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sábado, 30 de julho de 2011

O PENSAMENTO


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(*)

"É a maior arma do ser humano, tanto para o bem como para o mal. Com ele provocamos e curamos doenças.

Para a consciência, o limite é o céu, mas o inconsciente, que se comunica com o Universo, sabe que na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma, segundo a lei de Lavoisier. Portanto, não há limites para o pensamento.

Tudo acontece quando pensamos. O pensamento gera emoções, que geram palavras, que geram comportamentos, que causam consequências, boas ou más, para a pessoa e para os outros. Em seguida somos atingidos pelo retorno físico e moral do pensamento que gerou emoções, palavras, acções e consequências.

A simplicidade dessa lei de causa e efeito afasta da mente dos homens a possibilidade de ser essa a razão de seus sofrimentos, e, com isso, o aprendizado dessa profunda verdade fica estagnado.
Seitas, religiões, tradições e filosofias há milénios procuram mostrar a necessidade de uma profunda reflexão e um contacto mais directo com Deus ou com as forças do Universo, visando a paz entre os povos. Mas, por mais que o homem ore, esbarra quase sempre, em seus medos secretos que o derrubam de sua pequena fé, exactamente porque não conhece a si mesmo e teme o desconhecido.

Podemos constatar que dentro de cada religião, se busca um mestre, seja ele Deus, Darma, Jeová, Buda, Meishu Sama, Alá, Maomé, entre outros, é através do pensamento que seu coração entra sintonia com seu Deus (como se existissem vários deuses degladiando-se para vencer o Universo e apoderar-se de seus filhos).

Controlar a mente não é fácil, pois sofremos influências externas e internas que nos desviam, constantemente do caminho.

Pensar é remover as nuvens que cobrem seu sol interior, é organizar suas emoções para orar, reflectir e, ainda, compreender que muitos sofrimentos são apenas reflexos de seus próprios pensamentos. O bem ou o mal dependem de seus pensamentos para entrar em sintonia com você.
Quando imaginamos algo, estamos nos dirigindo para a sua realização, pois no momento em que pensamos, entramos em contacto com a mesma realidade de outras pessoas.

Quantas vezes você, pensou em alguém e essa pessoa, para sua surpresa, o visitou, ou lhe telefonou, quase em seguida? Coincidência?

Não há nada de sobrenatural nessa sensibilidade perceptiva, tudo isso é possível, devido a serenidade, sem ansiedade ou desejo.

Quanto à percepção humana, sabe-se que muitas pessoas conseguem escapar de determinados golpes, traições e falsas amizades porque pressentem algo ruim e se afastam imediatamente. Uma pessoa com alguma sensibilidade conseguirá perceber as intenções de alguém apenas observando seus movimentos oculares, gestos subtis e até mesmo as palavras usadas para se comunicar.

O que podemos perceber com isso é que o nosso subconsciente carrega um universo de conhecimentos enquanto o nosso consciente foi doutrinado a não prestar atenção a esses factos.
Podemos concluir que tudo depende da forma que pensamos, pois atraímos o que estamos pensando. Por isso precisamos vigiar os nossos pensamentos, tirando sempre os negativos, o desejo de vingança, o desanimo, modificar as palavras e os verbos que utilizamos, para construirmos uma boa casa mental"

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tratamento espiritual das doenças físicas

Escrito por Dr. Sérgio Vencio   

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A história nos narra que a crença na capacidade do homem em interagir no processo de saúde e doença vem de longe. Os magos da Caldéia e os brâmanes da Índia buscavam curar pela aplicação do olhar, estimulando o sono e a letargia. No templo da deusa Ísis, às margens do Nilo, a imposição das mãos era usada pelos sacerdotes iniciados, para tentar aliviar o sofrimento de milhares de pessoas. Os gregos, que incluíram no seu modo de vida muita coisa do Egito, usavam a fricção das mãos no tratamento dos doentes. O Pai da medicina moderna, Hipócrates também cita a imposição das mãos.

Quando observamos a tradição judaico-cristã, é interessante notar o contraste. No novo testamento algo em torno de 30 referências à curas feitas por Jesus, seja impondo as mãos, seja soprando, usando barro, deixando sair energia (virtude), etc, mas no antigo testamento, estranhamento somente uma referência de cura por imposição das mãos feita por Naamã, que nem judeu era, conforme nos narra o excelente Pastor Caio Fábio.

Claro está que Kardec, o grande codificador do espiritismo, não inventou nada ao falar de mediunidade, de cura, de energia, de influência espiritual, mas somente organizou, catalogou, usou a razão e extirpou as idiossincrasias existentes nas crenças superficiais. Mas o que é mais importante, a cura pela transferência de energia entre pessoas sempre existiu no mundo.

A questão não é mais acreditar. Esse tempo já passou! A questão é como utilizar esse conhecimento na nossa própria saúde e no auxílio ao próximo. Manter a descrença nesses fatos é uma escolha dolorosa, que limita a forma como buscamos o equilíbrio energético e espiritual.

Estudamos nesse artigo o tratamento espiritual das doenças físicas, mas não restringimos o tratamento ao processo de envolvimento energético comumente feito por médiuns no centro espírita, aqui nos referimos ao conceito amplo, onde qualquer atitude positiva, volitiva de doação de energia positiva, com ou sem a interferência de trabalhadores espirituais ocorra.

É possível curar o corpo físico atuando energeticamente?

Os inúmeros exemplos de todas as crenças religiosas, seja no passado ou atualmente, nos mostram que é possível.

