O mundo é linguagem!

(*) Nelson Valente

Já faz anos que exploro o mundo dos códigos e dos signos pelo estudo da linguagem, da comunicação, da psicanálise, do saber e de muitas outras formas. No entanto, nunca defini meu objeto! Porque cada linguagem propõe um paradigma de mundo diferente.

Quando jovem, meu professor de Semiótica, Naief Sàfady afirmou:

- "Nascemos apenas com uma ideia na cabeça e não fazemos outra coisa senão desenvolvê-la ao longo de toda a nossa existência."

Disse para mim mesmo:

- "Será, então, que não é possível que haja uma mudança de vida?" Que reacionário! Perto dos 60 anos de idade, entendi que meu professor tinha razão: de fato, durante toda a minha vida persegui tão-somente uma única ideia. O único problema é que não sei que ideia é essa!

Creio que estou chegando lá. De tanto me dedicar à semiologia, estou cada vez mais convencido da possibilidade de que o mundo não existe, de que ele nada mais é do que um produto da linguagem.

Houve momentos, no decorrer do século passado, que a filosofia se recusou a falar do mental sob o pretexto de que não podia vê-lo. Hoje em dia, com as ciências cognitivas, as questões do conhecimento - o que quer dizer conhecer, perceber, aprender? - tornaram-se centrais. Os progressos da ciência permitem tocar naquilo que antigamente era invisível, o que obriga a Semiótica questionar: como é que a linguagem estrutura a percepção que temos das coisas?

Nem sempre foi esse o caso. A linguagem de Pascal ou de Descartes é simples e corriqueira. O próprio Bergson que trabalha com conceitos difíceis, fala sem tecnicismos. Na segunda metade do século passado, as coisas mudaram. Por que o francês de Lacan parece difícil? Porque sua sintaxe não é francesa, é alemã! De fato, nos anos 60 houve uma verdadeira invasão alemã na filosofia francesa. Daí a ruptura entres os dois continentes. Isso criou uma barreira enorme entre a filosofia insular e a continental.

Os anglo-saxões, Locke e Berkeley, falam como todo mundo. Wittgenstein, quando começou a pensar em inglês, utilizava uma linguagem simples. Eis a razão por que os americanos gostam tanto de Gramsci - porque ele não se valia do jargão alemão - e por isso eles não se deixaram contaminar pela fenomenologia, por Heidegger, que lhes é incompreensível. Todavia , cederam diante dos franceses germanizados, que influenciaram sua literatura e, depois, sua filosofia. Já é difícil traduzir Lacan em “francês”, imagine em inglês! No Brasil também aconteceu a mesma coisa: basta que um termo seja alemão para que seja considerado com seriedade.

A língua é uma força biológica: não se pode modificá-la com uma decisão política. Pode-se, quando muito, influenciar o uso. É uma função dos jornalistas, escritores e da mídia. Um bom uso mostra-se pela flexibilidade com que as palavras são aceitas. Todas as línguas estão repletas de palavras estrangeiras que foram naturalizadas.

Os jornais brasileiros (alguns) nos dizem com frequência que Michael Schumacher, da Fórmula I - pegou a “pole position”, um termo inglês inútil, pois pode dizer perfeitamente que chegou em primeiro lugar ou qualquer coisa parecida. Certa vez, li num jornal que Schumacher, tinha conseguido a “pool position”. Ele devia estar, então, na piscina!

Hoje em dia, as pessoas falam sua língua nativa mais corretamente, lêem mais jornais, mais livros. Isso não significa que a humanidade esteja melhorando e tampouco quer dizer que há menos banalidades, esterótipos e bobagens. Os editores, os donos de televisão, jornais e os críticos literários não entenderam que houve uma revolução espiritual, que o nível geral subiu.

Os franceses fazem de conta que brigam com o inglês, mas têm medo mesmo é do alemão. Desde a queda de Berlim, a Europa do Leste transformou-se num bolsão de poliglotismo alemão e há muita probabilidade de que o alemão se imponha na Europa!

Nunca, no mundo, alguém conseguiu impor a língua estrangeira dominante. Os romanos foram mestres do mundo, mas seus eruditos conversavam em grego entre si. O latim se tornou a língua europeia quando o império romano desmoronou. No tempo de Montaigne, o italiano era o vetor da cultura. Depois, durante três séculos, o francês foi a língua da diplomacia. Por que o inglês, hoje? Porque os Estados Unidos ganharam a guerra e porque é mais fácil falar mal o inglês do que falar mal o francês ou o alemão. O que não impede que os franceses falem de uma “colonização” de sua língua pelo inglês.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor

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Jean Piaget: desenvolvimento da inteligência

(*) Nelson Valente


JEAN PIAGET nasceu em Neuchâtel, na Suíça, em 1896. Diplomou-se em ciências naturais aos 21 anos, doutorando-se no ano seguinte. Interessou-se pela psicologia, realizando estudos em Zurique e em Paris. Foi professor dessa matéria nas Universidades de Neuchâtel, Lausanne e Genebra e de psicologia genética na Sorbonne, de 1952 a 1963. Presidente da Comissão Suíça na UNESCO, foi enviado em missão a Beirute, Paris, Florença e Rio de Janeiro. A UNESCO confiou-lhe a elaboração da obra O direito à educação. Piaget tornou-se membro do Conselho Executivo da instituição.

Piaget abordou o desenvolvimento da inteligência através do processo de maturação biológica. Para ele, há duas formas de aprendizagem. A primeira, mais ampla, equivale ao próprio desenvolvimento da inteligência. Este desenvolvimento é um processo espontâneo e contínuo que inclui maturação, experiência, transmissão social e desenvolvimento do equilíbrio. A segunda forma de aprendizagem é limitada à aquisição de novas respostas a situações específicas ou à aquisição de novas estruturas para algumas operações mentais específicas.

O processo de aprendizagem envolve a assimilação e a acomodação. Na medida em que participamos ativamente dos acontecimentos, assimilamos mentalmente as informações sobre o ambiente físico e social e transformamos o conhecimento adquirido em formas de agir sobre o meio. O conhecimento assimilado para a constituir a bagagem de experiências que nos permite enfrentar as novas situações, assimilar outras experiências e formular novas ideias e conceitos. As novas aprendizagens baseiam-se nas anteriores assim, a inteligência humana desenvolve-se: aprendizagens simples servem de base a outras aprendizagens mais complexas.
Quando transformamos o conhecimento assimilado em uma nova forma de ação, realizamos uma acomodação entre o nosso organismo nos aspectos físico e mental e o ambiente no qual vivemos.

Através de assimilações e acomodações constantes e contínuas, cada indivíduo organiza sua noção da realidade, seu próprio conhecimento.

No processo de desenvolvimento, tal como é visto por Piaget, cada criança se desenvolve através de estágios. O autor distingue três estágios fundamentais:

Sensorimotor – que vai do nascimento aos 2 anos de idade. Neste estágio a criança evolui de uma situação puramente reflexa até a diferenciação do mundo exterior em relação a si própria.


Operações concretas – estende-se dos 2 aos 11 anos de idade e subdivide-se em pensamento pré-operacional (de 2 a 7 anos) e pensamento operacional concreto. Consiste na preparação e na realização das operações concretas em classes, relações e números.


Operações formais – de 11/12 até 14/15 anos. Período no qual o adolescente ajusta-se à realidade completa de sua atualidade, mas também é capaz de lidar com o mundo das possibilidades.

Os períodos ou estágios preconizados por Piaget não constituem divisões arbitrárias do processo evolutivo. Cada um deles se reveste de características mínimas que o define.

A teoria de aprendizagem de Jean Piaget alertou os educadores para o respeito ao estágio de desenvolvimento do pensamento infantil, adequando as atividades escolares às características evolutivas das crianças.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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Ecodesenvolvimento

(*) Nelson Valente

Educação Ambiental é uma nova forma de educar, ampla e significativa (uma “meta-educação”). Tem como ponto de partida e de chegada o próprio meio ambiente e, como preocupação maior, a melhor qualidade de vida.

A Educação Ambiental, se bem aplicada, leva o estudante a uma real integração com o ambiente onde vive, que, na realidade, é a continuação do seu próprio corpo e, como tal, tem que ser conhecida, respeitada e preservada.

Será imprescindível, de agora em diante, a inclusão do tema educação ambiental nos currículos das Faculdades de Educação, bem como sua promoção em nível de pós-graduação. Pelo caráter inovador da Educação Ambiental, precisamos de técnicos, praticamente inexistentes nessa área. O que possuímos atualmente são pesquisadores que se aprofundam no assunto por autodidatismo.

O texto constitucional prevê a promoção da educação ambiental “em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para preservação do meio ambiente”. Em outras palavras, busca-se o apoio da população para a solução dos problemas ambientais. Acreditamos que exista uma consciência ecológica, embora ela ocorra de maneira incipiente.

O que prevalece é a presunção errônea de que nossos recursos naturais são inesgotáveis, dando margem à política do usufruto desmedido e imediato, sem preocupações quanto ao empobrecimento ou exaustão.

No caso específico da educação ambiental, a maioria das constituições estaduais tem adotado em seus textos a determinação de que ela seja implantada. Deve-se buscar um meio de compatibilizar ecologia e desenvolvimento, de forma responsável. “Ecodesenvolvimento”é o termo que vem sendo usado para definir essa nova postura. Não devemos parar de crescer industrialmente; ao contrário, devemos buscar o desenvolvimento sustentável, que pressupõe o respeito pela preservação ambiental. Limitar o crescimento econômico, ao contrário do que pensava, só ajuda mesmo a agravar as condições ambientais dos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

Algumas empresas têm ajudado muito na preservação do meio ambiente. Os exemplos são bastante representativos. Esso, White Martins e Souza Cruz adotaram parques e reservas e têm investido verbas consideráveis na aquisição de materiais e equipamentos. A Petrobrás tem projeto pronto para desenvolver o “turismo ecológico”, visando à preservação dos 34 parques nacionais. Basta apenas que a empresa aparelhe o Ibama com recursos humanos especializados para que não ocorram atividades predatórias. O turismo feito de forma orientada e consciente pode ajudar na conservação.

A questão ambiental adquiriu contornos universais, como se pode verificar pela polêmica em torno da camada de ozônio e o papel de discussão em torno da possibilidade (cientificamente não comprovada) de sermos hoje pulmão do mundo.

Tudo o que conseguimos foi arranhar a consciência individual. Mas há ainda, certamente, uma consciência coletiva.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor

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Tráfico Humano

UNODC E BRASIL LANÇAM CAMPANHA CONTRA
TRÁFICO INTERNACIONAL SERES HUMANOS

Brasília, 06 de outubro de 2004 - "Primeiro eles tiram o passaporte, depois a liberdade". Este é um dos slogans da campanha contra o tráfico internacional de seres humanos lançada hoje, em Goiânia (GO), pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) e pelo Ministério da Justiça. A campanha faz parte do projeto de combate ao tráfico internacional de pessoas, desenvolvido no Brasil pelo ministério, em parceria com o UNODC. O outro slogan da campanha é: "Se alguém oferecer casa, comida e roupa lavada no exterior, desconfie".

