferência externa. Quando você não tem um direcionamento, algo certo a fazer, dizer não torna-se mais difícil. O outro coloca seu problema como importante, e como você não sabe o que é importante para você, sente-se culpado dizendo não. Ninguém é indispensável, assim como ninguém consegue fazer tudo. Estabelecer o que é importante para você é essencial para que você delimite sua área de atuação no dia-a-dia e consiga dizer não com tranqüilidade, sem sentir-se egoísta ou antipático. Quando você sabe exatamente o que estará fazendo e porque, acabará rejeitando as propostas e pedidos alheios, não por egoísmo, mas por necessidade. Um dos maiores segredos da administração eficaz do tempo é concentrar seus esforços em suas prioridades e descartar o que for irrelevante.

O "dizer não" se torna uma arte quando você consegue fazê-lo com autoconfiança, sentindo-se bem com a decisão e sabendo que a recusa foi necessária para que você continuasse em linha reta, seguindo seus objetivos. Nem sempre a contraparte irá compreender seus motivos, podendo acusá-lo de ser egoísta, insensível ou não-cooperativo. Você deve estar consciente, entretanto do fato de que o principal "segredo" do fracasso é tentar agradar a todos. Se você pensa desta forma, e tem dificuldade de quebrar as expectativas alheias quanto à sua pessoa e parecer antipático, dizer não será muito difícil, e consequentemente a realização dos seus objetivos pessoais ficará comprometida. Mas afinal, o que é mais importante para você, manter a pose de bonzinho ou realizar os seus sonhos?

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre. 






Marcadores: , , , ,

sábado, 23 de julho de 2011

Dicas Para se Comportar nas Redes Sociais


(*)
Já se imaginava, mas agora é certo. Os recrutadores olham sim o perfil online dos profissionais que buscam emprego. E é bom tomar cuidado. Pesquisa realizada pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado, revelou que segundo 44% dos recrutadores brasileiros aspectos negativos nas redes sociais seriam suficientes para desclassificar um candidato no processo de seleção.

"O entrevistador não se pauta por algo isolado, mas une diversas informações a respeito do candidato. A rede é um espaço público", lembra Marisa Silva, consultora da Career Center. Ao Empregos.com.br a consultora elencou sete pontos fundamentais para você construir uma imagem positiva no ambiente digital e chamar a atenção dos recrutadores. Confira.

1. Em redes profissionais, fale de assuntos profissionais
Se você possui conta em uma rede social voltada a profissionais, como o Linkedin, o relacionamento entre os contatos deve ser pautado pela formalidade. "Não fale de sua vida pessoal", dispara Marisa. Nesse caso, até a imagem de perfil deve ser adequada ao formato da rede.

2. Coloque fotos 'saudáveis'
As imagens publicadas nos perfis podem revelar hábitos saudáveis ou reprováveis. Segundo Marisa, é interessante publicar fotos de viagens, festas ou de momentos com a família. Mas evite imagens de cunho jocoso, como fotografias de poses sensuais. Pega mal.

3. Ao abordar o 'amigo' tenha bom senso
Apresente-se antes de enviar convites para se conectar com outras pessoas. É de bom tom explicar de onde conhece o contato ou quem o indicou. Jamais peça emprego. Aproveite o espaço para trocar informações sobre sua carreira e o mercado de trabalho.

4. Dê opiniões construtivas
Interaja e posicione-se sobre os temas discutidos entre os seus contatos, propondo sugestões para a problemática. Mas evite participar de grupos polêmicos, que aludam à discriminação ou violência. "É preciso tomar cuidado com opiniões muito radicais", sinaliza a consultora Marisa Silva.

5. Preserve-se
Não precisa falar sobre todos os seus passos nas redes sociais. Ficar a todo o momento no Twitter, Orkut ou Facebook descrevendo a sua rotina é desinteressante e pouco criativo. Se isso for inevitável para você, selecione o nível de privacidade desejado em seu perfil.

6. Crie a sua identidade online
Fale de coisas que interessem a você e possam interessar aos outros. Isso aumenta as chances de interação entre os contatos e proporciona a troca de informações. "Se você gosta de vinho divulgue notícias sobre vinhos. Essa postura poderá influenciar as pessoas positivamente", sublinha Marisa.