Sobre isso, Kardec discorre com clareza no capítulo XIV da gênese:

"18. - O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.

19. Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde."

Com estudo, disciplina e perseverança, é possível treinar nossa capacidade de irradiar energia em prol do outro, momentaneamente mais necessitado.

É aconselhável curar o corpo físico atuando energeticamente?

Em O Livro dos Médiuns, os espíritos esclarecem a Kardec que eles se ocupam de boa vontade com a saúde daqueles que lhe interessam. Ou seja, sempre que houver merecimento, positividade, e um propósito bom na cura, ela ocorrerá.

Chico Xavier, no livro Plantão de Respostas, que descreve as respostas dada pelo excelente médiun às perguntas ao vivo, feitas no programa pinga-fogo, nos fala que :

"...muitas vezes uma doença física, ou determinada provação em nossa vida doméstica, nos poupa de acidentes afetivos ou acidentes materiais, ou de fenômenos extremamente desagradáveis em nossa vida..."

O resultado dessa equação só não é mais positiva porque insistimos na cura automática, sem rever valores, conceitos e principalmente atitudes, e exigimos a cura rápida para que voltemos a cometer as mesmas atrocidades de antes.

A origem espiritual das doenças.

De forma geral, podemos dizer que o padrão da nossa energia espiritual determina tendências para saúde ou doença, numa tentativa contínua do espírito verter para a carne as anomalias energéticas que se traduzem em doenças físicas, numa forma direta e rápida de harmonizar aquilo que estragamos em outras vidas. As exceções dizem respeito às doenças que procuramos nessa vida, por exemplo, câncer após anos de cigarro, infarto após crise de estresse, diabetes relacionada ao excesso de peso e hábitos de vida inconsequentes.

A forma como essa energia adulterada do corpo espiritual atinge nosso corpo físico, obedece à hierarquia espiritual que se inicia no espírito, caminha pelo corpo mental, atua no perispírito, influenciando o duplo etérico e o corpo físico.

Entre todos esses corpos, o ponto de ligação se faz por centros de forças eletromagnéticas, também chamados de chacras, que no corpo físico se ligam, cada chacra principal a uma glândula endócrina e ao cérebro, alterando assim a homeostase corpórea.

O papel do terapeuta

Entender a nossa pequenez nesse processo de cura aonde ainda não compreendemos nada, e somos somente agentes da misericórdia divina atuando através do amor que cura.

Não julgar nunca. Lembrar que somos contra atitudes negativas e equivocadas, mas nunca contra as pessoas que as praticam.

Assumir o conceito espírita de saúde-doença, deixando de lado os atavismos que nos fazem enxergar um Deus sádico que brinca com as pessoas e passando a entender que tudo está certo, na hora certa e passamos por aquilo que melhor nos convém frente a imensidão de coisas que ainda precisamos melhorar.

Treinar-nos na capacidade de identificar padrões de comportamento que levam a doenças físicas e espirituais. Somente mudando a essência, a raiz do problema é que conseguiremos nos transformar.

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre. 

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Espiritualidade com Amor

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por Bernardino Nilton Nascimento

Uma das características da espiritualidade é o esforço para despertar no ser humano a consciência de uma orientação profunda do seu ser, com a vontade de ser fiel a si mesmo.

Daí o esboço de um domínio futuro do mundo, verdadeira realização de todos os sonhos de poder, primeiras linhas que levam à unanimidade futura da nova era, satisfação autêntica de toda aspiração de ver o próximo feliz; anseio de um único grande amor, que se apegue ao ser amado, sem deixar de lado o amor ao próximo, com toda sua energia, com todo seu carinho. Você deve saber que profundeza tem o seu mundo. Em seu ser nasce o desejo de progresso, de paz, de melhoramento, para que o Universo atraia para si todos os bons desejos. Assim, haverá menos perigo de você perder o seu verdadeiro "Dom".

É possível entender que a espiritualidade nunca exclui você de si mesmo, a vitória sobre si próprio e a aceitação da iluminação do seu espírito. A verdadeira obediência ao grande impulso de vida em si inclui o amor-próprio com felicidade. Pois a lei da vida é subir sempre mais alto para uma interiorização maior e para uma unidade superior que, encontra, finalmente, sua plenitude ao encontrar-se com seu "Dom".

Será, pois, necessário que você aceite o combate contra a dispersão de seus desejos e os movimentos de sua natureza. Você deve edificar suas idéias em nobres sentimentos e boa conduta. Você deve também lutar continuamente contra seu instinto de conservação. A história exige dele que rompa com a fixação de antigas formas de organização e cultura, que deixe para trás o que o tempo já alcançou e realizou, por mais caro que seja.

Você é parte da humanidade e deve pensar continuamente procurando novas formas de verdade e de beleza, de organização e de técnica. Aquele que ouve esta exigência de progresso da vida reconhecerá também as dores que acompanham todo trabalho criador.

À medida que você penetra na sua intimidade, no seu domínio mais perfeito do mundo e por uma realização melhor de sua personalidade, descobrirá também a que ponto sua existência está ligada a de seus semelhantes. Jamais você está só na vida; sempre há outro e milhões de outros. Não podemos progredir até o fim de nós mesmos sem sair de nós, unindo-nos aos outros. É preciso, pois, vencer-nos a nós mesmos, combater o egoísmo pelo qual nos isolamos dos outros e nos fechamos em nós.

É necessária uma colaboração leal com os outros, uma sensibilidade para com suas necessidades, uma vigília em servir às causas mais elevadas do que aos interesses próprios. A ascensão da vida exige que você tenha a coragem de se abrir ao outro e aos outros no amor.