As vítimas em potencial e seus familiares são o público-alvo da campanha, cujo objetivo é conscientizar a população sobre o problema do tráfico de seres humanos, prevenir esse tipo de crime e facilitar a ação da polícia no enfrentamento das redes criminosas. Todas as peças informam o número de dois telefones da Polícia Federal que poderão receber denúncias relacionadas a esse crime: (0 XX 61) 311-8705 e (0 XX 61) 311-8270. A campanha conta com o apoio da Infraero e do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde.

O tráfico de seres humanos é uma das mais rentáveis atividades do crime organizado transnacional e movimenta cerca de nove bilhões de dólares por ano. Estima-se que cada pessoa traficada represente um lucro de aproximadamente US$ 30 mil para as redes criminosas. As vítimas no Brasil são majoritariamente mulheres, que são direcionadas para esquemas de exploração sexual no exterior.

Peças da campanha - Mensagens preventivas e dicas de proteção contra o tráfico de seres humanos serão divulgadas em spots de rádio, cartazes e banners. Os spots serão transmitidos nas cidades identificadas como origem das vítimas. Cartazes e banners serão exibidos pela Polícia Federal nos locais de emissão de passaporte. A Infraero exibirá as peças nas áreas de embarque internacional dos aeroportos de Guarulhos (São Paulo) e Antonio Carlos Jobim - Galeão (no Rio de Janeiro). Folhetos com as mensagens e dicas da campanha serão anexadas nos novos passaportes emitidos pela PF.

Também faz parte da campanha um porta-camisinha voltado especificamente para profissionais do sexo. Diagnóstico sobre o tráfico de seres humanos no Brasil identificou que parte das vítimas trabalha como profissionais do sexo ou teve algum contato prévio com redes de prostituição, principalmente aquelas envolvidas com o turismo sexual. Além do preservativo, esta peça traz dicas sobre como evitar o aliciamento pelas redes de tráfico internacional de mulheres. As camisinhas que compõe esta peça foram doadas à campanha pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde.

Diagnóstico - Mulheres jovens (entre 18 e 21 anos), solteiras e de baixa escolaridade são as principais vítimas das redes internacionais de tráfico de seres humanos que operam no Brasil. Os aliciadores, por sua vez, são majoritariamente homens entre 31 a 40 anos, com bom grau de instrução e relações estáveis.

Estas informações fazem parte do diagnóstico realizado pelo projeto do UNODC com o Ministério da Justiça, que foi realizado nos estados de Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo, tendo como base informações de 22 processos judiciais e 14 inquéritos policiais instaurados entre janeiro de 2000 e dezembro de 2003. Goiás e Ceará foram escolhidos por serem importantes pontos de origem das vítimas. Rio de Janeiro e São Paulo, com seus aeroportos internacionais, são as principais portas de saída dessas vítimas.

O baixo nível de escolaridade influi na decisão das vítimas, pois muitas são aliciadas por falsas promessas de emprego e de melhoria nas condições de vida. Entretanto, parte delas é formada por profissionais do sexo que entram em contato com as redes de tráfico por meio dessa atividade. Outra constatação é a de que parte dos agentes responsáveis pela investigação dos casos considera este crime menos importante que o tráfico de drogas ou contrabando de armas, apesar de serem atividades criminosas interligadas.

Grande parte dos aliciadores é composta por empresários que atuam em diferentes negócios, como casas de shows, comércio, agências de encontro, bares, agências de turismo e salões de beleza. O bom nível de escolaridade dos réus se explica pelo fato de que eles necessitam estabelecer conexões em diferentes países e transitar fora do Brasil. Os países latinos (Espanha, Itália e Portugal) são os principais destinos das vítimas, que também são enviadas para a Suíça, Israel, França, Japão e Estados Unidos.

Treinamento - O projeto do UNODC com o Ministério da Justiça está capacitando os chamados operadores do direito para aperfeiçoar o enfrentamento do problema. São juízes, promotores, policiais e advogados que lidam com o crime de tráfico internacional de seres humanos. Em Goiânia, será realizado mais um curso de capacitação. Na capital de Goiás, o projeto também terá um escritório de atendimento psico-social às vítimas do tráfico de seres humanos em Goiás, que começará a funcionar até o final deste mês, na Procuradoria de Justiça do Estado.

Na solenidade de abertura do curso de capacitação dos operadores do Direito, o consultor Marcos Colares - advogado e professor da Universidade Federal do Ceará - fará uma exposição da metodologia usada para o diagnóstico concluído em maio. O levantamento, inédito no Brasil, promoveu um mapeamento do perfil das vítimas e dos aliciadores para a programação de ações direcionadas de prevenção e combate ao tráfico de pessoas.

Além da elaboração do diagnóstico, do treinamento dos operados de Direito e da instalação dos escritórios de atendimento às vítimas, o Ministério da Justiça e o UNODC desenvolverão um banco de dados no formato de portal interativo na Internet.

Maiores informações no site da UNODC

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A lebre e a tartaruga

(*) Nelson Valente

Há histórias que são emblemáticas, com toda a sua coorte de personagens, fatos e mensagens. Bruxas, fadas e duendes frequentam o imaginário infantil e a sua exploração deve ser feita de modo adequado pelos especialistas que têm a responsabilidade de “fazer educação”.

Veja-se o caso de “a lebre e a tartaruga”. Hoje, nas escolas municipais de educação infantil e particular (em todo território nacional), no uso da técnica do diálogo/questionamento, muitas crianças afirmam que a tartaruga chegou primeiro, na famosa corrida, porque a “lebre ficou dormindo”, quando na verdade ela foi sacrificada pelo desejo de ser “esperta”, numa aplicação à fábula da nefasta “lei de Gerson”.

Questionamentos e confrontos de pontos de vista, como são hoje sugeridos pelos escritores brasileiros, contribuem para a superação do natural egocentrismo das crianças, possibilitando a conquista gradual da autonomia de pensamento. Assim nascem os indivíduos socialmente críticos, por intermédio da viabilização da sua autoconstrução.

O emprego, nessas questões, da literatura infantil representa um grande conforto, pois ideias, confrontos e interesses transbordam de um contexto extremamente prazeroso para as crianças. Daí nasce a motivação – e os resultados naturalmente constituem uma consequência desse processo. Quando a criança é egocêntrica ela não se coloca no ponto de vista do outro; o tipo de contato social com as crianças da mesma idade limita-se somente a “estar junto”. Paulatinamente é que ela conquista o prazer de “fazer alguma coisa junta”. É a isso que chamamos de processo de socialização, em que a escola exerce papel decisivo.

Por todos esses fatos, mais relevantes ainda quando se trata do período pré-operatório (em geral dos dois aos sete anos de idade), é essencial que a escolha do material didático com que se irá trabalhar se faça de modo adequado. E que os professores estejam devidamente preparados para o uso desses preciosos instrumentos da cultura.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor.

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VOCÊ SABIA QUE...

- Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;
- Cada dia, morrem, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos...
- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto.
- Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome...
- Atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.

Você Sabia?
- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a Aids;
- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200 .
- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.
- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.
- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos...

Você Sabia?
- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.
- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;
- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.

Você Sabia?
- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.
- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.
- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.

Você Sabia?
- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações...
- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;
- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.
- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.

..Agora você já sabe.

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O que causa a corrupção?

Etimologicamente, a palavra "corrupção" vem do verbo latim "corruptus" (quebrar). Literalmente, isso significa objeto quebrado. Conceitualmente, corrupção é uma forma de comportamento que renuncia a ética, a moralidade, a tradição, a lei e a virtude civil.

A definição clássica, seguida pelo Banco Mundial e pela Transparência Internacional, considera corrupção como o uso da posição pública de um indivíduo para proveitos pessoais ilegítimos. Abuso de poder e proveitos pessoais, entretanto, podem ocorrer tanto na esfera privada como na pública e, muitas vezes, envolve conluio entre indivíduos dos dois setores. A entidade Informação Internacional, do Líbano, adotou a seguinte definição: "Corrupção é o comportamento de indivíduos privados ou de funcionários públicos que se desviam de responsabilidades estabelecidas e usam sua posição de poder para servir a objetivos particulares e assegurar ganhos privados".

O Programa Contra a Corrupção do UNODC considera corrupção como "abuso de poder em proveito próprio" e inclui, dessa forma, os setores público e privado. Embora percebida de forma diferente nos países, a corrupção tende a incluir os seguintes comportamentos: conflito de interesses, desvios fraudulentos, fraude, suborno, corrupção política, nepotismo e extorsão. Uma das medidas sobre o alcance da corrupção em um determinado país é o Índice Anual de Percepção de Corrupção da ONG Transparência Internacional.

O nível de corrupção varia de um país para outro. Entre os fatores que contribuem para essa realidade estão políticas governamentais, programas concebidos e administrados insatisfatoriamente, instituições deficientes, mecanismos inadequados de controle e avaliação, baixa organização da sociedade civil, sistema de justiça criminal fraco, remuneração inadequada de servidores públicos e falta de responsabilidade e transparência. Em muitos casos, há mais sintomas do que causas da corrupção. Em todos os casos, é necessário considerar os sintomas e as causas como fatos correlatos, uma vez que a corrupção pode ocorrer quando qualquer um deles ocorre. Ao mesmo tempo, não é necessariamente verdade que a corrupção sempre acontecerá quando um desses fatores existir.

Um sério impedimento ao sucesso de qualquer estratégia anticorrupção é um sistema judiciário corrupto, pois isso torna ineficiente qualquer mecanismo legal e institucional projetado para restringir a corrupção de maneira eficiente e honesta. Infelizmente, há cada vez mais evidências sobre a disseminação da corrupção nos sistemas judiciários de todo o mundo. A atenção dada à integridade do judiciário e ao sistema de justiça criminal como um todo não tem sido suficiente.

Conheça as publicações Corrupção: custos econômicos e propostas de combate e Corrupção: custos
econômicos e propostas de combate (resumo)
, produzida pela FIESP (2006)

Veja mais em: UNODC

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A violência urbana

Segundo a enciclopédia livre on line, a Wikipédia:

“Violência é um comportamento que causa dano a outra pessoa, ser vivo ou objeto. Nega-se autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. O termo deriva do latim violentia (que por sua vez o amplo, é qualquer comportamento ou conjunto de deriva de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra qualquer coisa ou ente.

Assim, a violência diferencia-se de força, palavras que costuma estar próximas na língua e pensamento cotidiano. Enquanto que força designa, em sua acepção filosófica, a energia ou "firmeza" de algo, a violência caracteriza-se pela ação corrupta, impaciente e baseada na ira, que não convence ou busca convencer o outro, simplesmente o agride.”

Existe violência de todos os tipos e modos, mas a meu ver, a pior é a violência urbana.

