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Autoridades destituídas

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Giba Net: Autoridades destituídas

sábado, 25 de junho de 2011

Autoridades destituídas

(*) Por: Lino Tavares

Nos idos tempos do patriotismo verdadeiro, tinha-se nas autoridades constituídas o grande referencial daquilo que se entendia como noção de cidadania e civismo.

O delegado de polícia, o juiz da comarca, o padre da paróquia, o prefeito da cidade e os membros do legislativo municipal eram vistos como exemplos a serem seguidos.

Há cerca de três décadas atrás, a partir da reabertura política que propiciou o retorno do Brasil à plenitude democrática, começaram a figurar nos noticiários de rádio, jornal e televisão, de forma assustadoramente crescente, notícias sobre desvios de conduta por parte de ocupantes de cargos nas autoridades constituídas de poder. 

Práticas condenáveis, como estupro, formação de quadrilha, exploração sexual de menores, tráfico de drogas e associação ao crime organizado, passaram a ganhar manchete, não raro, com o envolvimento de representantes do poder público.

Após assistirmos à queda de um presidente da República, por atos incompatíveis com a investidura do cargo, reacendeu-se entre nós a chama da esperança, fazendo crer que, a partir de então, não mais haveria lugar para a impunidade dos que delinquem em pleno exercício do poder. 

Mas essa esperança caiu por terra, quando assistimos estupefatos a impunidade triunfar, naquele monstruoso crime de lesa-pátria, conhecido como mensalão, que voltou a escandalizar a mais alta magistratura da nação, tendo à frente o principal homem de confiança do presidente da República, que se auto isentou de qualquer
responsabilidade, sob a cantilena do "eu não sabia".

Para sepultar de vez o restinho de credibilidade que ainda nutríamos em relação aos poderes constituídos, assistimos agora à Suprema Corte brasileira contemplar irresponsavelmente verdadeiros desacatos às leis, como a concessão do visto de permanência em nosso país do terrorista italiano Cesare Battisti, bem como a legalização da "Marcha da maconha", em nome de uma estranha liberdade de manifestação, que nada mais é do que apologia ao crime, na sua forma mais clara e insofismável. Isso posto vale conjeturar: será que vivemos sob a égide de autoridades constituídas, ou o que temos hoje neste país são autoridades destituídas.? De espírito ético, de bom senso e de compromisso com os cargos que ocupam ?

(*) Lino Tavares é jornalista diplomado, colunista na mídia gaúcha e catarinense, integrante da equipe de comentaristas do Portal Terceiro Tempo da Rede Bandeirantes de Televisão, além de poeta e compositor.

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