Por fim, apresenta-se a última exigência da vida: a união com Deus. É em Deus que nos encontramos de novo, mas somente depois que você perde tudo o que se apegou.

O mundo que você construiu para você, os que você amou e a posse de si mesmo, tudo nos será roubado pela morte. A fidelidade à lei da vida inclui que você aceite a morte, o ponto crítico de uma vida, de sua volta para casa. É o que resume uma conferência realizada com você mesmo.

Movimentos sucessíveis e conjugados são reconhecíveis... no processo de sua unificação interior, isto é, de sua personalização. Para ser plenamente vivo, você deve concentrar-se em si mesmo, descentrar-se dos outros, um amor maior do que o seu vai aparecer para ajudar a se livrar dos apegos.

Dessa visão há, portanto, lugar para a aflição e o sacrifício. Mas a sua característica é a tendência consciente para uma harmonização entre desenvolvimento e renúncia, apego e desapego. A vocação, a graça, o desenvolvimento de cada um, o ponto de outro. Mas os dois elementos são necessários. Assim é a segunda e mais importante característica desta espiritualidade; ela proclama o dever que você tem de estar ligado à Terra e de servir-lhe. Isto segue da obediência a vontade de servir a si mesmo, ao próximo e naturalmente a Deus.

O mundo se encontra nesta consagração. As raízes profundas que liga você ao mundo, o sabor sagrado do ser, santificam-se. A vontade de ser o que você é, dedesenvolver e realizar até os limites de suas possibilidades, o grande impulso vital entre você e a espiritualidade, tudo isso não é senão o eco da palavra criadora do "Amor". Crer na sua presença significa fé, confiança e estar no lugar por inteiro, sendo leal ao tempo e espaço. Não permanecer puramente verbal, fazer questão do apelo que ressoa do fundo de sua "Alma". Você deve querer viver e querer trabalhar, querer subir a um aperfeiçoamento mais amplo da sua "Alma".

É um dever sagrado, encarnado na própria natureza do mundo, na própria presença, "Sua", minha e de todos. A energia mágica de verdade que usa o amor para vencer barreiras, para vencer distâncias, para estar presente em tempo real, envolvente em ilustrados pensamentos.

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sábado, 28 de maio de 2011

O sentido da vida

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José Argemiro da Silveira

"Prossigo para o alvo" - Paulo (Filipenses, 3:4)

A revista VEJA publicou matéria sobre uma pesquisa feita nos Estados unidos.

Nessa pesquisa foi perguntado o seguinte: 
 
Se a pessoa estivesse na presença de Deus, e se ela pudesse Lhe fazer apenas uma pergunta, o que indagaria.

Quarenta e seis por cento dos entrevistados responderam que perguntariam:

"Qual o sentido da vida". 
 
Isto mostra como há muitas pessoas que não sabem qual a finalidade da vida; não sabem porque vivem. A vida para elas não tem significado.

As conseqüências disso são fáceis deduzir. 
 
A vida fica vazia; a pessoa não se auto-realiza, não se sente feliz, podendo até chegar a distúrbios psicológicos e mesmo comportamentais.

Entretanto, Jesus nos ensinou claramente qual é o sentido da vida, informando-nos que somos seres imortais, e que vivemos para realizar a nossa própria evolução espiritual.  Que ele chamou de edificar o reino dos céus no nosso íntimo.

O Espiritismo recorda e explica os ensinos do Mestre, esclarecendo-nos que a vida terrena não é um fim em si mesma, mas um meio, cujo fim é desenvolver a potencialidade do Espírito.

Para isto, o Criador nos dá tarefas compatíveis com a nossa capacidade, ou seja, de acordo com o nosso grau evolutivo.

Ao realizarmos essas tarefas, trabalhamos para nossa evolução espiritual.

Todos possuímos um papel a desempenhar, nesse grande palco que é a Terra.

Qualquer que seja o grau evolutivo, desde o menos evoluído, até o mais adiantado dos espíritos aqui reencarnados, todos possuímos um trabalho, uma tarefa, pequena ou grande, sempre adequada a nossa capacidade, e de acordo com nossas necessidades evolutivas.

Descobrir a nossa missão, e realizá-la bem, constitui fator importante para nos auto-realizarmos e nos sentirmos felizes - a felicidade que o nosso estágio evolutivo comporta.

Pestalozzi ensinava que o ser humano possui três aspectos: o natural, o social, e o ético, ou espiritual. 
 
Não basta educar o indivíduo para atender suas necessidades no plano natural (biológico, próprio de todos os animais), nem prepará-lo para a vida social somente, embora seja um ser gregário.

Não basta atender suas necessidades de cidadão, os chamados direitos da cidadania. Importa atender também o aspecto ético, espiritual.

A doutrina Espírita estabelece que somos Espíritos, animando temporariamente uma carne. 
 
Temos anseios, ideais que transcendem a matéria, pois há em nós qualidades a serem desenvolvidas.

Nossa meta é a perfeição relativa. Para isto e para a felicidade fomos criados, cabendo a cada um o trabalho de realizar esse evolver, o desabrochamento de nossas potencialidades.

Há pessoas que julgam ter encontrado o sentido da vida na conquista dos valores transitórios da existência física.

Porém, mais cedo ou mais tarde vão percebendo que esses valores (dinheiro, poder, saúde, fama, prestígio) não guardam a importância que julgavam.

