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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Campanha “Mulheres e Direitos” Pelo Fim da Violência e Pela Igualdade

Nações Unidas

Campanha "Mulheres e Direitos" pelo fim da violência e pela igualdade de gênero será lançada sexta-feira no Rio de Janeiro

1 de agosto de 2011 ·

As Nações Unidas e parceiros lançam, na sexta-feira (5/8), no Rio de Janeiro, a campanha "Mulheres e Direitos", composta por três filmes para TV sobre a importância da denúncia dos casos de violência contra as mulheres e o acionamento do serviço 180 – Central de Atendimento à Mulher. A campanha tem como objetivo principal contribuir para a conscientização da população com vistas à redução da violência contra a mulher e para a promoção da equidade de gênero e da saúde da mulher.

O ato de lançamento acontecerá às 10h30, no Palácio Itamaraty, com presenças da Ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, de Maria da Penha Maia Fernandes, atores e atrizes dos filmes, representantes da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da sociedade civil e do Sistema das Nações Unidas.

As peças são estreladas por Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história impulsionou a criação da Lei 11.340/06, de prevenção e erradicação da violência contra a mulher, que completará cinco anos no domingo (7/8). O primeiro filme é dirigido aos homens. Os atores Milton Gonçalves e Bernardo Mesquita e o dançarino Carlinhos de Jesus convocam a sociedade a acabar com a violência contra as mulheres. Eles lembram ainda o avanço das mulheres na sociedade brasileira e tomam partido pela igualdade de gênero.

No segundo filme, quatros mulheres – uma negra, uma indígena, uma branca e outra de meia idade – buscam ajuda numa delegacia especializada de atendimento à mulher. A sequência registra o momento em que as mulheres dão um basta à violência e acessam os serviços públicos. Na terceira peça, duas mulheres do Norte do país – uma negra e outra indígena – lavam roupa num rio e conversam sobre os primeiros sinais da violência, quando os homens começam a querer controlar as suas vidas.

A campanha "Mulheres e Direitos" é uma iniciativa do UNAIDS – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, da ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, do UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância e do Instituto Maria da Penha, com apoio da German Backup Initiative da GIZ e do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio de Janeiro). Os filmes foram produzidos pela Documenta Filmes, tendo direção de Angela Zoé e coordenação da [X] Brasil Publicidade em Causas/Daniel de Souza. 

Lançamento da campanha "Mulheres e Direitos"

Data: 5 de agosto de 2011 (sexta-feira)
Horário: 10h30
Local: Palácio Itamaraty – Av. Marechal Floriano, 196 – Rio de Janeiro/RJ

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sábado, 30 de julho de 2011

Biblioteca on line grátis será desativada por falta de divulgação...


DIVULGUEM ...

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre , mas que está prestes a ser desactivada por falta de acessos.

Imaginem um lugar onde nós podemos  gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis  ou a Divina Comédia;
· Ter acesso às melhores histórias infantis e vídeos da TV ESCOLA e muito mais.

Esse lugar existe!

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:

http://www.dominiopublico.gov.br/

Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno.

Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

Divulguem  para o máximo de pessoas!

Obrigado!

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Amor Verdadeiro Existe






 "Dificilmente hoje em dia ouvimos as pessoas dizerem que querem construir, por exemplo, uma família isso resultando através de seus relacionamentos, pois no mundo atual, as pessoas não estão afins de compromissos sérios. Enfim compromissos estes que as impeçam de fazer o que bem entendem sem dar satisfação aos seus companheiros (as).

E com esta escassa procura por relacionamentos que sejam sérios, muitas pessoas custam a acreditar que o amor verdadeiro exista realmente.

Mas e o amor verdadeiro será que realmente existe.

Certamente que o verdadeiro amor existe, mas é necessário em primeiro lugar que nós acreditemos que o verdadeiro amor possa existir.

Somos acostumados a ver em filmes, ou até mesmo em novelas sempre seus finais que tudo ocorre maravilhosamente bem, e somos muitas vezes obrigados a crer que estes finais belos e perfeitos só acontecem-nos mesmos, pois é nesse ponto que estamos redondamente enganados.