Eu considero a violência urbana como a que ceifa o prazer de viver quando induz o cidadão ao medo, ao pânico, a ira e por que não, à esquizofrênica.

Hoje em dia, eu que moro em uma cidade grande, não consigo ficar nenhum momento no silêncio;
É ruído de trânsito 24 horas por dia;
Barulho de alguns idiotas que andam com os rádios de seus carros ligados em volumes estridentes, e o pior é que quanto maior o volume do som, mais duvidoso é o gosto musical;
Barulho de pessoas que não sabem falar em tons educados, ficam gritando como se todos tivessem a obrigação de ouvir sua conversa. Chego a pensar que, quanto menor a capacidade de raciocínio, maior é a necessidade de falar! Tenho a impressão que, quando uma pessoa não tem capacidade intelectual ela desconta na conversação, geralmente de assuntos fúteis e que não agregam valor algum;
Barulho de cachorros latindo insistentemente, sem que seus donos os repreendam;
Outro aspecto da violência urbana é a violência contra o patrimônio;
Pintar o muro e/ou a fachada de sua residência e/ou comercio está se tornando uma tarefa das mais inúteis, pois assim que o serviço está pronto, vem logo um delinqüente qualquer para pixar e estragar o que custou tanto dinheiro e trabalho;

Deixar seu carro estacionado em frente à sua casa, além de lhe trazer o perigo do furto, tem o perigo de se encontrar o carro riscado;

Temporada de pipas trazem outro tipo de violência urbana;

Quando este artefato cai em sua residência, pode apostar que ela será invadida, mas no caso de não conseguirem invadir, jogam pedras amarradas em linhas e não se preocupam com o fato do risco de algo alheio ser danificado;

Outro agressão dos pipas é o risco de se ter o pescoço cortado quando se está andando pelas calçadas, ou de moto ou até de bicicleta; Antenas de televisão e rádio também são vítimas deste artefato;

A falta de respeito e a falta de educação estão entre os itens que colaboram para a violência urbana e o resultado podemos notar na depredação do patrimônio público e privado, na grande quantidade de lixo que vemos espalhados pelas ruas e jogados nos rios e uma série de outros descasos diários;

Mais um exemplo de violência urbana vem dos religiosos que por desrespeitarem o direito de terceiros, fazem seus cultos gritados, ou exageram nos atabaques, ou usam de música alta ou, o que eu considero a pior falta de respeito, batem a sua porta no domingo pela manhã, sem se importar se é o seu único dia de descanso, ou se você trabalhou a madrugada toda, sendo assim, considerado por mim, uma verdadeira agressão;

E para não me estender muito neste assunto, a grande violência urbana nos trás, além do medo dos criminosos (que faz com que muitas pessoas não consigam nem dormir direito, ou terem medo de sair às ruas e de freqüentas festas e igrejas), a síndrome do pânico, onde tudo e todos são inimigos em potencial.

Na somatória destas violências, a saúde do indivíduo fica comprometida, o convívio social fica comprometido e a felicidade fica cada vez mais difícil de ser alcançada.
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O POETA E A TUBERCULOSE

(*) Nelson Valente

Outro dia, em conversa com o acadêmico Arnaldo Niskier, um dos maiores exemplos de fertilidade literária, falou-se sobre a inspiração de escritores que tiveram a infelicidade de sofrer de tuberculose. É impressionante a relação dos quais padeceram desse mal, a começar por Castro Alves, que morreu antes mesmo de completar 25 anos de idade. A primeira referência à tuberculose, no continente americano, está nas cartas dos jesuítas, que a reconheciam em si mesmos, como fizeram os padres Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, que para aqui vieram desde 1549. A tuberculose apareceu em nosso folclore e na nossa literatura - e de tal modo que Tristão de Ataíde, ao analisar a Revolução de 64, escreveu que "os brasileiros se ponham de acordo com o tratamento da nossa atual tuberculose política, pois a terapêutica assenta no emprego de uma penicilina de liberdade e de confiança". Durante o romantismo literário, a tuberculose chegou a fazer-se querida, desejada por homens que nela viam a libertação de um mundo que não os satisfazia. A enfermidade tornou-se até elegante, pois dela morriam os poetas e suas amadas. Esse é o lado lírico de uma doença que, lamentavelmente, agora volta ao cenário das discussões públicas. Os motivos são os mesmos: condições insatisfatórias de higiene, saneamento e uma ausência quase completa de medidas preventivas. Fala-se novamente em desasseio, como se fôssemos voltar aos tempos de Rodrigues Alves, Pereira Passos e Oswaldo Cruz. O fenômeno é cíclico, mas indesculpável. Fala-se hoje em tuberculose, abstraindo a carga poética, é um verdadeiro absurdo, que pode envergonhar a nossa geração. Ainda há tempo para reagir, com ações preventivas que não devem tardar. O Dia Mundial da Tuberculose é comemorado no dia 24 de março, a data em que, em 1882, Dr. Robert Koch descobriu que a infecção bacteriana se espalhava pelo ar.

O Brasil é o 16º país com maior incidência de tuberculose no mundo, porém, ao contrário do que muitas vezes é divulgado, esta incidência tem caído substancialmente nos últimos anos. Em 1999 a incidência era de 51 casos para cada 100.000 habitante. Em 2007 já havia caído para 38 por 100.000. Rio de Janeiro e Amazonas são os estados com o maior número de casos (incríveis 73 por 100.000). Portugal é um dos países da Europa com maior taxa, aproximadamente 32 casos por 100.000. Só como comparação, a Alemanha tem 6 casos por 100.000 habitantes.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor

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Quais são os direitos das criança em idade escolar?

(*) Nelson Valente

Quais são os direitos das crianças que, em idade escolar, se encontram fora da escola ? E as outras que, estando na escola, recebem péssimo ensino? As perguntas me foram feitas na Faculdade Cásper Líbero -São Paulo e são pertinentes quando se sabe que o governo inova suas relações com o problema lançado o "Estatuto da Criança e do Adolescente". Pode ser mais uma prova de boas intenções ( de que o inferno anda cheio), mas pode ser também o início de um projeto ambicioso e inadiável, que fuja ao lugar-comum das campanhas inócuas e demagógicas. O IBGE divulgou relatório sobre a situação da criança, com base em dados de 2006. Há indicadores da tragédia infantil que não devem ser desprezados, como o fato de um terço dos 24 milhões de crianças e jovens entre 10 e 17 anos serem economicamente ativas ( trabalham ou já tiveram intenção de trabalhar) e 22% delas viverem em famílias de somente um salário mínimo. Isso pode explicar de modo claro o abandono prematuro da escola. Aliás, 14% dos 25 milhões de crianças em idade escolar ( 7 a 14 anos) estão fora da escola. De cada 100 que ingressam na primeira série do ensino fundamental, somente 13 chegam ao final do curso. Há um pequeno aumento no índice de escolaridade, mas o número é ridículo diante das comparações que podem ser feitas com países desenvolvidos. Não basta ir à escola. Veja-se o número médio de horas/aula. Nas nações pós-industrializadas, opera-se com a escola de base 8 x 8 , ou seja, cada aluno fica 8 horas por dia na escola, durante 280 dias, num período de 8 anos. Isto em termos de educação básica. Fazendo as contas, dá uma carga horária, no momento do aprendizado, de algo em torno de 17.920 horas ( 280x8x8). O número é comparado com o que ocorre no Brasil: são de 200 dias letivos para 4 horas diárias ( em média) e 8 anos de escolaridade. O total dá 6.400 horas/aula ( 200x4x8). O grevismo, o assembleísmo e o corporativismo sentaram praça nos grandes centros urbanos e o resultado aí está, na falta de cumprimento físico dos calendários escolares, com o conseqüente rebaixamento dos padrões de ensino. Por tais números pode-se inferir que nossas crianças recebem 1/3 dos conhecimentos que são ministrados nos países desenvolvidos, o que aprofunda uma diferença hoje abismal. Como seremos uma sociedade competitiva ? De que maneira corrigir isso ? O mundo conhece cerca de 30 mil profissões, a quase totalidade proibida a analfabetos ou subalfabetizados, o que hoje corresponde a uma clientela de 44 milhões de brasileiros. Se o analfabeto fala e maneja apenas 2.500/3.000 palavras, como exigir o aumento da sua produtividade? De toda a forma, a raiz do problema encontra-se na educação básica e nas possibilidades de ensinar adequadamente às nossas crianças, em época oportuna. As distorções idade/série são muito grandes entre nós, fruto de um quase abandono dessa fundamental prioridade. Querem um exemplo ? O Brasil tem hoje cerca de 127 mil alunos de pré-escolar com 9 anos de idade e que estão sendo assistidos de modo bastante precário. Não serão futuros adultos analfabetos? Campanhas e projetos espetaculares não resolvem o problema. Sou partidário de uma ênfase na educação básica, para que se estanque a fonte geradora dessa situação deplorável da educação brasileira.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor.
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ENEM – E NEM DIGA QUE O MINISTRO TEM CULPA!

(*) Nelson Valente

A história do MEC teve início no dia 14 de novembro de 1930 quando nasceu o Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública. Em 2009, portanto comemora-se o 79º aniversário da pasta que institucionalizou o trato das questões educacionais, antes cuidados pelo Ministério dos Negócios Interiores.
De 1930 a 1946 foi Ministério da Educação e Saúde. De 1946 a 1985 foi Ministério da Educação e Cultura (MEC), com a convicção de que lidávamos com processo cultural, de que a educação faz parte.

No ano de 1985, por iniciativa de José Sarney, nasceu a pasta da Cultura, que passou a ter vida própria e recursos mais apreciáveis em função de Leis de incentivo fiscal (Lei Sarney e Lei Rouanet).

O nome de Ministério da Educação e do Desporto nasceu em 1992, com o retorno do setor esportivo ao âmbito da educação. Hoje, o MEC tem responsabilidade imensas, na condução de todo o processo executivo da área, ficando a parte normativa sob o comando do Conselho Nacional de Educação, que iniciou suas atividades no dia 26 de fevereiro de 1996.

O MEC tem sido marcado por uma intensa descontinuidade. Houve ministros, como é o caso do professor Gama e Silva, com apenas nove dias no cargo. Em compensação, Gustavo Capanema ficou 11 anos, o que pode ser explicado pelo fato de ter pertencido ao governo Vargas, caracterizado por um período de 15 anos (somente no período republicano, passaram pelo Ministério da Educação aproximadamente 40 ministros, o que é inaceitável).

Foram várias reformas por que passou o Ministério da Educação, visando a simplificação dos seus procedimentos eficientes, como acontece com o ministro Fernando Haddad. Pretende-se adotar modelo de administração por objetivos, eficiência e eficácia. Fernando Haddad é um ministro comprometido com a educação brasileira: sério e competente.

Hoje o que se espera é a presença marcante do MEC na implantação de seus principais projetos alinhados com a sociedade brasileira.