E como não temos controle sobre esses valores, cedo ou tarde sofremos a perda deles, por várias maneiras.

E há muitas pessoas que experimentam tantas dificuldades, não conseguem amealhar os valores materiais e se consideram injustiçadas, infelizes. 
 
Entretanto, se nos interessarmos em nos informar acerca dos ensinos de Jesus e da Doutrina Espírita, e não ficarmos só na teoria, buscando aplicá-los na vida diária, iremos compreendendo quem somos, e qual o sentido da vida.

Não importa se o indivíduo é rico ou pobre, culto ou de poucos conhecimentos sobre as coisas materiais; se é sadio ou doente, desta ou daquela raça, todos somos filhos de Deus criados iguais, subordinados às mesmas leis, e destinados a uma só meta: a perfeição relativa e a felicidade.

Quando Paulo escreveu aos filipenses a frase citada de início possuía grande experiência do apostolado.

Doutor da lei, autoridade de prestígio, renunciou a tudo para seguir os ensinos de Jesus.
 
Enfrentou dificuldades imensas, como o abandono dos próprios familiares, o insulto dos ex-amigos, sendo banido do meio social onde vivera até então.

Passou a se dedicar ao trabalho duro, vivendo com extrema simplicidade; dava tudo de si em favor do ideal que abraçara. 
 
Apesar de todas as dificuldades, prosseguia, firme, para o alvo, ou seja, para Jesus, realizando sua evolução espiritual, através do serviço ao próximo.

Reflitamos o que se passa conosco. 
 
Recebemos os ensinos através dos livros, dos irmãos mais evoluídos, dizemos aceitar, mas geralmente ficamos nas palavras. 
 
Procedemos como o operário que foge ao trabalho.

Como árvores que só produzem folhas, ou, quando muito, flores, mas não chegam aos frutos.

Não fazemos aquilo em que dizemos acreditar.

Porém, somos o que fazemos, e não o que falamos.

Alguém afirmou, com propriedade, que perdemos o endereço de Deus.

Para encontramos esse endereço, devemos buscar a nossa tarefa, encontrar o lugar em que podemos ser úteis, participar, e não ficarmos na posição de choramingas, só querendo receber.

Alguns procuram sua missão, mas parece que procuram para não achar. 
 
A pessoa não quer se envolver, assumir compromissos, "vestir a camisa" das boas causas.

Cabe a cada um de nós buscar sua missão, e encontrará o sentido da vida, sua auto-realização, a felicidade que tanto almeja". 
 
(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.
 

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Caneta de Deus!


" O diabo fica nas esquinas da vida nos mostrando o que não fizemos, ao passo que DEUS, segura em nossas mãos e nos mostra o que ainda pode ser feito."

A Mãe deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.

Perguntou:
- Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?
- Quando é que eu posso vê-lo?

O cirurgião respondeu:
- Tenho pena. Fizémos tudo mas o seu filho não resistiu.

Sally perguntou:
- Porque razão é que as crianças pequenas tem câncer? Será que Deus não se preocupa?
- Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?...

O cirurgião perguntou:
- Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.

Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.

- Quer um cachinho dele? Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente.

A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.

- Foi idéia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:


- Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.

Ela continuou:
- O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.

Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez.

Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.

A viagem para casa foi muito difícil.

Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia.

Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.

Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve.

Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.

Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.

A carta dizia:

-Querida Mãe,

Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer:"AMO-TE".

Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.

Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.

Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.

Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.

Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico!

Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo.

Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!

E sabes uma coisa?...

O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo.

Ele levou-me a visitar Deus!

E sabes uma coisa?...

Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante.. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.

Mas eu já sabia que não era permitido.

Mas sabes uma coisa Mãe?....

Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta.

Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.

Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, "Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"...

Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele, Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.

Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém.

As outras pessoas veem este papel em branco.

É mesmo maravilhoso não é!?...

Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.

Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus.

Tenho a certeza que a comida vai ser boa.

Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o câncer já se foi embora.

Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.

Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.

O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?...

Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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ANJOS



Por Spectrum
A palavra Anjo (do grego Angelus e do latim Angelu) de forma geral, significa mensageiro ou emissário. No entanto, mais do que o significado puro da palavra, os anjos têm uma presença imensamente importante na religiosidade de diversas culturas.
Sob uma análise mais ampla, anjos são entidades espirituais incumbidas de conduzir a palavra e a vontade divina entre os seres humanos. São imortais, dotados de inteligência superior ao intelecto do homem, possuem vontade e personalidade própria.
No período histórico que corresponde à Antiguidade, entre civilizações pré-cristãs, já são encontradas alusões à seres de origem divina que trazem uma conotação muito próxima da que atualmente é atribuída aos anjos. Esta acepção está freqüentemente associada à diversas religiões, embora seja mais comum e difundida no cristianismo.
Os anjos estão presentes dentro de algumas doutrinas esotéricas, sendo possível, através de rituais específicos, estabelecer um canal de comunicação com estas criaturas e potencializar suas influências sobre atividades cotidianas do homem.
No Espiritismo, os anjos são considerados "espíritos desencarnados" que se comunicam com o mundo físico. Na astrologia, os planetas estão associados aos anjos, como por exemplo, Miguel está relacionado ao Sol, Gabriel à Lua e Samael ao planeta Marte. Nas tradições orientais, os anjos são comumente representados vestindo túnicas esvoaçantes. Entre os tibetanos há a crença de anjos chamados de Dakas e anjos do sexo feminino chamadas de Dakinis.
Na tradição judaico-cristã os anjos foram criados por Deus para agirem diretamente sobre a terra e conduzir a mensagem divina. Também assumem um caráter combativo ao portarem "espadas de fogo" e colocarem-se como guardiões do Reino do Céu.
Tanto no antigo como no novo Testamento há diversas citações sobre anjos. Como exemplo, as passagens de Maria e o Anjo Gabriel e o episódio da tentação de Cristo no deserto. No livro de Lucas (Cap. I) o Anjo Gabriel dirige-se à Maria: "E, entrando o anjo onde ela estava disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo" e "Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus".
No episódio da Tentação de Jesus, (Matheus - Cap. VI - Versículo IV) o demônio persuade Cristo: "e disse-lhe: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra."