É obvio que as fadas esperando os seus príncipes encantados de cavalos brancos acontecem realmente nos contos de fadas, mas ao nosso mundo real a nossa convivência podemos acreditar naquele amor verdadeiro, aquele que é cheio de defeitos, mas que também possui muitas e muitas qualidades como: saber entender por que seu amado (a) não pode estar alegre todos os dias e poder ajudar, e que também sofre como todo e qualquer ser humano, ou seja, temos dores, cansaços, enfim temos as duras e rotineiras vidas, afinal, somos seres humanos.

E o amor verdadeiro é este que não se balança com qualquer coisa, ou seja, e que sobrevive a toda dureza, que todo relacionamento tem.

Portanto se você está nessa onda de que o amor verdadeiro existe ou não, simplesmente acredite no mesmo, pois se ainda não o conheceu é por que não chegou sua hora e lembre-se o verdadeiro amor existe sim, e não somente nos relacionamentos, mas em todos os lugares e como dito acima basta que nós acreditemos nele para que possa existir para vencermos todas as possíveis barreiras que o amor pode nos oferecer".


FELIZ DIA DOS NAMORADOS AOS LEITORES DESTE BLOG


(*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

"MÃE"

 
(*) Massucatti Neto


A origem da palavra, aparentemente, é uma só. Em latim 'mãe' é mater, em grego é meter, em alemão mutter, em inglês mother, em sânscrito ma ou mata, e tudo deve ter começado por um dos sons fundamentais da espécie, que é o do bebé pedindo para mamar. 
 
A razão da identificação universal do som 'm' com a mãe e a mama da mãe é um daqueles segredos que só os recém-nascidos poderiam revelar, mas eles não falam.Ou falam mas a gente não entende.

Somos 'mamíferos' por um determinismo fónico, e quer você seja irlandês (mathai) ou russo (mat) chamava sua mãe ou pedia seu peito da mesma maneira, ou quase.

Mas o importante não é a palavra em sí, mas o que ela representa, aconchego, proteção (em Pompéia exitem corpos petrificados que no momento da hectombe a mãe abraçou seu filho tentando protege-lo)

Infelizmente vemos mães que jogam seus filhos em lixeiras, abandonam em hospitais (não hoje apenas, isso sempre houve, pois se assim não fosse não existiriam orfanatos, apenas a mídia ficou mais rápida), que sempre dizem a mesma coisa.."não estava preparada, não tinha condições etc etc"..sei que a causa transcende a questão pessoal, vai mais além com a ausência de uma politica séria, eu disse séria, de controle de natalidade (dar preservativo no carnaval é politicalha eleitoreira e promoção da promiscuidade, com a desculpa de Campanha contra Aids).

Aprendi uma coisa com minha mãe e ouço sempre da minha ex-esposa: "são meus filhos, se comemos, comemos juntos, se passamos fome, passamos juntos, nunca os abandonarei". Isso é o espirito materno, isso quando uma criança é gerada com amor não com sexo apenas, amor que nem sempre está ligado ao sangue, pois quantas mães adotam e fazem do seu filho o melhor, por que dão o melhor de sí, o amor.

Por conhecer a natureza materna Salomão fez o blefe, pois sabia que a mãe abdicaria do filho para não vê-lo morto, ou seja, morreria em vida para garantir a do seu rebento. Isso é ser mãe.

Então a todas as mães, a minha em especial e a mãe dos meus filhos (que mesmo separado devo a ela meus dois tesouros.

MEU MUITO OBRIGADO!

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sábado, 7 de maio de 2011

SER MÃE

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgRUNSQAx3x58FJVMjUrNhcF9eN2vo1pbd-OII2W0_8Y5SYn8uKF20Ir7jqHmutO-WVDFnTYouVTUcmv_AGcrVsquphwRCku2C1o3sby6TOlcE3DiYqYBSpN-ERFwYWpzRavKSKdsTCquY/s1600/wall4.jpg


Uma mãe não nasce pronta é preciso de outro ser para ela existir. A prova máxima do amor de Deus para a mulher se manifesta quando ele permite que uma de suas estrelas desça na terra através dela. Neste momento nasce também a mãe. A partir daí ser mãe é aceitar e dizer sim para este ser que está no seu ventre, é aceitar que através de si outra pessoa ganhe o direito de viver. A humanidade precisa voltar seus reconhecimentos para a mulher que permite e diz sim para a vida.