(*) é escritor e professor universitário
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Guilherme de Almeida

(*) Nelson Valente

Por mais que se queira provar que a educação é um fenômeno contínuo, sem saltos, a história demonstra que, em nosso país, ela se faz de modo contrário ao que determina a lógica. Um exemplo pode ser dado à música. Sou da fase do canto orfeônico, da obrigatoriedade de cantar o Hino Nacional antes de entrar na sala de aula, diariamente, com exceção apenas para quando a ocasião exigia o canto do Hino à Bandeira, do Hino à República ou do Hino à Independência. Ninguém passava de ano sem saber a letra de todos os nossos hinos. Certamente, o fenômeno era consequência do trabalho desenvolvido pelo maestro Heitor Villa-Lobos à frente da Superintendência da Educação Musical e Artística do Rio de Janeiro (desde 1932), estimulando o canto de hinos e canções patrióticas, para unir de forma harmoniosa o erudito e o popular. Depois, fez-se o hiato. O canto orfeônico foi retirado dos currículos, não era matéria importante (diziam alguns), e a conseqüência é sentida até hoje. Os hinos não são conhecidos, não são respeitados, em partidas internacionais nossos jogadores fingem que cantam, nas escolas quase não se fala nisso, o que é natural, pois os próprios professores não conhecem as letras, enfim, um desastre em matéria de civismo, de que tanto se fala e pouco se pratica. Agora, louve-se a iniciativa do professor Arnaldo Niskier,ex-secretário da Educação do estado do Rio de Janeiro, que mandou distribuir nossos principais hinos por todas as 450 escolas do sistema educacional do Rio de Janeiro. É medida patriótica, de efeito a médio e a longo prazo, no espírito de professores e alunos. Ele só fez uma exigência aos produtores da fita: "Incluam a Canção dos Expedicionários, pois a letra do Guilherme de Almeida é lindíssima e marca um momento de rara importância da cidadania brasileira: foi a participação e vitória na II Guerra Mundial". Pedido atendido, Rio de Janeiro dá um passo à frente, em matéria de resgate de alguns dos nossos mais preciosos símbolos.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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Pedagogia do medo!

(*)Nelson Valente

Tivemos época em que, para punir alunos faltosos, não bastavam palavras. O castigo corporal vinha de forma de palmatória ou até mesmo, Como aconteceu no meu período de escola, ajoelhar no milho. Ficar no canto da sala durante um certo tempo era das punições mais brandas. Com o avanço da psicologia e da psicanálise, que são relativamente recentes, valorizou-se o uso da palavra. Os professores e os pais mais esclarecidos repreendem os alunos e filhos faltosos com este instrumento poderoso e insubstituível de comunicação, que é a palavra.

Uma frase dita na hora certa pode valer muito mais do que os castigos, que provocam ira, o que é contraproducente no processo educacional.

Quem tem paciência para pesquisar sabe disso. Agora, em Portugal, mais precisamente em Leiria, parece que a escola se fixou na pré-história. Preocupadas com o barulho excessivo das crianças, as professoras passaram a usar fita durex na boca dos bagunceiros.

Fez bagunça, não tem conversa: a mestra lacra a boca do infeliz por um certo tempo. E o que é pior: mandou que as crianças passassem a trazer de casa o rolinho de durex, para punir igualmente os pais, estes vítimas do prejuízo financeiro.

Segundo uma coordenadora da escola ( nível pré-escolar, portanto crianças de menos de sete anos) o método foi aperfeiçoado no próprio estabelecimento do ensino. Depois de algumas reuniões com os seus especialistas, chegou-se à conclusão que tapar a boca é muito melhor do que bater, como se faz em outras escolas do país.

Naturalmente, trata-se de uma triste e ultrapassada opção, que provocou a revolta dos pais, hoje protestando energicamente contra a violência. Há escolas no Brasil que ainda adotam essa forma obscura de educar. Professores que perdem a paciência com os seus alunos e os agridem, violentando o que se entende por processo educacional. Em minha opinião, trata-se de um caso de polícia, pura e simplesmente.

Quando a escola brasileira era risonha e franca - e não foi há tanto tempo assim - os castigos corporais eram constantes. Ficar de joelhos sobre o milho ou feijão, para expiar alguma culpa, tornou-se comum, ao lado da palmatória.

As diretoras à moda antiga dividiam com as professoras esse estranho prazer de agredir alunos rebeldes ou indisciplinados. Não estamos convencidos de que seja essa a melhor forma de educar. Agora, no entanto, parece que há uma crise na ciência do comportamento nas escolas brasileiras - chegam notícias de uma violência inaudita contra professores em sala de aula ou fora dela, sobretudo as de ensino médio.

A agressão física cedeu espaço ao trabalho de convencimento verbal do educador em relação aos seus alunos. Chegou o momento de compreender que é preciso dar tratamento de choque à nossa educação, não apenas para resolver a violência em sala de aula entre alunos e professores a que fiz referência, mas, de um modo geral, resolver o problema do analfabetismo no país e melhorar as condições de ensino, do ponto de vista qualitativo e quantitativo, para professores e alunos.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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A Festa dos Ladrões

O COI, Comitê Olímpico Internacional, escolheu a Cidade do Rio de Janeiro para sede dos jogos olímpicos de 2016.

Agora tudo é festa e comemoração. O presidente Lula tem mais uma arma a seu favor para a campanha que lançará sua amiga, a ministra Dilma, como sua sucessora na próxima eleição presidencial.

Sergio Cabral desviará a atenção da população dos vários confrontos diários entre traficantes e polícia.

O prefeito, Eduardo Paes, deve estar neste momento reunido com empreiteiros, decidindo os valores da partilha dos recursos que serão desviados do montante destinado a construção e reforma necessária para acomodar o evento.

Enquanto isso, no país da bolsa esmola e da impunidade, onde temos juízes vendendo habeas corpus e presidentes do legislativo entre os mais corruptos da nação, os investimentos em educação, cultura, saúde, segurança pública, ficam novamente em segundo plano, geralmente na promessa de políticos profissionais que são eternos candidatos a qualquer cargo que lhes possibilite montar um caixa 2 de campanha e usurpar mais um pouco do dinheiro público.

Quem pode fazer alguma coisa está mais interessado em acompanhar novelas, campeonatos de futebol, contar fofocas no Twitter ou encontrar a maneira mais eficiênte de ostentar aos quatro cantos do mundo que comprou um iPhone ou iPod ou qualquer outro bagulho eletrônico que veio a se tornar modinha.

O governo não consegue nem administrar a segurânça do ENEM e quer fazer uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. E quer ser líder político da América Latina sem ao menos valorizar o soldo dos militares que garantem a segurança do país.

Enquanto isso, o povo vai sendo marcado por sua passividade de vaquinha de presépio.
Como já dizia Zé Ramalho: Vida de gado, povo marcado, povo feliz.
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Honduras contra a mentira global

Se algo os acontecimentos recentes em Honduras confirmam, é aquilo que venho dizendo há anos: quem quer que, sem ser esquerdista, preste algum favorzinho aos esquerdistas, acaba sendo acusado por eles de fazer exatamente o contrário do que fez, de ser um direitista feroz e intolerante que só os persegue, maltrata e atemoriza.

Em 28 de junho, a Suprema Corte de Honduras determinou a prisão do presidente Manuel Zelaya por ter infringido a Constituição e ameaçado usar a força contra o poder legislativo. Os militares, em vez de executar a ordem, deixaram-se enternecer pelo desgraçado e permitiram que ele escapasse para a Costa Rica. Resultado: a esquerda mundial inteira os acusa de ter “expulsado” Zelaya, de ter dado um “golpe”, de ter “rompido a estabilidade das instituições”.

Se tivessem prendido o delinqüente e o levado a julgamento, a esquerda mundial poderia estar tão enfezada quanto está agora, mas não teria nenhum pretexto para dizer essas coisas. Teria de inventar outras mentiras, mais trabalhosas, menos persuasivas.

Não sei quantas décadas ou séculos de experiência e de sofrimento inútil a humanidade ainda precisará para compreender que indivíduos contaminados pela mentalidade revolucionária não são pessoas normais, confiáveis, das quais se possa esperar lealdade, gratidão, bondade ou acordo racional, mesmo em doses mínimas.

A história está repleta de casos de conservadores, católicos, protestantes, judeus, que arriscaram suas vidas para salvar comunistas perseguidos. Não consta dos anais do mundo um só episódio de comunista de carteirinha que tenha feito o mesmo por um reacionário, um só exemplo de radical islâmico que tenha arriscado o pescoço para livrar um infiel das garras dos aiatolás vingadores.

A mentalidade revolucionária não admite leis ou valores acima do poder revolucionário, não conhece caridade ou humanitarismo exceto como expedientes publicitários a serviço da revolução, não admite lealdade senão ao aparato revolucionário, não aceita a existência da verdade senão como simulacro de credibilidade da mentira revolucionária.

Com toda a evidência, é assim que funciona a mente dos srs. Luís Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, Marco Aurélio Garcia e demais próceres do Foro de São Paulo.

O sr. Lula acaba de dar mais um exemplo da sua mendacidade revolucionária infatigável, ao afirmar que o governo brasileiro nada sabia do retorno de Manuel Zelaya a Honduras, quando o próprio Zelaya confessa que foi tudo combinado com o sr. Marco Aurélio Garcia.

Colaboracionistas em profusão, espalhados pela mídia internacional, apressam-se em alardear que a presença do presidente criminoso na embaixada brasileira desestabiliza o regime hodurenho e o predispõe a concessões. Isso é pura guerra psicológica. Quem quer trégua não priva o inimigo de água e comida, nem atira nos agentes chavistas que o apóiam, camuflados de cidadãos hondurenhos. Quem está desestabilizada é a “ordem global”, que mostrou toda a sua fraqueza, todo o seu desespero, ao ficar provado que, para destruí-la, basta um povo pequeno e corajoso dizer “Não”.

Não acreditem em jornalistas que lhes apresentam a crise hondurenha como uma questão de aceitar ou rejeitar Zelaya na presidência. Esse problema nem sequer existe. Como presidente ou como cidadão, há uma ordem de prisão contra ele. Recolocá-lo no Palácio Presidencial é apenas garantir que ele irá para a cadeia com honras de chefe de Estado. Honduras não está lutando para se livrar de um político safado, mas para assegurar que a ordem legal e constitucional do país valha mais que a opinião de bandidos e tagarelas estrangeiros autonomeados “consenso internacional”.

Para lidar com essa gente, toda precaução é pouca, toda suspeita é modesta, toda conjeturação de motivos sórdidos corre o risco de ficar muito aquém da realidade. Os hondurenhos parecem ser o primeiro povo do mundo que percebeu isso.

Indicação do amigo Alexandre Coré, Fonte: Olavo de Carvalho
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Sociedade dos Poetas Mortos


(*) Nelson Valente

A escola está preocupada em ensinar, e não em fazer o aluno aprender a pensar.