Ainda, sob uma abordagem cristã, mas já combinada com o sincretismo popular, há os chamados "Anjos da Guarda", que seriam "anjos pessoais" que cada ser humano teria ao seu lado com a função de protegê-lo e guiá-lo.
No entanto, anjos não trazem apenas idéias positivas.
Como exemplo, Lúcifer, em sua origem, também era um anjo que se rebelou contra a onipotência divina e, por este motivo, foi expulso do Reino do Céu.
Hierarquia Angelical
Entre os anjos haveria uma espécie de hierarquia distinta entre classes e funções. Sendo assim, são nove ordens compostas por Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potências, Virtudes, Principados, Arcanjos e Anjos, divididas em três grupos:
Primeira Tríade
Formada por "anjos de existência superior" que têm íntimo contato com Deus e dedicam-se a adorar seu criador. Nesta primeira tríade encontram-se os Serafins, Querubins e Tronos.
Os Serafins (do hebreu queimar ou consumir) são responsáveis por assistirem ao trono divino. Os Querubins (do hebraico Chérub, que pode ser interpretado como plenitude de sabedoria e ciência) são seres que detêm o conhecimento e atuam como mensageiros de Deus. Os Tronos são os guardiões do planeta e têm a missão de auxiliar outros anjos de ordens inferiores.
Segunda Tríade
Composta por Príncipes da Corte Celestial que se dividem em Dominações, Potências e Virtudes. Os anjos da classe Dominações são responsáveis pela observação do cumprimento das ordens de Deus por parte de outras classes angelicais. Atribuem aos outros anjos funções específicas e atuam como elemento de integração entre os mundos materiais e espirituais.
Os anjos pertencentes à classe Potência são responsáveis pela proteção dos animais e são capazes de operar milagres. Dentro desta classe há os anjos responsáveis pelo nascimento e morte humana.
Virtudes é a terceira classe desta tríade e é responsável pela eliminação dos obstáculos naturais que interferem no cumprimento da vontade divina. São portadores e condutores de bênçãos que se refletem em milagres.
Terceira Tríade
A Terceira Tríade angelical é responsável pela condução dos caminhos dos homens e das nações. Este grupo é formado por Principados, Arcanjos e Anjos. Os Principados são responsáveis pela guarda dos países e das cidades, reinos e províncias; além da fauna e flora da Terra.
Os Arcanjos são aqueles que servem à Deus e aos homens. São responsáveis por vários aspectos da existência humana, como a sabedoria e os bons relacionamentos. Os Arcanjos também são encarregados de enfrentar diretamente as legiões demoníacas.
Os Anjos são os que estão mais próximos da humanidade e zelam pelo bom desenvolvimento do homem na Terra. São responsáveis diretos pelo auxílio dos seres humanos em atividades cotidianas, incluindo necessidades do plano material. É nesta classe que se encontram os populares Anjos da Guarda.

Iconografia Angelical
Apesar de serem representados artisticamente desde as primeiras civilizações, a imagem dos anjos tornou-se muito mais freqüente na Idade Média. Neste período, sob forte influência da Igreja Católica, os anjos deixaram de ser apenas uma idéia presente no imaginário popular e um elemento da religiosidade, para adquirirem cores nas telas e gravuras medievais e ganharem formas físicas nas esculturas que compõem as catedrais góticas.
Nestes casos, geralmente, o Anjo é representado como uma criança ou um belo jovem. Em ambas as situações são atribuídas asas de pássaro e uma auréola sobre a cabeça. Estes elementos simbolizam valores morais como inocência, santidade e bondade.

Ainda, na arte cemiterial, os anjos são freqüentemente encontrados não apenas como um ornamento funerário, mas principalmente com um simbolismo próprio que pode representá-los como um mensageiro de Deus, como aquele que conduz o falecido ao Reino Divino ou como a ressurreição do espírito, entre outros.
Entretanto, mais do que as representações artísticas, os anjos têm um papel fundamental na psique humana. A crença em seres superiores que acompanham os homens e os conduzem por toda sua vida funcionando como um elo entre o divino e o humano, auxilia no desenvolvimento e fortalecimento da fé, gerando um conforto psicológico e espiritual.

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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domingo, 27 de março de 2011

MENSAGEM DE BEZERRA DE MENEZES

Por Divaldo Franco
(13.11.2010 - Los Angeles)

"Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado.

Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao
abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente  permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos
valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral.

Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o
grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso - é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem-se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais
atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos.

Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas
direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a
todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra."

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domingo, 20 de março de 2011

Auto-Encontro


A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.

Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.

Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.

Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

*

Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.

Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.

Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.

Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.

Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.

*

Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.

A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.

Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânino, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.

Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.

Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.

Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.

* * *
Divaldo Pereira Franco


(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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sábado, 12 de março de 2011

Em busca da Felicidade

Quando pensamos em Felicidade, verificamos que ela é um sentimento superalmejado por todos nós. 