Não nos foi ensinado a ver que a educação do ser está nas mãos da mulher, ser mãe é perceber que a responsabilidade pelo o que ensina e pelos exemplos que dá a seu filho está em suas mãos. Neste momento a mulher-mãe recorre aos modelos de sua mãe seja para segui-los ou para não segui-los e assim começam os desafios de ser mãe. Não há nenhum curso que ensina a fórmula correta de ser mãe e o filho não vem com manual de instrução. Aqui se percebe que tudo o que nos foi ensinado até agora pelas nossas mães foi com o amor e conhecimento que elas tinham. E este mesmo amor e conhecimento que as filhas-mães passam para seus filhos. Ser mãe é mergulhar no desconhecido é amar o ser que não se conhece com uma profundidade imensa. É descobrir todos os seus limites diante da criança e estar pronta para superá-los por amor a vida.

As mães de hoje podem até pensar que não receberam de suas mães todo o amor que dão para seus filhos. Então é preciso olhar para este sentimento e ver que ser mãe é dar todo o amor que possui, se surgir o sentimento de que está dando mais amor e recebendo menos, significa que está na hora de você olhar para sua mãe e agradecê-la por tudo que recebeu, do jeito que ela pôde dar, e receber este amor em seu coração com muita gratidão. Ser mãe é reconhecer os limites do ser humano.

A maternidade é dom natural dado aos seres vivos, na mulher este dom acontece também, mas de uma forma um pouco diferente, as mães dão aos seus filhos tudo o que elas têm dentro de si. Ser mãe é olhar para si e estar disposta a crescer mais para ensinar seus filhos a superar desafios. Ser mãe é mesmo um grande e belo desafio.

Obrigado a toda geração de mulheres e mães que existiram e disseram sim para todas as pessoas que conhecemos e para todas as pessoas que não conhecemos, mas que influenciam nossas vidas neste universo. Obrigado a todas as gerações de mulheres guerreiras e mães fortes que deram suporte, para que hoje pudéssemos estar aqui prestando esta homenagem a esta geração de mães. Obrigado em especial às mulheres da minha família que permitiram que, eu pudesse prestar esta homenagem a todas as mães.

Rosangela Cristina da Silva

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blog do Delegado - Vale Conhecer


O amigo e Delegado Archimedes Marques, em 12 de janeiro de 2011, lançou a "Folha do Delegado".

A página é atualizada periodicamente e traz de forma clara, assuntos relacionados a segurança pública, em um misto de artigos sérios e contos hilários que relatam o dia a dia dos profissionais da área de segurança e alguns relatos de pessoas que necesitaram de ajuda policial.

Nela você também encontra dicas e artigos que explicam vários pontos de nossa lei e também dicas de segurança, história, lições de vida e artigos de autores diversos, entre outros.

Eu garanto que a "Folha do Delegado" vale cada clique, entre e conheça.

Fica aqui a minha dica, um grande abraço.

Giba

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sábado, 18 de dezembro de 2010

TEMPO DE PAZ

 Todos os dias deverão ser de paz. Mas a proximidade do Natal nos faz
pensar nisso e desejar mais essa paz.
A paz que se encontra dentro de você,
Essa tem que ser buscada em primeiro lugar,
Não importa onde estejas, o que esteja fazendo
Se o presente está em desarmonia,
Harmonize-o,
Faça isso com suas próprias mãos, com seu pensamento
Utilize sua coragem,
A coragem de dizer que acredita em voê mesmo, e que assim
Amanhã será melhr que hoje
A PAZ que habita o seu coração ao sonhar,
A mesma PAZ que mora com os anjos
E que ronda nossas energias.
Esse estado pleno de que você faz a coisa certa,
Mesmo que não esteja ainda muito certa de certas coisas.
E disso que falo, de ousar ser feliz e buscar essa PAZ,
que já está dentro de você
E precisa irradiar aos outros seres do PLANETA.
A PAZ que se encontra ao se abraçar verdadeiramente a sua alma e a
alma de outrem.
Neste Natal desejo essa PAZ a todos desse planeta Terra.
 (*) Este texto foi enviado por nossa amiga Rosangela Barreto (Rose), a quem agradeço a amizade e o carinho de sempre.