A chegada do professor Keating ao internato mexeu com as estruturas da instituição, baseada nos princípios da tradição-honra-disciplina-excelência. Embora ex-aluno da Welton School, Keating professava um estilo dito revolucionário, nas suas aulas de literatura inglesa e no relacionamento proposto aos seus discípulos. O resultado é fácil de imaginar. Esta é a trama central do filme Sociedade dos Poetas Mortos, dirigido por Peter Weir, e que foi um dos premiados com o Oscar da Academia de Cinema de Hollywood. As cenas se passam em 1959 e colocam em evidência os conflitos entre o conservadorismo expresso pela direção exercida pelo anglicano Nolan e o jovem mestre, que entra na sala de aula assoviando a 1812, para espanto dos seus engravatados alunos. Logo depois, manda arrancar as folhas de Introdução à Poesia, de Pritchard , sob a alegação de que era um texto superado. Keating, interpretado pelo excelente Robin Willians, permite que os seus alunos subam nas mesas, joga futebol, com eles, incentiva Neil a ser ator, contrariando o pai autoritário, que o retira da escola, ameaçando-o com uma academia militar:- Você não tem nada que pensar, deixe que o faça por você ! Pressionado e angustiado, Neil se suicida, com o revólver do pai.Foi uma das cenas mais fortes desse filme de altíssima qualidade. Questiona-se até onde deve ir a autoridade paterna, chocando-se com a vocação do filho, este amparado pelo professor compreensivo e amigo. Após o suicídio , a família de Neil processa a escola, responsabilizando-a pelo desvio do jovem adolescente.E é claro que a culpa recai sobre Keating, para quem a verdadeira educação é a que induz o indivíduo a escolher o que gosta, o que está dentro de si, e não o que lhe é imposto. Por isso mesmo, faz da legenda latina carpe diem (aproveite o dia) o seu lema permanente. Quando preciso, as aulas eram dadas no pátio da escola, com forte sensibilização do aluno para o objeto do estudo, sem passar pela teorização. Histórias sobre educação e métodos pedagógicos, em geral, produzem trabalhos de pouco apelo popular. Não foi o que aconteceu com Dead Poets Society. O seu sucesso internacional mostra, acima e tudo, um incrível interesse pelas relações entre autoritarismo e liberdade, pais e filhos, colegas entre si. Aliás, o filho focaliza, em fortes contornos, a figura do dedo-duro Cameron, um lourinho subserviente, que criticava o professor querido da turma, pelos seus excessos de liberalidade. Foi ele que contou à diretoria o que se passava em classe. Keating é expulso de Welton , Nolan retoma as suas aulas e o faz dentro do estilo conservador de sempre. Quando Keating entra na sala para apanhar os seus pertences, numa cena valorizada pela música de Maurice Jarre, alguns dos alunos, mais chegados reagem à sua saída. Sobem à mesa, num gesto de solidariedade, enquanto Keating se comove, chegando às lágrimas. O diretor esbraveja, protesta, mas a atitude dos jovens é mais forte – e é o que fica da mensagem embutida nesta obra-prima do cinema contemporâneo. O professor e imortal da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier, diz : - É um filme que deve ser visto e discutido pelos educadores brasileiros, aos quais se recomenda atenção para o que ele representa em termos de educação moderna.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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Entendendo a crise mundial

Ainda há aqueles que embora estejam escutando todos os dias sobre a crise mundial, nada entenderam até agora.

Apesar de não ser tão simples de entender esta crise, o texto a seguir tenta explicar da maneira mais simples possível a complexidade da crise "subprime americana". Acompanhem o raciocínio:

Andando pelos lados do Largo da Batata, no bairro de Pinheiros em São Paulo, o senhor José Antônio resolveu alugar um pequeno salão comercial e abrir seu próprio negocio. Nascia ali o "Boteco do Seu Zé".

Para atrair a clientela e vencer a concorrência o sr. José resolveu que nos primeiros meses de vida de seu novo empreendimento ele abriria crédito para seus clientes, vendendo cachaça fiado, ou seja, os clientes bebiam, mandavam marcar a divida em seus nomes e pagariam depois.

Como todo bom comerciante, o sr. José tinha tudo anotado em seus mínimos detalhes.

Conforme o tempo que seus clientes demoravam a pagar, o valor variava, assim compensava o tempo de demora para receber o dinheiro do produto, como se ele tivesse emprestado o dinheiro para que o cliente comprasse o produto.

Conversando com o sr. Dantas, seu gerente de contas, o sr. José o convence que as anotações das dívidas de seus clientes são ótimos ativos recebíveis e com juros, o sr. Dantas então abraça a idéia e adianta uma boa verba para o sr. José ampliar seu negócio.

Com as fichas das contas dos clientes do "Bar do seu Zé" como garantia, sr. Dantas vende a alguns clientes do banco "Títulos recebíveis do Bar do seu Zé"

A notícia se espalha, então esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais "Títulos recebíveis do Bar do seu Zé").

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os clientes do "Bar do seu Zé, em sua maioria, estão desempregados e sem a mínima condição de pagarem suas dívidas, com isso o "Bar do seu Zé" abra falência e toda a cadeia vira ruínas

Espero que com este pequeno exemplo você tenha entendido como é que funciona a crise mundial.

Nota:
Charge cedida pelo blog Charges do Bruno.
Adaptação do texto de Orlando M., publicado no blog Criativo de Galochas.
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Aprender a aprender o jornalismo

(*) Nelson Valente


Vivemos num mundo de constantes mudanças, no qual o conhecimento e a capacidade de utilizar informações constituem nosso maior e mais importante bem cultural. Portanto, mais do que aprender, entendemos que é necessário que o aluno em Jornalismo desenvolva a capacidade de aprender a aprender. No mundo contemporâneo, muitos são os espaços nos quais a ação educativa se realiza. Por isso, embora a escola de Comunicação continue sendo o foco das atenções e o campo preferencial de trabalho do jornalista, a verdade é que, na "sociedade do conhecimento", muitas outras possibilidades se abrem para aqueles que se dedicam ao verdadeiro jornalismo, abrindo e fechando aspas.

O curso de Jornalismo, portanto, não se propõe a formar apenas o jornalista, mas um profissional capaz de atuar em diversos âmbitos da sociedade e de responder às diversas demandas e exigências desta mesma sociedade cada vez mais complexa. Para tanto, precisa estar preparado para enfrentar, com criatividade e competência, os problemas do cotidiano, ser flexível, tolerante e atento às questões decorrentes da diversidade cultural que caracteriza nossa sociedade; ter espírito crítico, responsabilidade social e uma atitude ética e comprometida com a melhoria da qualidade de ensino de Jornalismo de nosso país.

Perspectivas e oportunidades

A formação do jornalista deve contemplar um conjunto de saberes, valores e competências coerentes com a concepção de que cabe a esse profissional não apenas aplicar e reproduzir conhecimentos, mas ser capaz de participar ativamente dos processos de produção de novos saberes relativos ao seu campo profissional. Além disso, um jornalista deve tomar decisões em função de análises e juízos sobre a realidade social na qual está inserido, a fim de contribuir para a transformação da sociedade dentro do espírito do trabalho coletivo e orientado por princípios de sensibilidade ética e de convivência democrática.

Para tanto, o que se pretende para os futuros jornalistas, além de garantir-lhes oportunidades de adquirir os conhecimentos específicos de sua futura área de atuação profissional, é que se possibilite também a ampliação e o enriquecimento de sua visão de mundo e de seu universo cultural, por meio de experiências investigativas que os instiguem a refletir, indagar, questionar e resolver situações-problema.

Espera-se, assim, que esta formação inicial abra perspectivas e oportunidades de criar uma cultura de formação continuada de um profissional que necessita estabelecer uma íntima e constante relação entre teoria e prática, fomentando a pesquisa, o trabalho participativo junto à comunidade e criando oportunidades para um conhecimento profundo, crítico e consistente sobre a realidade em que atuará.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor

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Educação em debate

(*) Nelson Valente

Estamos diante da irreversibilidade da nova lei da educação brasileira. Não custa, pois, acentuar alguns aspectos que poderiam ter merecido melhores definições, como é o caso da educação especial, tratada de modo superficial. É muito grande, no Brasil, o número de deficientes visuais, auditivos, motores e psicológicos, todos merecendo na escola os cuidados que são dispensados, com tanto carinho, nas nações mais desenvolvidas.

Por outro lado, no caso da educação infantil ( de 0 a 6 anos de idade) não basta a simples referência que se faz no instrumento legal.Não temos tradição no trato dessa faixa etária, de resto entregue à iniciativa privada, portanto inacessível, dado os seus custos,às camadas mais pobres da população.

Quando na LDBEN/9394/96 - se fala em superdotados há apenas uma referência no artigo 58.

Sabe-se que o Brasil tem cerca de 4 milhões deles, o que configura uma imensa potencialidade entregue à própria sorte. Se Israel pôde criar um Instituto para Superdotados, em que se faz uma apropriada educação complementar, por que não se pode pensar o mesmo entre nós?

Outro fato a merecer destaque: o grande número de alunos da rede pública que se encontram prejudicados pela distorção idade-série (mais de 80% do efetivo existente). Isso causa enormes prejuízos ao aprendizado e precisa ser considerado quando se vai partir para inovações pedagógicas.

Somos partidários igualmente de uma grande valorização da educação ambiental, prevista na Constituição Federal de 1988, de forma inédita no mundo. Não se tem notícia de nenhum outro país que determine, em sua Carta Magna, a adoção dessa disciplina. E finalmente cabe ainda um registro sobre o ensino médio, que é responsabilidade dos Estados. A valorização tecnológica não deve ser descartada das nossas preocupações. A profissionalização nesse nível pode ser um poderoso antídoto à onda de desemprego, São aspectos que, na implementação da LDBEN/96, talvez devam ser corrigidos por intermédio da legislação complementar e das ações a serem desenvolvidas pelos sistemas estaduais e municipais de educação.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor

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Reforma universitária já!

(*) Nelson Valente

Vivemos um modelo de ensino superior na Universidade São Paulo (USP) e nas principais universidade do país que é o mesmo desde 1968 ( Lei 5540/68), quando foi aprovado a Reforma Universitária. Valorizou a departamentalização e acenou com uma série de outras medidas, todas elas tornando por base a educação norte-americana ou que se pratica na Alemanha.Uma estrutura pesadíssima, ultrapassada e decadente.

Se queremos projetar a universidade brasileira para os próximos trinta anos. Viveremos uma outra época, de incríveis conquistas científicas e tecnológicas, alimentadas pelo uso de computador e da Internet, e é claro que a indústria do conhecimento, representada pelos nossos pesquisadores, não poderá concorrer com os produtos de outras nações se não estivermos devidamente apetrechados, inclusive do ponto de vista dos recursos humanos qualificados.

Qual será a universidade do futuro? Substituirão as atuais salas de aula? Cada escola terá a sua missão, que não se bastará com a simples transmissão do saber, pois deverá se identificar com as necessidades do mercado de trabalho. Esse registro é que dará força à palavra “tecnoestrutura”, criada por Galbraight para identificar a trilogia governo,empresa,escola. Nunca essa ligação será tão oportuna e, por isso mesmo, tão indispensável.