Passamos a vida inteira buscando a felicidade e ela parece difícil de ser encontrada.

O problema é que atribuímos a responsabilidade da nossa felicidade aos outros, como se eles fossem culpados pela realização, ou não, dela. 

Mas como acabei de dizer, se é nossa como pode ser responsabilidade dos outros?

Acredito que nascemos para a alegria e o riso, e que o ser humano tem o dever de ser feliz. 

Afinal, a felicidade pode ser aprendida, desenvolvida, recriada e aprimorada. 

A vida nos dá diversas chances para alcançarmos a felicidade. 

Parecem sinais diários. 

Se formos felizes, provavelmente teremos pessoas felizes ao nosso redor.

Porém, temos que admitir que, apesar de todas as dificuldades do nosso dia-a-dia, rimos mais do que choramos, conversamos mais do que nos lamentamos e ficamos mais alegres do que tristes, você já percebeu
isto? 

Por esses motivos que eu quero erradicar a infelicidade e levantar a bandeira da felicidade assumida!

Saiba que o mundo depende de pessoas felizes para sobreviver, pois as pessoas felizes:

• São mais rápidas para tomar decisões importantes;
• São menos afetadas por doenças e acidentes;
• Têm mais amigos e levam uma vida social mais agradável;
• São menos egoístas;
• E o mais importante: elas reagem positivamente às situações de adversidade e têm controle sobre o seu estado de espírito.

A felicidade é uma característica altamente valorizada nos dias de hoje, e eu considero que deva ser meta de todo ser humano, buscar sua felicidade. 

Uma ação que possibilita o alcance desse objetivo é ajudar alguém. 

Se você conseguir colaborar com seus talentos e habilidades a favor do planeta e seus habitantes (uma tarefa muitas vezes difícil), sua vida jamais será a mesma.

Porque dessa forma, com certeza, irá evoluir como pessoa, e também como espírito, se sentirá útil para a sociedade. 

Este último fator é importantíssimo, já que a felicidade hoje está diretamente relacionada a habilidades como:
• Bom relacionamento interpessoal;
• Coragem;
• Flexibilidade;
• Fé;
• Criatividade;
• Força de vontade;
• Ética;
• Curiosidade;
• Compaixão;
• Produtividade;
• Esperança;
• Entusiasmo.

Quando ajudamos alguém, estamos exercitando algumas dessas características, ou talvez todas elas. 

Além disso, podemos perceber que cada pessoa é única e que nossas atitudes poderão ser muito importantes para uma sociedade melhor, mais justa e mais feliz! Então, descobrimos que a nossa existência faz diferença e nada seria igual se não tivéssemos existido.

Os estudiosos dizem que há uma fórmula para a felicidade: 

Se você quiser ser feliz por uma hora, tire uma soneca de 10 minutos. 

Se quiser ser feliz por um dia, saia para pescar. 

Se quiser ser feliz por um mês, case-se! 

Se quiser ser feliz por um ano, ganhe na loteria.

Mas, se você quiser ser feliz a vida inteira, faça alguém feliz! 

E você, é feliz? Não? Vamos! O que está esperando para se tornar uma pessoa feliz? 

Depende somente de você…

Fonte: www.leilanavarro.com.br

Mais uma colabotação de nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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11 PERGUNTAS FEITAS PARA O DIABO:


QUEM O CRIOU?
Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da existência do
homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer : Vim à existência já na forma adulta e, como Adão, não tive
infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e
formosura e minhas vestes foram preparadas com pedras preciosas.
[Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas
do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer : Como querubim da guarda, ungido e estabelecido por Deus,
minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos
anjos. Um terço deles estava sob o meu comando. [Ezequiel 28:14;
Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada. [Ezequiel 28:13]

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM SER VIVO
PODERIA TER?
Lúcifer : Isso não aconteceu de repente. Um dia eu me vi nas pedras
(como espelho) e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a
Miguel ou Gabriel) em beleza, força e inteligência. Comecei então a
pensar como seria ser adorado como deus e passei a desejar isto no meu
coração. Do desejo passei para o planejamento, estudando como firmar o
meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num
determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do
Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante
a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar o
fato. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu coração.
[Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS QUE ESTAVAM SOB O SEU COMANDO?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos juntos o
império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO VOCÊ ENCARA O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio da raça humana e faço tudo para
destruí-la, pois eu a invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus.
[1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA DESTRUIR O HOMEM?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a
praticar o mal e confundo suas ideias com um mar de filosofias,
pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas
verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles
que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade,
induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está
perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice
anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a
inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito
para enfraquecer as igrejas, lançando divisões, desânimo, críticas aos
líderes, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de
compromisso (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores,
principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e
orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 corintios 3:3; 2
Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus
e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha prisão eterna.
Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número
possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse
20:10,15]

MEDITE NESSA MENSAGEM. VEJAM QUE FOI ELABORADA COM BASE NOS VERSÍCULOS
BÍBLICOS, POR ISSO É UMA ILUSTRAÇÃO DA MAIS PURA VERDADE.
"COMO DIZ O ESPÍRITO SANTO: HOJE, SE OUVIRDES A SUA VOZ, NÃO
ENDUREÇAIS OS VOSSOS CORAÇÕES." HEBREUS 3:7,8


Mais uma colabotação de nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Novos Dias


"Doravante, disse Jesus, fica proibido amar com ansiedade de ser amado e servir com a disposição de receber pagamento."