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ONU divulga estatísticas abrangentes sobre as mulheres


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Relatório destaca progressos na escolarização, saúde e participação econômica das mulheres, mas mostra também desigualdade de gênero na vida pública.

20 de outubro de 2010

Nova York, Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais, Divisão de Estatísticas, 20/10/2010 — As Nações Unidas lançaram hoje (20) As Mulheres do Mundo 2010: Tendências e Estatísticas, uma compilação única contendo os mais recentes dados que documentam os progressos alcançados pelas mulheres em todo o mundo em oito áreas: população, família, saúde, educação, trabalho, poder e tomada de decisões, violência contra as mulheres, meio ambiente e pobreza. O relatório estará disponível na íntegra, na internet, a partir das 01h00 do dia 20 de outubro (quarta-feira) neste link.

Na introdução do livro, o Secretário-Geral das ONU Ban Ki-moon afirma queAs Mulheres do Mundo de 2010 "conclui que progresso no sentido de garantir a igualdade entre homens e mulheres tem sido feito em muitas áreas, incluindo o acesso a escola, saúde e participação econômica. Ao mesmo tempo, deixa claro que muito mais precisa ser feito, em especial para fechar a desigualdade de gênero na vida pública e para evitar as muitas formas de violência a que são submetidas as mulheres".

"Espero que a presente publicação seja usada para promover um ambiente que garanta a igualdade de tratamento entre todos os homens e mulheres e melhore significativamente a situação das mulheres no mundo", escreveu Sha Zukang, o Subsecretário-Geral para Assuntos Econômicos e Sociais no prefácio do livro. "Ele também deve servir de modelo para criar perfis estatísticos similares em países, regiões, províncias e regiões, apoiando assim o desenvolvimento de políticas".

"Este relatório é divulgado hoje por ocasião do primeiro Dia Mundial da Estatística, já que demonstra como as estatísticas oficiais podem fornecer aos formadores de opinião dados úteis e imparciais. Quinze anos após a Conferência de Pequim sobre a Mulher, as estatísticas continuam a ajudá-los em seus esforços para promover a igualdade de gênero em nível mundial", afirmou Paul Cheung, Diretora da Divisão de Estatísticas das Nações Unidas que produz esse relatório a cada cinco anos desde 1991.

Alguns dados do 'As Mulheres do Mundo 2010′

POPULAÇÃO E FAMÍLIAS

o Existem aproximadamente 57 milhões mais homens que mulheres no mundo. Em 2010, algumas regiões têm uma "escassez" óbvia de homens, enquanto outras de mulheres. Em geral, a Europa é o lar de muitas mais mulheres do que de homens. Em contraste, alguns dos países mais populosos têm "falta" de mulheres. A China tem uma proporção de 108 homens por cada 100 mulheres, na Índia são 107, no Paquistão e em Bangladesh, 106 e 102 (pág. 3).

o Embora a proporção de mulheres com 60 anos e superior a esta idade seja acima de 50% em todas as regiões, na Europa Oriental é muito mais elevada, com 63%. Na África Austral, a proporção também é elevada, com aproximadamente 59% (pág. 11).

o Enquanto a proporção de mulheres casadas com 15 anos ou menos é geralmente muito baixa, na Nigéria é de cerca de 20%. (pág. 16)

SAÚDE

o As mulheres são mais propensas do que os homens a morrerem de doenças cardiovasculares. Globalmente, estas doenças foram a principal causa de morte em 2004: cerca de 32% das mulheres e 27% dos homens morreram de doenças cardiovasculares naquele ano. (pág.24)

o Apesar do aumento na proporção de mulheres que receberam assistência pré-natal, a África Subsaariana sozinha registrou 270 mil mortes maternas em 2005, isto é, metade das mortes maternas no mundo. (pág. 34-35)

o No Panamá e México, respectivamente, 36 e 34% das mulheres foram considerados obesas. Catar e Emirados Árabes Unidos tiveram, respectivamente, 45 e 31% das mulheres consideradas obesas. (pág. 30)

o Na maioria dos países, houve pouca diferença na proporção de meninas com baixo peso e os meninos, sugerindo que não há diferença no estado nutricional entre os sexos. (pág.41)