A universidade é uma instituição plurifuncional. A pesquisa é, ao lado da docência, uma das funções básicas dessa instituição. Recentemente, os autores subdividem, as funções da universidade em docência, pesquisa e extensão ou de serviços ou em missão cultural (transmissão e conservação do saber), missão investigadora (produção e progresso do saber), missão técnico-profissional (formação de profissionais de alto nível) e missão social ( serviço social da universidade).

A universidade sempre teve como objetivo cultivar e transmitir o saber. Depois, sob o impacto determinado por novas exigências, constatou-se a necessidade de ampliar os conhecimentos, produzir novos saberes, e o meio privilegiado foi a pesquisa. Tomemos, a título de ilustrações a questão da linguagem, que muitas vezes é o elemento responsável pela não divulgação ou, o que é equivalente, pela não compreensão das pesquisas. Inúmeras delas vêm involucrudas numa linguagem hermética e fechada, acessível apenas ao pequeno grupo de iniciados. A linguagem, ao invés de tornar transparente e acessível, obscuresse e esconde.

É necessário que a divulgação ultrapasse a barreira acadêmica e, no caso da pesquisa educacional, atinja as redes do Ensino Fundamental e Médio, os pais, os alunos e a comunidade.

O pesquisador, sobretudo aquele que ainda é aluno de algum programa de pós-graduação, vê-se na contingência de respeitar determinados prazos que são estabelecidos sem levar em consideração a índole particular de seu trabalho pressionado pela duração das bolsas ou por montantes fixos de recursos.

O direito à universidade é um exercício de cidadania. Pagar bem aos professores e especialistas é pré-requisito para que se alcance a universalização desse ideal. Reforma universitária já !

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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Protesto venezuelano contra a nova lei de educação

* Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina

Os venezuelanos saíram às ruas no final de semana para protestar fortemente contra uma nova lei que busca doutrinar os estudantes da Venezuela no “Socialismo do Século 21” de Hugo Chavez e eliminar a instrução religiosa das escolas venezuelanas.

A lei também estabelecerá censura à imprensa, proibindo comunicações que “produzam terror nas crianças, incitem ódio e ofendam os valores saudáveis do povo venezuelano e a saúde mental e física da população”.

Os estudantes que estavam protestando pacificamente contra a nova lei foram submetidos a gás lacrimogêneo e jatos de água pela polícia, bem como pedras e paus atirados pelos que apóiam Chavez, de acordo com múltiplos relatos dos meios de comunicação.

Um grupo de jornalistas dos jornais de oposição, também num protesto contra a lei, foram agredidos e machucados por grupos pró-Chavez, incitando protestos e exigências de ações legais contra os culpados. Chavez denunciou o ataque e disse que está investigando.

No entanto, o presidente cada vez mais ditatorial da Venezuela não pediu desculpas e agiu de forma insolente em sua defesa da nova Lei de Educação.

“Temos de desmantelar o sistema de educação burguesa capitalista. Agora, a lei é obrigatória. As autoridades universitárias que não agirem de acordo com a lei não poderão ser reconhecidas. Basta com a ditadura nas universidades!”

Durante a assinatura da lei no sábado, Chavez disse que era necessário “a revolução profunda, a criação de novos homens e mulheres, a revolução socialista”, e acrescentou que “a verdadeira democracia só pode existir no socialismo”.

A lei dá a Chavez um controle total sobre o sistema educacional inteiro, público e particular, permitindo que ele decida o que deve ser ensinado, quais professores podem ser contratados ou demitidos, e quantos estudantes podem ser matriculados nas escolas particulares, noticia o jornal argentino La Nación.

A nova lei também dá poderes aos “conselhos comunitários” para serem organizados e pagos pelo governo, que atuarão como “agentes educacionais” com o “papel pedagógico de libertador para a formação de uma nova cidadania”, de acordo com o jornal espanhol El Pais.

Boatos circularam por semanas que os conselhos terão o poder de remover filhos a partir de 3 anos de idade da custódia de seus pais, a fim de criá-los de acordo com os valores socialistas, embora algumas autoridades tenham negado a alegação.

Chavez avisou que qualquer universidade que se recusar a obedecer à nova lei perderá o reconhecimento governamental. Contudo, líderes das universidades particulares da Venezuela anunciaram sua intenção de iniciar um “estado geral de protesto”

* Matthew Cullinan Hoffman é reporter correspondente do LifeSiteNews.com na América Latina

Veja o artigo original aqui: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/aug/09081711.html

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Combate à corrupção chega ao cinema

Já estão abertas as inscrições para dois concursos de curtas-metragens promovidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)

O combate à corrupção vai em busca de um novo e poderoso aliado: as telas do cinema. Já estão abertas as inscrições para dois concursos de curtas-metragens promovidos pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). As obras devem ser inéditas, em qualquer gênero (ficção, animação, documentário etc), sobre o tema “Luta contra a corrupção: compromisso de todos”.

Um dos concursos, o 1º Concurso do Minuto da CGU, vai premiar 20 curtas com duração de 60 segundos. O outro vai selecionar projetos que terão apoio financeiro da CGU e do UNODC para saírem do papel. Nesse caso (1º Concurso Nacional de Curtas-Metragens da CGU), as obras deverão ser orçadas em, no máximo, R$ 70 mil e poderão durar de cinco a dez minutos.

Em ambos, a temática dos curtas deve ser dirigida ao público em geral e desenvolver histórias que envolvam a sociedade; estimulem uma cultura ética, de intolerância e combate à corrupção por parte de cada cidadão; e promovam o debate e a reflexão sobre a importância de uma participação cidadã ativa no acompanhamento e controle da gestão pública.
1º Concurso do Minuto da CGU

Inscrições

Qualquer pessoa física acima de 18 anos e residente no Brasil pode participar do 1º Concurso do Minuto da CGU, sendo permitida a inscrição de dois curtas por concorrente. Os filmes dessa modalidade poderão ser produzidos com qualquer tipo de câmera, inclusive as de telefone celular. Já no 1º Concurso Nacional de Curtas-Metragens da CGU é permitida também a inscrição de pessoa jurídica registrada no país, mas cada concorrente só poderá participar de um projeto.

O requerimento de inscrição para o 1º Concurso do Minuto da CGU deve ser remetido para a CGU, em Brasília, até o próximo dia 30 de outubro. Já o prazo para o envio do requerimento de inscrição para o 1º Concurso de Curtas-Metragens da CGU é um pouco menor, termina no próximo dia 16 de outubro.

Premiação

O resultado final dos dois concursos será divulgado no site da CGU até o dia 27 de novembro. A Comissão de Julgamento será composta por profissionais de comprovada experiência e notório saber na área audiovisual ou sobre o tema de prevenção e combate à corrupção, designados pela CGU. Entre os critérios que serão considerados para a seleção dos curtas e dos projetos, estão originalidade, criatividade, qualidade técnica, roteiro, e viabilidade técnica e comercial.

O 1º Concurso do Minuto da CGU vai premiar os 20 vídeos que alcançarem as maiores notas médias. Serão mil reais para cada um. Já o 1º Concurso Nacional de Curtas-Metragens da CGU vai selecionar os quatro melhores projetos, sendo dois com vistas a receber apoio financeiro e dois para compor lista reserva. O contrato com os vencedores deverá ser assinado em até cinco dias úteis após a publicação do resultado final. A partir daí eles terão até 60 dias para apresentar o curta-metragem completo.

Os responsáveis pelos quatro melhores curtas do 1º Concurso do Minuto da CGU e pelos projetos vencedores do 1º Concurso Nacional de Curtas-Metragens receberão ainda passagens e diárias para participar da cerimônia de comemoração do Dia Internacional contra a Corrupção, em Brasília, no mês de dezembro.

Para mais informações acesse: http://www.unodc.org.br
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Superdotados para o progresso do Brasil

(*) Nelson Valente

O ingresso do Brasil ao Primeiro Mundo não pode se cingir a um exercício de retórica. Deve ser algo muito mais consistente, que passa pelos cuidados com a educação, a ciência e a tecnologia. Se investirmos apenas 0,5% do Produto Interno Bruto em Ciência aí está o sintoma claro de que nos distanciamos de nações mais desenvolvidas, como é o caso da Coréia do Sul, que hoje coloca 2% do seu PIB em pesquisa científica e tecnológica. Com um pormenor notável: 70% desses recursos são oriundos da iniciativa privada, que acredita nesse investimento, o que infelizmente não ocorre entre nós. A quase totalidade dos nossos fracos investimentos na área são devidos a recursos federais, colocados à disposição das universidades. Não se deve desconsiderar o valor dos recursos hoje aplicados no Brasil aos setores de desenvolvimento científico e tecnológico. São 2,4 bilhões de dólares, resultado das muitas campanhas realizadas e da aquisição de uma consciência generalizada a respeito da sua importância. Mas é também claro que estamos muito longe dos recursos ideais. Veja o caso dos EUA: as universidades americanas disporão este ano um orçamento de 158 bilhões de dólares, mais da metade para projetos de pesquisa básica. Por aí se entende porque cientistas americanos venceram 207 dos 528 Prêmios Nobel distribuídos desde 1901. Quando se coloca a questão da inserção do Brasil no clube do Primeiro Mundo, gostaria de deixar claro o meu ponto de vista: entrar no Primeiro Mundo não significa vencer a corrida tecnológica, mas acompanhá-la. Um país pertence ao Primeiro Mundo quando contribui para o desenvolvimento da humanidade como um todo. O Brasil poderia estar dedicando maior atenção ao desenvolvimento de vacinas contra a meningite do tipo B e o dengue. No primeiro caso, temos importado vacinas de Cuba, gastando milhões de dólares, quando isso poderia estar sendo feito em nossos próprios laboratórios, com economia e eficiência. O mesmo pode ser dito em relação à genética. O nosso país tinha resultados apreciáveis, em nível mundial, nas décadas de 50 e 60, mas por falta de apoio a nossa presença foi definhando, tornando-se hoje secundária. A origem da falha encontra-se no sistema escolar ("a escola está preocupada em ensinar - e não fazer o aluno aprender"). A escola quer formar os cidadãos médios, mas é preciso valorizar os bons alunos, aqueles que irão compor as elites científica e intelectual, de onde são extraídos os elementos capazes de sustentar a liderança em setores determinados do conhecimento ou do pensamento. Há exemplos internacionais do que deve ser feito, como é o caso da Bronx School of Science (NY), que trabalha com alunos superdotados para o ensino de Ciências. Eles são estimulados, por mestres competentes, em laboratórios devidamente apetrechados, para que se ampliem as suas possibilidades de acesso a outros patamares da ciência moderna. As nações desenvolvidas agem dessa forma. Não temos outra saída senão seguir os seus passos.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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Mário Quintana e suas duas derrotas na ABL