Os roseirais se debruçarão sobre as janelas das casas sorrindo pétalas exuberantes em participação da felicidade doméstica. E os girassóis darão as costas às ruas e campos onde florescem, esgueirando-se pelas
frestas dos lares em festas, porque haverá tanta claridade no reduto doméstico que a estrela Solar será confundida com as constelações luminíferas, que explodirão, irisadas, no ninho familiar.
Ficará proibido, também, que o bolo da amizade, servido às pessoas, receba o fermento da suspeita.
A partir de então, já não será necessário que se fale de justiça com as palavras frias dos Códigos humanos.
Cada um usufruirá do discernimento com o qual respeitará todos os direitos alheios entregando-se aos deveres que lhe cumpre realizar.
Não mais haverá sofrimento. E quem sofrer não se envergonhará disso, porque entenderá que toda dor recupera e somente padece quem é devedor.
A piedade fraternal será transformada em flor de solidariedade que converge em dever sem a necessidade dos estímulos fortes.
Vicejará a liberdade sem punição. O revel fruirá da bênção de ser livre e lutará, ele próprio, pela reabilitação. 
Os animais e as aves não permanecerão em jaulas ou gaiolas. O homem estará subordinado às leis do amor, respeitando o seu irmão e todos os irmãos menores do bosque, do deserto e das planuras.
E dar-se-á ao bem doravante...
Os órfãos, os anciãos, os fracos, os enfermos constituirão oportunidade para os aquinhoados com pais, os amparados pelos filhos, os sustentados pela fortaleza, os resguardados pela saúde, o que impedirá a miséria, a vergonha, o abandono, o sofrimento desnecessário.
O lobo e o cordeiros pastarão juntos, quanto a borboleta e a abelha na mesma flor ou o regato e a fonte misturando as águas, sem guerra nem extermínio.
Os homens se fitarão nos olhos como as estrelas que se espiam no velário da noite transparente, e o ar balouçando a haste delicada da flor.
Os sorrisos dos pobres cantarão na melodia da bondade dos ricos, quais palmeiras farfalhantes nos braços da brisa.
Ninguém a sós... A solidão descerá ao auxílio alheio e a atividade festiva correrá na direção da soledade.
Ninguém mais chorará os seus mortos, nem lamentará os seus vivos, nem se amargurará com as tristezas... 
Irromperá uma orquestração de vozes no silêncio da saudade dos que ficaram, encorajando os debilitados. 
Essas melodias levantarão os enfraquecidos e todos cantarão...
Doravante, ninguém engane ninguém, pois que se estará enganando a si mesmo. Nem minta, nem ultraje, nem persiga mais. Todos se dêem as mãos e confraternizem com as rosas, com os girassóis, com as tardes coloridas, com os dias de cinza, com as noites estreladas, com as aves e os animais, e os regatos, e as árvores, compondo um quadro de amor perene, que se faça um perene feriado para o mal.
Doravante, disse o Senhor, e assim se fará nesses vindouros novos dias.

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CONCLUSÕES LÓGICAS

André Luiz

Não se renda à tentação.
Entre aquilo que você quer e aquilo que você pode, fique com aquilo que você deve fazer.

Não se aflija diante dos obstáculos.
Existem problemas que pedem tempo a fim de serem eficientemente resolvidos, de modo a não ocasionarem problemas maiores.

Não se precipite em suas decisões.
Se você não sabe que rumo tomar é sinal que todas as suas possibilidades de seguir adiante necessitam ser revistas.

Não critique ninguém.
Todas as pessoas, qual acontece a você, trazem Deus dentro de si.

Não te entregue ao desalento.
O seu desânimo, no que pesem as justificativas que você tenha para ele, não o auxiliará em absolutamente nada.

Não guarde ressentimento no coração.
A mágoa que você nutra a respeito de alguém será sempre o melhor processo de lembrar quem você deseja esquecer.

Não pare de trabalhar.
No serviço do bem aos semelhantes você encontrará, com o sábio concurso do tempo, a solução natural para todas as questões que o perturbam.

Não reclame da cruz que carrega.
Sem ela, é provável que você não tivesse no que se apoiar para, embora a passos lentos, avançar com segurança.

Do livro "Irmãos do Caminho". Psicografia de Carlos A. Baccelli.

(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Paciência

(*) Texto enviado por Rosângela Barreto (Rose)

Evangelho Segundo o Espiritismo

7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.

Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há,
porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.

A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.

Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro.
Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. - Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)

Obediência e resignação

8. A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. 
O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.

Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos. - Lázaro. (Paris, 1863)
(*) Rosangela Barreto É formada em Comunicação e Letras, exerce a função de Executiva de Contas em Recuros Humanos há 24 anos, nas horas vagas adora cozinhar e inventar pratos diferentes.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

O PODER DO AMOR

Por: Guilhermina Batista Cruz


"Amemo-nos uns aos outros e uma luz nova brotará no terreno vivo de nossa alma, constrangendo-nos a sentir que só o trabalho no serviço ao próximo é capaz de conduzir-nos à comunhão com a verdadeira felicidade que decorre de nosso ajustamento às Leis do Pai Celestial."

"Mais amor", mensagem de Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier

O amor em suas várias nuances é o sentimento sublime a expressar o poder divino em toda a sua máxima expressão. É o sentimento mais verdadeiro a nos ligar ao criador. Dele nascem as virtudes irmãs, como a caridade, a fraternidade, a benevolência e a humildade.