EDUCAÇÃO

o Em nível global, a taxa de meninas em idade escolar matriculadas na escola primária aumentou de 79 para 86% no período de 1999 a 2007. Mas na África Ocidental e Central existia uma das menores taxas do mundo, com menos de 60% das meninas em idade escolar, matriculadas na escola. (pág. 52-53)

o Na virada do milênio, um número estimado de 105 milhões de meninos e meninas em idade escolar em todo o mundo não estavam matriculadas na escola. Esse número baixou para cerca de 72 milhões até 2007, representando um declínio de 31%. As meninas representam 54% das crianças em idade escolar fora da escola (58% em 1999). A proporção de meninas fora da escola é maior nos Estados Árabes: 61%. (pág.54)

o No ensino superior, o domínio dos homens foi invertido em nível global e o equilíbrio entre os sexos mudou em favor das mulheres, exceto na África Subsaariana e na Ásia Meridional e Ocidental. (pág. 62)

o A divisão de gênero digital é generalizada. Em geral, é mais pronunciada entre os países menos desenvolvidos, com baixa penetração de Internet, embora também seja evidente em vários países desenvolvidos, com alta penetração de Internet. (pág. 72)

TRABALHO

o Mulheres entre 25 e 54 anos agora têm maior taxa de participação no mercado de trabalho na maioria das regiões, em comparação com os anos de 1990. (pág.78)

o Os salários das mulheres representam entre 70 e 90% dos salários de seus colegas masculinos. (pág.97)

o "O emprego vulnerável" – trabalho por conta própria e contribuição para o trabalho familiar – é predominante na África e na Ásia, especialmente entre as mulheres. Esses trabalhadores sofrem com a precariedade e falta de redes de segurança. (pág.87)

o As mulheres ainda são raramente empregadas em trabalhos com status, poder e autoridade, e em ocupações tradicionalmente masculinas. (pág. 90-91)

o A maternidade continua a ser uma fonte de discriminação no trabalho. Mesmo com a legislação protegendo a maternidade, muitas mulheres grávidas ainda perdem seus empregos, e processos nesta área são comuns nos tribunais. (pág. 104)

PODER E TOMADA DE DECISÃO

o Chefes de Estado ou de Governo são cargos que ainda são quase que "imperceptíveis" para as mulheres. Em 2009, apenas 14 mulheres no mundo ocupavam estas posições. (pág.117)

o Em apenas 23 países, as mulheres compõem uma massa crítica – mais de 30% – na câmara baixa de seu Parlamento nacional. (pág. 124)

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

o As mulheres são submetidas a diversas formas de violência: física, sexual, psicológica e econômica – tanto dentro como fora de suas casas. (Pág. 130)

o Taxas de mulheres vítimas de violência física pelo menos uma vez na vida variam 12% a mais de 59%, dependendo de onde vivem. (pág.131)

o A mutilação genital feminina mostra uma ligeira diminuição na África. (pág. 135-136)

MEIO AMBIENTE

o As mulheres nas zonas rurais da África Subsaariana são geralmente responsáveis pela coleta de água. Uma viagem de ida e volta para a fonte de água leva em média uma hora e 22 minutos em áreas rurais na Somália e uma hora e 11 minutos em áreas rurais na Mauritânia. (pág.144)

o A maioria das famílias na África Subsaariana e no Sul e Sudeste da Ásia utilizam combustíveis sólidos para cozinhar ou fogões tradicionais sem chaminé, afetando desproporcionalmente a saúde das mulheres. (pág. 147-150)

POBREZA

o As famílias de mães solteiras com filhos pequenos têm mais probabilidade de serem pobres do que os pais monoparentais com filhos jovens. (pág.161-163)

o As leis existentes limitam o acesso das mulheres à terra e outros tipos de propriedade, na maioria dos países da África e cerca de metade dos países da Ásia. Elementos da desigualdade de gênero no que diz respeito aos direitos de herança foram identificados em 45 dos 48 países africanos analisados e em 25 dos 42 países asiáticos. (pág.169)

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Maura de Senna Pereira, uma mulher que revolucionou o seu tempo.