(*)Nelson Valente

Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o poeta Mário Quintana. Uma coisa é apreciar os seus versos, outra é vê-lo, conversar com ele, admirar a sua doce figura. Jantamos juntos na residência do acadêmico Arnaldo Niskier, numa das investidas do poeta nascido em Alegrete (RS) à Academia Brasileira de Letras. Da mesma forma como adorei o seu jeito simples e bem-humorado, senti que em matéria de candidatura ele seria vítima da sua cândida ingenuidade. A mesma que sempre colocou, com brilho, nos seus versos livres ou nos poemas em prosa, como no clássico Sapato Florido, de 1947. Senti muito as duas derrotas de Mário Quintana. Ele merecia a imortalidade, pela qualidade do seu trabalho literário e até mesmo pela certeza de que, no convívio, seria extremamente agradável a sua companhia entre os imortais da ABL. Por isso, num dado momento, depois de acertar a estratégias com o saudoso Austregésilo de Athayde, e existindo a indispensável vaga, o acadêmico Niskier, solicitou ao seu amigo Edgard Wallau Jr. para sondar, em Porto Alegre, pois a Academia queria elegê-lo com quase toda certeza por unanimidade. A resposta não foi favorável. Ele havia sentido muito os reveses e não queria mais se expor. Uma pena, pois se a Academia não glorifica ninguém, pelo menos redimiria, por não tê-lo acolhido anteriormente. Mário Quintana foi um poeta popular, da mesma estirpe de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. Tinha um carinho todo especial por crianças, a elas dedicando diversas e importantes obras, como um incrível e atraente abecedário, em que ele brinca com animais de grande presença no imaginário infantil. O sucesso foi completo. O seu estilo criativo deu origem a um novo verbete da língua portuguesa - quintanares - com que os amigos o homenagearam pelos 80 anos. No panorama da nossa literatura, o "imortal" Mário Quintana certamente fará muita falta. O acadêmico Arnaldo Niskier assim o descreve: - Inevitável Mário Quintana - é de um sorriso de uma criança que brota a imortalidade. Quintana foi sem dúvida alguma, o poeta da criança brasileira. Muitos escritores e leitores, murmuram: Que falta faz esse homem... Lembrando que 2006 foi o ano de centenário de Mário Quintana.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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Tragédia dos idosos no Brasil!

(*) Nelson Valente

Até onde se pode acreditar nas estatísticas oficiais, o Brasil caminha para uma aceleração do envelhecimento. Temos hoje cerca de 13 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade e há uma projeção,naturalmente sujeita a muitos e incontroláveis fatores, estimando essa população para 35 milhões de pessoas em 2025.

Segundo, o médico geriatra Norton Sayeg : - "Hoje, o número de idosos corresponde a 7,3% da população. No ano de 2025, representará 15%.As principais causas do envelhecimento do brasileiro são as reduções do coeficiente de mortalidade infantil, da taxa de fecundidade e da mortalidade causada por doenças infecciosas e parasitárias.Embora se saiba que o estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina já apresentam uma expectativa de vida de 70 anos, no Brasil, com tantos desequilíbrios, a situação é mesma trágica, em termos de envelhecimento".

A Paraíba, por exemplo, tem menos de 50 anos de expectativa de vida. As causas são as mais diversas, envolvendo fatores econômicos e sociais, mas de uma verificação concreta não se escapa: os idosos não recebem uma orientação adequada, em muitos casos por absoluto despreparo dos nossos médicos, além de existir uma política de saúde que chega a ser inacreditável.

A geriatria é uma especialidade de poucos, quando no mundo desenvolvido, com extensão das perspectivas de vida, ganhou enorme expressão. Como sempre, trata-se o idoso brasileiro com o nosso clássico jeitinho, o que não chega a ser exatamente uma forma de respeitá-lo.

Quantas vezes uma simples dor de cabeça representa apenas o sintoma de algo muito mais sério ? Nossas faculdades de medicina, tão criticadas (salvo as honrosas exceções), precisam acordar para esse fato social e dar a prioridade devida aos estudos ligados à gerontologia.

Antes que seja tarde.Logo, nem toda unanimidade é burra, mas inteligente e preventiva.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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Onde fica o WC?

Em certa ocasião, uma família inglesa foi passar as férias na Alemanha. Aproveitaram para alugar uma casa para o ano seguinte.

De volta à Inglaterra, falando sobre a casa, a senhora lembrou que não tinha visto o W.C. Imediatamente, escreveu para o pastor (dono da casa), a seguinte carta :

"Caro Pastor, Sou da família que alugou a sua casa para o próximo verão. Como esquecemos de um detalhe muito importante, estou escrevendo para que o senhor nos informe onde fica o W.C. Muito Obrigado. "

Não compreendendo o significado exato da abreviatura W.C. , o Pastor achou que se tratava da capela da seita inglesa "White Chapel" , e então respondeu:

"Minha senhora, Recebi sua carta. Tenho o prazer de comunicar que o local ao qual se refere fica a 12 Km da casa.
A W.C. é muito cômoda, sobretudo para quem vai lá freqüentemente.
Temos lugar para 400 pessoas sentadas e 100 em pé, ar condicionado para evitar mau inconvenientes causados por aglomeração e assentos de veludo.
Recomendamos que a senhora e sua família cheguem cedo para conseguir assento.
Crianças e adultos sentam-se lado a lado, e todos cantam em coro.
É fornecida uma folha de papel na entrada.
Essa folha deve ser restituída na saída, pois é usada durante todo o mês.
Quem chega atrasado pode usar a folha da pessoa que estiver ao lado.
Tudo o que se recolhe na W.C. vai para as crianças pobres da região, e fotógrafos tiram fotos que são publicadas nos jornais da cidade.
Assim todos podem ver seus semelhantes no cumprimento de um dever tão humano.

Um abraço,

Pastor William."
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Os três últimos desejos de Alexandre "O Grande"

Quando, à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1. Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2. Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...);
3. Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2. Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3. Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos.
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Termodinamica do inferno

Pergunta feita pelo professor Fernando da FATEC em sua prova final do curso de maio de 1997.

Este doutor é reconhecido por fazer perguntas do tipo;

"Porque os aviões voam?";

Em suas provas finais. Sua única questão na prova final de maio de 1997 para sua turma foi:

"O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta."

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na lei de Boyle ou em alguma variante da mesma.

Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

"Primeiramente, postulamos que se almas existem, então elas devem ter alguma massa. Se elas têm, então um conjunto de almas também tem massa. Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa elas estão se movendo para dentro do inferno?

Podemos assumir seguramente que uma vez que uma alma entra no inferno ela nunca mais sai.

Por isso não há almas saindo.

Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diversas religiões que existem no mundo hoje em dia.

Algumas destas religiões pregam que se você não pertença a ela, você vai para o inferno...

Como há mais de uma religião deste tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.

Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno.

Agora vamos olhar a taxa de mudança de volume do inferno.

A lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno devem ser constantes.

Existem então duas opções:

1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.

Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse, no primeiro ano:

"Só irei para cama com você no dia que o inferno congelar", e levando-se em conta que ainda NÃO obtive sucesso na tentativa de ter relações sexuais com ela, então a opção 2 (dois) não é verdadeira.

Por isso, o inferno é "EXOTÉRMICO."

O aluno Sérgio Fonseca tirou o único 10 na turma.

" A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original." (Albert Einstein)
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Hipertenção Arterial

HIPERTENSÃO ARTERIAL

Pressão alta

Depois de certa idade muitas pessoas sofrem com pressão alta.
Metade dos brasileiros com mais de 50 anos é hipertensa; proporção que atinge 60% depois dos 60 anos, e que não pára de aumentar daí em diante.

Sua ocorrência se tornou tão banal que é comum ouvir: "Minha mãe está ótima, tem só uns probleminhas de pressão". Probleminhas? Hipertensão é doença traiçoeira, sobrecarrega e hipertrofia a musculatura do coração - especialmente a do ventrículo esquerdo, encarregada de impulsionar o sangue através da aorta, cujo segmento superior é empurrado para cima e para trás. Nas fases finais, a hipertrofia pode ser tão exagerada que os médicos passam a chamá-lo de "coração de boi".

Com o passar dos anos, as camadas musculares que contraem e dilatam as pequenas e grandes artérias do organismo se tornam endurecidas: surge a arteriosclerose, que aumenta a probabilidade de doenças cardiovasculares. Cerca de 60% dos ataques cardíacos ocorrem em hipertensos; e 80% dos derrames cerebrais, também.

Além desses eventos dramáticos, a hipertensão mal controlada pode lesar os rins, a retina e as artérias periféricas e levar à insuficiência renal, à perda da visão e a amputações de membros, respectivamente.

Por isso, se você ou algum familiar é hipertenso, preste atenção:

1) O coração é uma bomba incansável: em suas câmaras passam 5 a 6 litros de sangue por minuto. Isso mesmo, por minuto;

2) A pressão arterial é conseqüência da "força" que o sangue faz contra a superfície das paredes internas das artérias para obrigá-lo a circular;

3) A pressão não é constante no decorrer do dia: em repouso ou dormindo, com os vasos relaxados, tende a cair; e a subir, quando fazemos esforço físico, estamos nervosos ou sob estresse,

4) Ao medir a pressão você deve estar sentado, com o aparelho ajustado em seu braço à altura do coração. Não fale. Descanse por 5 a 10 minutos em ambiente calmo antes de efetuar a medida. Você não deve ter realizado esforço nos últimos 60 minutos. Não fume nem ingira alimentos ou bebidas alcoólicas nos 30 minutos que antecederem a medida. Esvazie a bexiga e não cruze as pernas. Se a pressão estiver alta, repita a medida dois ou três minutos depois;

5) É preciso muita cautela antes de rotular uma pessoa como hipertensa;

6) Você terá níveis ideais de pressão, quando a máxima estiver abaixo de 12, e a mínima, abaixo de 8. Estará numa situação limítrofe quando a máxima estiver entre 13,0 e 13,9 ou a mínima entre 8,5 e 9. Será considerado hipertenso quando a máxima atingir 14,0 ou mais ou a mínima atingir ou ultrapassar 9,0;

7) Aumentos de peso e de pressão arterial andam de mãos dadas. As diminuições, também: nos hipertensos, para cada 1 kg perdido a pressão cai em média 0,13 a 0,16 unidades (cm);

8) Muitos acham que aumento da pressão provoca dor de cabeça, tontura, peso na nuca, mas, como nada sentem, passam anos sem medi-la. Está errado, a doença é silenciosa. Só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando ocorre aumento abrupto;

9) Em 90% a 95% dos casos não se consegue descobrir a causa da hipertensão;

10) A doença é mais comum em negros e seus descendentes;

11) O objetivo-alvo do tratamento é manter rigorosamente níveis que não ultrapassem 12 x 8;

12) A melhor forma de controlar a pressão é por meio de mudanças no estilo de vida: manter atividade física diária, evitar a obesidade, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, doces, sal, reduzir o estresse e, especialmente, deixar de fumar;

13) A prevenção das complicações através do uso de medicamentos anti-hipertensivos foi um dos maiores sucessos da medicina contemporânea;

14) Se puder, escolha um médico atualizado com as inúmeras opções terapêuticas disponíveis;

15) Assuma o controle de sua condição: compre um aparelho para medir a pressão em horários variados;

16) Tome os comprimidos religiosamente nos horários prescritos. Em caso de efeitos colaterais, entre em contato com seu médico, não faça ajuste de doses nem interrompa o tratamento por conta própria;

17) Descontados os casos de hipertensão mais leve, é provável que você tenha de tomar remédio pelo resto da vida. Não fique revoltado, dê graças a Deus por eles existirem.
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Suécia é o país que mais investe em educação

(*) Nelson Valente

A Suécia é o país que mais investe em educação. Só em 2008, gastou 7,6% do seu Produto Interno Bruto nessa área, superando os Estados Unidos, a França, o Japão e a Itália, que aplicaram índices inferiores do seu PIB no mesmo setor.