7. Não fale mal de pessoas ou empresas
Falar mal do ex-chefe, colega de trabalho ou das empresas nas quais atuou é pecado mortal. Muito provavelmente mina a sua continuidade em um processo seletivo - caso o recrutador flagre essa conduta. Além disso, é uma atitude antiética. O melhor a fazer é ceder à tentação.

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

Marcadores: ,

A ATUAÇÃO DA MAÇONARIA NA REVOLUÇÃO 1932


Em 1932 o Brasil vivia sob o regime implantado pelo golpe de 1930, e os  Paulistas, sobretudo os dirigentes do PRP- Partido Republicano Paulista, não se conformavam com o resultado da Revolução de 1930.

A nomeação de um não paulista [João Alberto] como interventor de São Paulo,  foi a gota  d'água para o desencadeamento de uma grande propaganda contra o governo  federal, na qual se destacavam lemas como:

- "São Paulo conquistado!!", "São Paulo dominado por gente estranha!",  "Convocação imediata da Constituinte!", "Tudo pela Constituição!" etc...  etc…

A onda de agitação e descontentamento prosseguiu, e mesmo diante da promessa de eleições, nova  Constituição e a nomeação de interventor paulista para São Paulo, o Estado se levanta contra a Revolução de 30.

A Maçonaria participou ativamente da Revolução de 1932, como outrora, já havia atuado nos destinos de nossa nação, e sempre discretamente deixando sua marca.

Já a partir do início de 1931, da pena do advogado, jornalista e tribuno Ibrahim Nobre, maçom da Loja Fraternidade de Santos, saia à críticas mordazes contra o golpe e a situação social, que eram publicadas no jornal paulista "A Gazeta".

No início de 1932, o pensamento da população de São  Paulo seria cristalizado na expressão "Civil e Paulista", repetida pelos meios de comunicação, externando o desejo de ter um interventor federal que não fosse militar e que fosse de São Paulo.

A 3 de março, ouvindo o clamor dos paulistas, o ditador nomeava, para o cargo, o embaixador Pedro de Toledo, Maçom, ex-Grão-Mestre do Grande Oriente Estadual (1908-1914), o qual  assumiria no dia 7. Essa
indicação, todavia, não serviu para aliviar o mal estar e a tensão reinantes em diversos pontos do país, começando, dessa maneira, a fermentar a revolta.

As reuniões preparatórias do movimento foram levadas a efeito na sede do jornal "O Estado de S. Paulo", pelos maçons Américo de Campos (Loja América), Francisco Rangel Pestana (Loja América), Manoel Ferraz de Campos Salles (Loja Sete de Setembro) e José Maria Lisboa (Loja Amizade).

Nessa época, o jornal já era dirigido pelo Júlio de Mesquita Filho (Loja União Paulista), que era um dos principais líderes do movimento.

O estopim da revolta já havia sido aceso a 23 de Maio 1932, quando durante uma  manifestação na Praça da República, alguns jovens – MARTINS, MIRAGAIA,  DRÀUSIO e CAMARGO, cujos nomes deram origem ao M.M.D.C. foram  mortos pela polícia política da ditadura.

São Paulo já possuía um governante civil e paulista, de modo que a grande reivindicação foi mesmo a  promulgação da nova constituição.

Em reunião realizada no dia 7 de julho, com a presença de Francisco Morato, General Ataliba Leonel, Sílvio de Campos, Coronel Júlio Marcondes Salgado e General Isidoro Dias Lopes, ficou decidido que o levante aconteceria no dia 20, sob o comando de Isidoro e do coronel Euclides Figueiredo. Pedro de Toledo ainda tentou evitar a revolta, mandando seu genro ao Rio de Janeiro, no dia 8, para conferenciar com Vargas.

Todavia, em nova reunião, nesse dia, resolveu-se deflagrar o movimento no dia 09, antes que chegasse a São Paulo o Gal. Pereira de Vasconcellos, para assumir o comando da 2ª  Região Militar.

A 9 de julho, um sábado, a revolta constitucionalista estava nas ruas. O movimento eclodiu às 11:40h , sob o comando de Euclides Figueiredo, com a tomada do Q.G. da 2ª Região Militar. No mesmo dia, às 23:15h , as sociedades de rádio eram tomadas por civis.

No dia 10, o interventor Pedro de Toledo era aclamado, pelo povo, pelo Exército e pela Força Pública, como  Governador de S. Paulo!!!