Maura de Senna Pereira: primeira jornalista em Santa Catarina.

O trabalho conta a trajetória profissional e pessoal da primeira jornalista de que se têm registros em Santa Catarina.

Através da pesquisa em jornais do início do século passado e consulta a especialistas, o texto revela o nome da mulher precursora no jornalismo do Estado: Maura de Senna Pereira.

Ela iniciou a carreira em Florianópolis, escrevendo especialmente, artigos sobre as qualidades e conquistas femininas e a busca dos direitos da mulher.

Dirigiu colunas literárias e representou Santa Catarina em diversas situações. Maura defendeu também causas ambientais e escreveu uma série de livros, principalmente de poesias.

Foi membro da Academia Catarinense de Letras e, ainda jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro, retornando depois disso poucas vezes à capital catarinense.

Tudo começou graças a um empurrãozinho de José Acrísio, redator, em 1923, de um dos mais importantes jornais da capital catarinense.

Ele desafiou publicamente as mulheres a escreverem na imprensa de Florianópolis. A resposta ao desafio chegou à redação de O Elegante poucos dias depois, e a responsável foi Maura de Senna Pereira,
pseudônimo: Alba Lygia. Em pouco tempo, o nome verdadeiro foi descoberto, e Santa Catarina conhecia aquela que viria a ser a primeira jornalista do Estado de fato.

Uma mulher à frente do seu tempo, assim foi Maura de Senna Pereira.

Ela nasceu em março de 1904, aprendeu a ler antes mesmo de freqüentar a escola; e aos 19 anos, com a morte do pai e de um de seus irmãos, teve que trabalhar para sustentar a família de 10 pessoas. Foi nesse
momento que Maura assumiu sua primeira profissão, a de professora.

Mas essa ocupação seria apenas para garantir a renda da família porque desde o primeiro artigo para O Elegante, Maura não deixaria mais de escrever.

O roteiro pela imprensa catarinense Presbiteriana, a jornalista exerce, em 1924, a presidência da Sociedade Auxiliadora dos Moços, e escreve para o jornal O Atalaia, ambos ligados à Igreja Católica. Sua primeira participação expressiva na imprensa será, no entanto, no mesmo O Elegante de seu artigo precursor.

Ela retoma sua vocação para o pioneirismo e escreve em 31 de março de 1925 aquele que viria a ser o primeiro artigo feminista publicado em Santa Catarina: "Volvamos nossas vistas para o porvir".

Ele será parte de uma série publicada na seção "Feminismo", da qual Maura tornou-se responsável.

"Nesses últimos tempos, com especialidade, muito se há pregado uma profissão para a mulher. Que ela se não dedique exclusivamente - á aprendizagem de encargos domésticos e prendas essencialmente feminis.

E o que é mais: que não viva unicamente a cuidar de si, para aparecer bem, bem mascarada, á força de rouge, carmin e crayon, vivendo a vida material das futilidades e do coquetismo, das mentiras de salão,
cuidando das modas e de flirt, em busca do marido rico, de invejável posição social, a quem levianamente entregará o coração e a vida, sem a menor reflexão, quasi sempre sem amor, e que lhe assegurará a mesma
existência cômmoda e chique. (...)"

No próximo ano, ela passa a escrever a coluna "À la garçonne", do jornal florianopolitano Folha Nova.

"Nela, Maura traçava perfis de senhoras e senhoritas da elite catarinense, não dentro dos padrões da época, mas mostrando sua importância pelas atividades que desenvolvem".

Porém, sua participação mais duradoura na imprensa de Florianópolis da época, será no jornal República, onde escreveria por sete anos.

Em maio de 1931, seu nome apareceria no expediente do jornal entre os principais redatores. A partir de então, Maura tornou-se responsável pela página "Domingo Literário", publicada semanalmente.

Na seção, seu nome figura como diretora geral, sempre no topo da página, emoldurada e decorada. Em um período em que a comunicação entre Florianópolis e os outros centros culturais é escassa, Maura traz para a capital catarinense poemas e artigos de autores de outros estados brasileiros, e até mesmo, de fora do país.