Com uma população de 8,4 milhões de habitantes, o país passou por uma intensa reforma educacional, a partir dos anos 50. Hoje, dedica nove anos à escolarização obrigatória, que abrange alunos dos sete aos dezesseis anos de idade; dispõe de classes integradas para o ensino médio, objetivando acomodar indivíduos a partir dos 16 anos; possui um sistema municipal de educação de adultos oferecendo a mesma qualidade-padrão dada aos mais jovens; e conta com um nível superior aberto a qualquer um, com qualificações bastante diversificadas.

Todas as crianças entram no pré-escolar pelo menos um ano antes de iniciar a escolarização obrigatória. As instituições que realizam esse trabalho não pertencem ao sistema regular de ensino, mas a programas governamentais de auxílio à criança.

A parcela do orçamento voltada para o ensino é distribuída de tal forma que aumenta os incentivos, estimulando os estudantes. A pré-escola, a educação obrigatória e o ensino médio são controlados pelas autoridades municipais, mas os gastos com a manutenção são divididos com o Estado.

As escolas são gratuitas e seus alunos recebem ainda o material escolar, a refeição e o transporte. Existem poucas escolas particulares. Os pais dos estudantes recebem o salário-família, que é idêntico para todos, até que os dependentes completem 16 anos. A partir daí, os jovens que desejam continuar os estudos recebem bolsas. Chegando ao nível superior, essas bolsas passam a ser empréstimos reembolsáveis. As administrações municipais proporcionam a um número cada vez maior de crianças atendimento durante todo o dia e atividade fora do horário escolar, por preços módicos. A educação em nível universitário é totalmente controlada pelo governo, existindo mais de 30 instituições que proporcionam ensino gratuito.

Na Suécia, as pessoas com retardamento mental cursam uma escola especial, que não é apenas um direito, mas faz parte da escolarização obrigatória, na faixa dos 7 aos 21 anos. A integração entre o ensino regular e o especial cria condições para uma cooperação mútua, oferecendo aos deficientes mentais as mesmas facilidades de que dispõem os outros estudantes.

Observando o sistema educacional sueco, nota-se uma forte preocupação em manter um currículo homogêneo, igual para todas as escolas do país. Ele contém exigências expressas quanto às tarefas escolares, de maneira que elas se adaptem às necessidades intelectuais e sociais dos alunos. O objetivo principal do governo é beneficiar o desenvolvimento da personalidade da criança, aumentar suas possibilidades de uma boa colocação no mercado de trabalho e garantir uma intensa participação na vida da comunidade. Para um país das suas dimensões, o sistema funciona de modo bastante adequado, o que resulta na posição invejável da Suécia no conceito internacional.

No Japão, o ensino é obrigatório durante os primeiros nove anos de escolarização ( seis no primário e três no secundário inferior) . A partir daí, tudo é opcional. Em consequência, praticamente todos os japoneses dos seis aos 15 anos de idade encontram-se nas escolas, num fenômeno elogiável de universalização do ensino.

Alcançando esse ideal, os educadores agora se voltam para a discussão em torno da qualidade do ensino, procurando-se valorizar a criatividade, de que eles andam bastante divorciados. Condena-se hoje o excesso de memorização nas escolas, quando o desejável é a compreensão maior e melhor das lições transmitidas por seus mestres.

Outro aspecto a ser ressaltado é o excesso de competitividade, responsável pela enorme frequência de suicídios entre os jovens. Não serve estudar em qualquer escola, mas nas que têm renome, sobretudo universidades. As melhores oportunidades são oferecidas aos que têm históricos escolares exemplares, o que é compulsado pelos caçadores de talentos das empresas japonesas.

Para oferecer essas oportunidades aos seus estudantes, o Japão investe 12% do orçamento em educação. Os Estados Unidos investem nada menos de 13,6 %. Numa comparação sem maior análise, do que faz o Brasil. O problema é que temos uma dívida social imensa, que precisa ser resgatada com investimentos maciços na educação. Enquanto isso não se fizer, continuaremos a conviver com números e carências verdadeiramente absurdos.

O povo brasileiro considera a educação como principal fator de mudança na sociedade. Por falta de marketing e a existência de circunstâncias sobre as quais não se tem domínio, como é o caso da segurança e da saúde, a educação passou a uma posição secundária, o que dificulta considerá-la prioridade. Para o leigo, ela deixou de ter a mesma importância de dez ou 15 anos atrás.

Entre as reformas preconizadas para a educação brasileira, seria originalíssimo pensar numa estratégia de marketing que valorizasse a vontade política do país, no sentido de dar à educação a precedência que lhe é devida. Só assim, viveríamos novos tempos de esperança, no setor que é fundamental para o nosso crescimento rápido e auto-sustentado.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor

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Estatuto da Criança e do Adolescente.

Estatuto da Criança e do Adolescente. Tudo muito bonito, mas efetivamente inócuo.

(*) Nelson Valente

Em matéria de documentos oficiais, não podemos nos queixar. Estamos com uma bonita coleção, que vai desde a Declaração Universal dos Direitos da Criança, passando pela nossa Constituição, até chegar ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Tudo muito bonito, mas efetivamente inócuo. Com enorme tristeza e preocupação verifica-se que o número de crianças maltratadas no Brasil cresce a cada dia. Além das que se encontram fora da escola, o total de mortes ultrapassa 100 mil por ano. Diante do elevado grau de violência existente nas ruas, é duro verificar que a própria família, dentro de casa, também contribui para agravar essa situação. Espancamentos, negligência nos cuidados com a alimentação e medicamentos, cárcere privado e até abusos sexuais, que vem aumentando sensivelmente, são algumas das reações dos adultos para "repreender e corrigir" menores que tenham cometido algum delito. As ocorrências registradas estão ligadas principalmente às populações de baixa renda. Mas segundo pesquisas já realizadas, a violência no lar abrange toda a sociedade, inclusive famílias de maior poder aquisitivo e com grau de instrução elevado, que não costumam fazer as denúncias para evitar constrangimentos. De acordo com pedagogos, psicólogos e pediatras, o problema é mais comum em pessoas com deficiências comportamentais como o alcoolismo e o uso de drogas, e também pelo desequilíbrio na relação do casal, que acaba por afetar os filhos. O Brasil situa-se na posição, no mínimo desagradável, de terceiro colocado mundial em maus-tratos infantis. Em congressos e seminários, demonstra-se que é preciso haver uma mobilização da sociedade em defesa dos menores e, especialmente, mudanças radicais na legislação do país, com a adoção de medidas punitivas mais rígidas a todos os que, por insensibilidade ou por ignorância, abandonam os menores à própria sorte ou cometem contra eles violências inadmissíveis. Um trauma contraído em tenra idade pode perdurar por toda a vida, transformando aquele ser humano num marginal. Não custa consignar-se este grito de alerta, enquanto é tempo.

O psicólogo/psicanalista Everaldo Ferraz de Oliveira,é especialista em psicologia infantil há 20 anos. Para ele, o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, permanece em nível de legislação e não tem o poder de gerar fatos. As consequências da violência doméstica acompanham suas vítimas até a vida adulta. As crianças geralmente se tornam nervosas, agressivas e, na maioria das vezes muito melancólica. Sem falar no prejuízo em termos intelectuais, o que pode provocar, em pouco tempo, dificuldades na aprendizagem escolar.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor
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Ícones da Apple e Suas Mensagens Secretas

A Apple ao passo que vem atualizando seus produtos, também atualiza seus elementos gráficos, entre eles os ícones; No último lançamento, por exemplo, o Leopard, traz um novo tamanho: até 512 x 512 pixels. Este “aumento” levou a Apple a colocar inúmeros detalhes extas, a fim de deixá-los com um aspecto mais realístico. e as novidades não param por aí. Estes ícones escondem pequenas mas interessantes mensagens, como os exemplos abaixo:

Ícone do iTunes: Lê-se facilmente no CD as inscrições “iTunes 7″ e “Apple 2006″.

Ícone do Apperture: Na lente pode-se ler “Designed by Apple in California”.



Ícone para o Windows na rede: no que se refere ao concorrente, existe um detalhe bem familiar – uma mensagem de erro, nas famosas telas azuis com letras brancas típicas do Windows.






Ícone do Disk Utility: De forma minúscula, dá pra ler gravado: “Handle the hard drive carefully to avoid damaging the circuit board. Make sure you are properly grounded.”


Ícone do CSS Edit: Na folha branca, dá pra ver claramente uma parte do logo do Internet Explorer (da concorrende Microsoft) com os dizeres “IE sucks”.



Ícone do TextEdit: Na folha é possível ler o poema Think Different, famoso texto presente na principal campanha da Apple de todos os tempos, que marcou a estreia do Macintosh em um comercial televisivo de 1984 veiculado no Superbowl.



Ícone do Dictionary: Escondido na capa do livro existe uma referência ao famoso “preenchimento de textos” em latim “Lorem Ipsum Dolor Sit Amet Etiam.”




Ícone do Keynote: Olhando atentamente a folha de papel lê-se Q4 2009, que nada mais é que o quarto quarto do ano, ou seja o quarto final do ano fiscal de uma empresa. Nas linhas, em texto pequeno, existe a letra da música Spring Awakening , a qual começa com “God, I dreamed there was an angel” (”Deus, eu sonhei que havia um anjo”).




Ícone do Font Book: Há um livro com a letra “F” e duas teclas “A” e “K”. Seria essa uma combinação intencional para formar a sigla “AFK”, abreviação do jargão da internet “away from keyboard” (algo como “longe do teclado”)?

Ícone do Mail: O selo do ícone vem com um carimbo com a frase “Hello from Cupertino, CA”, cidade onde se localiza a sede da Apple.



Ícone do Dashcode: Vários códigos CSS aparecem no desenho.



Ícone do Jar Launcher: Pequenas linhas de códigos podem ser vistas escritas no guardanapo.



Dica vinda do Blog megafono

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