Embora a natureza humana careça desse sentimento nobre em toda sua pujança, por apresentar ainda um acentuado "instinto animal" em que predominam a agressividade e intolerância, vemos, dia após dia, crescer o clamor por um mundo melhor onde o amor possa estar presente em todos os atos de nossa caminhada, no sentido de promover uma mudança vibratória indispensável ao florescimento de nossa evolução espiritual.

O amor reveste-se de formas variadas, infinitas, em toda a expressão de vida e nos proporciona, em sua essência mais sublime, uma benção que transforma e fortalece tudo ao seu redor e vai tecendo um roteiro de luz por onde andaremos sem nos incomodarmos com as asperezas do caminho. Os vários tipos de amor vão, aos poucos, transformando e depurando nossos sentimentos.

Em contrapartida ao comportamento agressivo e egoísta em que sobressai a raiva e a indiferença, o amor que impusermos em nossas ações reverterá em benefício de todos, com sua luz capaz de extinguir a sombra a nos rodear. Precisamos praticar diariamente esse sentimento divino, presente em nossos corações, mas que necessita do exercício diário para que brote com toda a sua força e beleza, expressividade e poder de transformação.

A prática do amor pode revestir-se de um grande ensinamento para aqueles com quem convivemos diariamente, pois em suas diferentes formas e manifestações, mostra nosso lado divino a conectar-nos ao poder criador do universo, ao poder supremo de Deus. Quando abrimos nosso espírito à compreensão da luz divina do amor enxergaremos a dor que reina naquele a quem nada falta e poderemos vislumbrar a paz e alegria naquele que pouco tem de material para sua sobrevivência.

O exercício do amor pode ser praticado em todo lugar e hora, desde que nos conscientizemos da imensa força de transformação de que ele se reveste. Ele deve ser praticado em casa, em nosso convívio familiar e com amigos, através do ensinamento, do amparo, proteção e exemplo que demonstrarmos, na rua, no trabalho, com pessoas conhecidas ou estranhas através da tolerância, do respeito, paciência, amparo e da ajuda fraterna.

Devemos sempre ter em mente que a terra é uma escola onde estamos aprendendo o amor em seus passos iniciais, vacilantes, saindo daquele amor egoísta e exclusivista para um sentimento maior, de ligação e fraternidade com todos os seres. Procuremos então, disseminar o poder do amor para que a compreensão, o amparo e a benevolência façam-se presentes na vida de todos nós e para que possamos ajudar na mudança de vibração de nosso planeta para um mundo mais harmonioso e feliz.

Tudo na vida poderá ser feito pelo poder desse sentimento nobre e elevado. Tudo o que tivermos que enfrentar em nossa experiência evolutiva, nos parecerá mais fácil, mais compreensível e tolerável, se nos guiarmos pelo amor, se o colocarmos como leme a nos levar pelos vários caminhos que tivermos que percorrer, os quais nos parecerão mais leves e tranqüilos de atravessar.

Pelo poder transformador que o amor nos confere entenderemos que o sofrimento e as dores são apenas oportunidades benditas para a nossa evolução espiritual e que, se pautarmos a vida através de sua benéfica influência, veremos surgir as soluções para todos os problemas cruciais de nossa existência, trazendo-nos a vontade de lutar, de vencermos os obstáculos que nos pareciam intransponíveis e que agora apresentam-se como passíveis de serem solucionados.

O poder que o amor encerra é capaz de fazer surgir a luz quando nos defrontamos com a sombra, a alegria quando a tristeza nos visita, a esperança quando somos fustigados pelo fracasso, o consolo quando nos advém o sofrimento e a dor, a sabedoria quando nos defrontamos com a ignorância e a fraternidade, quando soerguermos os caídos e os desalentados.

Somos beneficiados quando ofertamos e recebemos o amor, pois, à medida em que ele colabora para a transformação do próximo, está colaborando também para nossa transformação, já que é através de seu apelo que aprendemos a liberar sentimentos libertadores, como os do perdão, da tolerância e fraternidade. Precisamos aprender a amar a nós mesmos, a fim de que possamos doar esse amor a outrem e sermos propagadores de um sentimento mais puro de fraternidade.

Entendemos que o amor tem um sentido bem amplo e nem sempre sua demonstração quer dizer o óbvio, ou seja, o amor difere de proteção; não é passarmos a mão na cabeça dos outros, querer fazer as coisas por ele, tentar esconder o que foi praticado erradamente, deixar-se conduzir por ele, não desvincular-se de relações erradas com o argumento de que não conseguimos viver sem o outro. Devemos e precisamos abrir nossa mente e fugirmos da idéia de que temos direito e devemos proteger o objeto de nossa afeição de todos os problemas e dores, aprisionando-os num círculo estreito em que ficarão à mercê de nossa vontade para manipulá-los e muitas vezes, cercearmos sua liberdade de sentir, fazer e dizer e de seguir sua própria trajetória.

Mas, esse amor restrito faz parte de nossa caminhada; é um primeiro passo para aprendermos o sentido verdadeiro do amor que foi o que o Mestre Jesus quis nos deixar como legado para que pudéssemos caminhar e progredir mais facilmente e o que desejou exemplificar com esse sentimento libertador, ao qual ainda não nos entregamos com toda a compreensão e plenitude.

Vamos procurar colocar mais amor em nossas ações. Falar, ouvir, sorrir, compartilhar, doar e ajudar no que estiver ao nosso alcance e veremos que, aos poucos, o amor se fará tão presente em nossas vidas que não conseguiremos mais caminhar sem o seu poder libertador.

Muita paz e luz a todos.

* Texto enviado por nossa inestimável amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a participação e o carinho de sempre.

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