Lauro Junkes, escritor e presidente da Academia Catarinense de Letras - da qual Maura fez parte graças a seu jornalismo engajado, e presença intelectual marcante na vida social de Florianópolis - diz que a maior
contribuição da escritora foi conseguir a projeção da mulher em uma atividade predominantemente masculina.

"Maura foi uma mulher de espírito avançado em tudo", completa Junkes.

As bandeiras As principais lutas de Maura eram relacionadas às mulheres.

Ela defendeu incessantemente o direito da mulher ocupar novos espaços na sociedade - de não ficarem restritas à esfera do lar -, o direito ao divórcio e ao voto feminino. "Para Maura a educação seria o meio das
mulheres conseguirem ficar em posição de igualdade com os homens".

No que diz respeito ao divórcio, a jornalista sentiu na pele o preconceito da sociedade da época. Aos 27 anos, casou-se pela primeira vez e foi morar no Rio Grande do Sul, terra-natal do seu então marido.
Frustrada, ela rompe o casamento e volta para Florianópolis.

Não permanece na Ilha nem por um ano, não havia espaço para mulheres separadas, muito menos no meio público.

Um exemplo de mulher para Maura, e tema recorrente de seus artigos, foi Anita Garibaldi. A jornalista destaca, além do heroísmo de Anita; a mulher que não se conforma com os papéis já estabelecidos pela
sociedade e assume novas posturas.

Apesar de ressaltar essas qualidades, ela faz questão de citar os atributos da heroína ditos femininos, já que eram esses os respeitados pela sociedade.

"Pode-se dizer que Maura foi uma feminista possível para a época, porque uma pessoa, por mais que inove, nunca está totalmente desligada de seu contexto", explica Junkes.

Além de defender causas feministas que somente mais tarde as militantes começariam a reivindicar, a jornalista também prenunciou uma consciência ecológica que surgiu apenas nas últimas décadas do século passado.

Rio de Janeiro, a terra adotada Depois da separação do primeiro marido, Maura vai morar no Rio de
Janeiro, cidade onde viverá até o fim da vida e encontrará - como ela mesma descreve em poemas - o verdadeiro amor. Maura conhece o escritor José Coelho de Almeida Cousin, poeta mineiro de quem já havia publicado textos na seção "Domingo Literário", do jornal República, de Florianópolis.

Em 1942, Maura passa a viver com o escritor e desperta mais fortemente para a poesia. A partir de então, ela torna-se novamente pioneira: passa a abordar o aspecto sexual das mulheres em seus textos.

Na imprensa carioca, Maura trabalhou em diversos jornais e revistas.

Entre eles, A Noite, A Manhã e Vida. A impossibilidade de ter filhos fez com que se interessasse por alguns temas relacionados ao assunto.

Em A Noite, por exemplo, a jornalista publica várias reportagens sobre o parto sem dor, realizadas na maternidade Clara Basbaum. Em 1957, a série torna-se livro e um fenômeno de vendas na Feira de Livros
realizada naquele ano, no Rio de Janeiro.

No jornal A Manhã, Maura escreve ainda inúmeras reportagens sobre fecundidade, esterilidade e terapêutica psiquiátrica.

No entanto, sua colaboração mais duradoura na imprensa carioca seria no jornal Gazeta de Notícias.

Primeiro, como criadora e responsável pelo suplemento "Mulher" que inicia em 1950. Mais tarde, como editora das colunas "Casa de Boneca" e "Nós e o Mundo".

Depois da mudança e união com Cousin, Maura retorna poucas vezes à Florianópolis, muitas delas para participar de eventos públicos e representar, como no período em que morou na sua terra-natal, a mulher
catarinense.

Maura de Senna Pereira a mulher que abriu portas para as novas jornalistas e questionou valores enraizados na sociedade, morre no Rio de Janeiro, aos 88 anos, deixando saudades ao mundo jornalístico e literário.

Jornalista e poetisa A veia poética acompanhou Maura de Senna Pereira em toda sua vida.

É reconhecida por grandes escritores e está expressa em diversos livros.

Carlos Drummond de Andrade avaliou sua poesia como de "alta meditação existencial". Jorge Amado classificou seus versos como "densos e fortes".