A 14 de julho, convocada pelo Grão-Mestre estadual de S. Paulo, José Adriano Marrey Júnior, houve uma reunião dos Veneráveis das Lojas da Capital.  Nessa reunião, foi solicitado o apoio das Lojas à causa paulista, o auxílio às famílias dos maçons, que tivessem seguido para as frentes de batalha, e a colaboração de todos os maçons, que pudessem tomar parte, de alguma maneira, nessa luta por São Paulo.

Mas os Paulistas ficaram sós, não houve adesão das outras oligarquias dos demais Estados. Deixados sozinhos, na luta pela Constituição e pelo Brasil, os combatentes de S. Paulo, sem o esperado apoio de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul e, sem os recursos necessários, iriam resistir apenas durante três meses.

O bloqueio do porto de Santos e a grande concentração de forças federais, vindas de todos os Estados, venceram a resistência dos soldados paulistas, graças ao esgotamento de seus recursos.

Getúlio vence a Revolução, mas mesmo assim o governo percebeu que era difícil governar sem as oligarquias paulistas. Para não  perder o poder, Vargas convoca uma Constituinte visando a conciliar as diversas tendências.

Em julho de 1934, foi promulgada a nova Constituição brasileira, pela qual lutara S. Paulo e a Maçonaria em 1932.

 A ARLS Cavalheiros do Sul  de Piraju-SP quer prestar  uma homenagem aos  Irmãos que participaram da Revolução Constitucionalista de 1932, lembrando  que a região de Piraju foi palco de vários confrontos entre os paulistas e  as forças do exercito Gaucho, fiel a Getulio.

Seria bom lembrar que o General Ataliba Leonel, ícone da Revolução, foi o primeiro Venerável  da Loja Cavalheiros  do Sul  ( 1901),  tendo vivido por muito tempo em Piraju, onde faleceu  no dia 29 de Outubro
de 1934 deixando  vários descendentes. O tumulo onde foi sepultado no cemitério da cidade, é uma obra de arte,  tombado pelo patrimônio histórico  Pirajuense.

Fonte de pesquisa – A maçonaria e sua política secreta-  José Castelhani – Piraju –Memórias Políticas – Miguel Cáceres – Consultas em artigos na Internet

Parabéns aos nossos Heróis Paulistas !!!

Lutaram com garra e amor pelo Brasil contra a verdadeira ditadura de Getúlio Vargas ,senhor que rasgou nossa constituição.

Nossos Heróis Paulistas não pleiteavam terras, empregos, estatus, cargos no governo, somente o respeito à nossa CONSTITUIÇÃO.

Às duras perdas humanas, nossos Bravos conseguiram mobilizar o Brasil, e fazer valer nossa Carta Magna.

PARABÉNS AOS CONSTITUCIONALISTAS !!!!!!

Aos que ainda estão vivos deve ser uma decepção ver o que acontece hoje.

Aos que tombaram  e deixaram nosso solo sagrado com seu sangue, felicidade de tombar por uma causa justa, e não ter que presenciar que seu ideal foi em vão.

Parabéns Srs: Ex-Presidente Lula, PresidentA Dilma, Senadores, Deputados, Governadores, Prefeitos e Vereadores, por usarem nossa CARTA MAGNA , onde milhares deram suas vidas, como papel higienico.

Enquanto tudo isso acontece descaradamente, nos fazem de palhaços, idiotas e otários que somos…

CHEGA….de achar que vivemos num Estado Democratico de Direito.
CHEGA….de achar que jovens assassinos de 15 anos ou menos são crianças.
CHEGA …de achar que as drogas devem ser descrimilizadas.
CHEGA... de pagar altos impostos para nossos desgovernantes passearem.
CHEGA... de ver nosso idosos, homens que costruiram esse pais, morrerem a mingua numa fila de hospital.
CHEGA….de ver nossa única esperança ser sucateada com esta sendo as nossas Forças Armadas
CHEGA… de corrupção e desmandos.
CHEGA…CHEGA mesmo de ser cordeiros e bocas de privada.

Por: Edson Fernando S. Sobrinho

Marcadores: , , , , , ,

CARTA DE ABRAHAN LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO



"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas, por favor, diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830

Marcadores: , , , , , , ,

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Geração Z

Geração Touch, um desafio da modernidade


Por: Gil de Marqui


Quando eu era criança muitas coisas já eram modernas e eu nem sabia. Em casa tínhamos uma TV colorida na sala, um microondas (que usávamos normalmente para esquentar o leite) e um aparelho de som antigo que mais tarde seria substituído por outro que tocava CDs.

Depois de certa idade ganhei de presente um bichinho virtual que precisava ser alimentado a cada duas horas para não morrer.

Sentávamos para assistir a novela e (ainda que não estivéssemos ao redor de uma mesa) costumávamos jantar todos juntos, meus pais, meus irmãos e eu.

Lembro de ouvi-los comentando sobre uma época na qual certas tecnologias não existiam e notar suas caras de espanto ao ver os inventos anunciados pelos jornais.

Eu ria de como eles achavam incríveis as coisas que para mim eram extremamente normais. Nunca pensei que um dia sofreria deste mesmo mal e devo confessar que lidar com esse tal "choque de gerações" não é fácil.

Não quero falar das crianças que não sabem o que é esperar dias para revelar uma foto, nem muito menos daquelas que não fazem idéia do que é colocar uma ficha no orelhão, afinal, isso já não faz parte da nossa vida há certo tempo mesmo. Quero mais é falar da angústia que sinto ao ver o quanto as coisas acontecem rápido para essa molecadinha da geração Z e afins.

Lembra quando precisávamos ouvir rádio FM o dia inteiro até que tocassem aquela música nova? Pegávamos uma fita K7 virgem e gravávamos para ouvir mais tarde. Quanto trabalho!

Pois é, as coisas mudaram em uma velocidade assustadora. Você já reparou quantas coisas são resolvidas com apenas um clique?!

Quer uma pizza? Peça pela internet.

Vai pagar contas? Utilize o celular.

Está precisando desabafar? Fique online na rede social e descasque todos os seus abacaxis.

Perdeu a transmissão daquele filme fantástico? "Baixe-o" agora mesmo.

Não sabe o que é um "arrabalde"? Procure no Google e ele te dirá. Não ficou claro? Entre na galeria de imagens.

Não gostou do que o repórter disse na TV? Deixe um comentário destilando todo o seu ódio e ele será praticamente obrigado a se retratar.

Sem contar o MP3, o HD, o ar condicionado que migrou para o carro e outras milhares de coisas.

Há alguns dias fiquei de queixo caído quando a filha de uma amiga de apenas um ano e meio de idade pegou o celular e fuçou nos botõezinhos até colocar na área de jogos. A amiga disse que isso sempre acontece porque a garotinha gosta de ouvir a música que o jogo tem.  Aprendeu sozinha.

Pois bem, o mundo está evoluindo e até agora não contei nenhuma novidade. Mas tenho medo de onde as relações humanas vão parar já que as pessoas não precisam mais fazer algo essencial para fazer valer a vida em sociedade: O diálogo.

Se um garoto qualquer tem um Iphone 4, um PSP, um X Box (pra dar aquela variada) e um computador de última geração, a que horas conversa com os pais ou amigos? Quando olha nos olhos de alguém? Em que momento interage com os demais? Como aprende que nem tudo o que desejar vai acontecer após um clique? Onde é que vai cultivar a paciência?

Não estaria a tecnologia criando uma porção de monstros mimados?

Quando as coisas "saem dos eixos" e pais e filhos matam-se (literalmente) por motivos banais, aparecem demagogos de todos os lados pra dizer que as pessoas estão cada vez mais frias e esquecendo-se da religião e bons costumes, mas, antes de tudo isso acredito na força de um bom bate-papo, de um abraço sincero e até mesmo uma bronca com olhar de desaprovação seguida de castigo. Será possível transmitir valores familiares virtualmente? Como é que se constrói afeto via SMS?

Quero deixar claro que não sou contra a evolução e a tecnologia. Aposto que o uso moderado de tantas boas novas podem servir para reiterar relações, mas não podem ser o único meio de participação no mundo. Afinal, de que adianta saber o que acontece do outro lado do mundo se não se sabe o que acontece com os outros habitantes de sua própria residência?

Se você acha difícil lidar com seus colegas de trabalho nos dias de hoje, espere até esses garotos crescerem e alguém lhes pedir que trabalhem em equipe e tenham paciência para resolver as mais diversas situações. Aí eu quero ver!

¹Nota da autora: Geração Z é formada por pessoas nascidas a partir dos anos 90.

*É formada em jornalismo, apaixonada por artes e grande observadora de pessoas

Marcadores: , ,