Seu primeiro livro foi Cântaro de Ternura, publicado em 1931; seguido de Poemas do Meio-Dia de 1949, e Círculo Sexto (1959). País de Rosamor, de 1962, é considerado pelos críticos, uma de suas principais
obras e representa uma síntese do pensamento da escritora.

Nele, Maura propõe um novo mundo, de uma sociedade igualitária, socialmente justa e em harmonia com a natureza.

Em 1980, a autora escreve Despoemas, um livro de apenas 23 páginas; seguido de Cantiga de Amiga, editado em 1981. Poemas-Estórias, de 1984, é um misto de poesia, conto, fábula narrativa e fábula poética.

Seus últimos livros -7 Poemas de Amor e Busco a Palavra - foram publicados em 1985, sete anos antes de sua morte.

Parabéns!
Como sobrinha-neta sinto-me orgulhosa por ver que o trabalho dela continua através da admiração e do estudo (tão fiel à realidade) de pessoas como o Nélson Valente.

Magda

Enviado por Magda em 16. Março 2010 - 22:05.

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ONU lança década de esforços para combater a desertificação

A Organização das Nações Unidas está lançando hoje (16) a Década para os Desertos e a Luta contra a Desertificação (2010-2020), um esforço de 11 anos para sensibilizar e estimular a ação por uma maior proteção e melhor manejo das terras secas do mundo, lar de um terço da população mundial, que enfrenta sérias ameaças econômicas e ambientais.

"A degradação progressiva dos solos – seja por consequência da mudança do clima, das práticas agrícolas insustentáveis ou da má administração dos recursos naturais – representa uma ameaça à segurança alimentar, gerando fome entre as comunidades mais afetadas e roubando as terras produtivas do mundo", declarou o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon ao anunciar o lançamento da década.

"Ao iniciarmos a Década para os Desertos e a Luta Contra a Desertificação, comprometemo-nos a intensificar os nossos esforços para cuidar da terra de que necessitamos para implementar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e garantir o bem-estar humano", adicionou.

A nível global, a desertificação – degradação da terra em zonas áridas – afeta 3.6 bilhões de hectares, somando 25% da massa terrestre, o que ameaça a subsistência de mais de um bilhão de pessoas em cerca de 100 países. Nesse contexto, os Estados-Membros das Nações Unidas abordaram a desertificação crescente e a degradação da terra ao adotar, em 2007, uma resolução que dedicará a próxima década para o combate à desertificação e a melhoria da proteção e do gerenciamento das terras secas do mundo.

O lançamento global da Década realizou-se no dia 16 de agosto em Fortaleza, Ceará – região semi-árida brasileira –, durante a Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semi-Áridas. Também hoje aconteceu o lançamento para a África em Nairóbi, no Quênia, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Outros lançamentos regionais estão agendados para acontecer em setembro em Nova York, para a Região norte-americana, e na República da Coreia, para a região asiática; na Europa, o lançamento será realizado no mês de novembro.

Embora a preocupação sobre a desertificação esteja crescendo, nem tudo está ruim. Esforços têm sido depositados para solucionar o problema de degradação da terra e, ao mesmo tempo que resultados positivos têm surgido, mais ação é necessária para conter e reverter a degradação dos solos e a progressiva desertificação em todo o mundo.

Luc Gnacadja, Secretário Executivo da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, advertiu que a comunidade internacional encontra-se em uma encruzilhada e tem que decidir se manterá a abordagem usual, que será caracterizada por secas severas e prolongadas, inundações e escassez de água, ou um caminho alternativo, que "servirá de canal para nossas ações coletivas para a sustentabilidade".

Gnacadja acrescentou que a mensagem da década salienta que terra é vida, "por isso, devemos assegurar que desertos continuem produtivos e produzindo" e que o objetivo da década é "criar uma parceria global para reverter e prevenir a desertificação e a degradação dos solos e para mitigar os efeitos da seca em áreas afetadas, a fim de contribuir com a diminuição da pobreza e a sustentabilidade ambiental".
Nota aos editores

História e objetivos da década

Em 2007, a Assembleia Geral das Nações Unidas declararam 2010-2020 como a Década da ONU para os Desertos e a Luta Contra a Desertificação. Em dezembro de 2009, cinco agências da ONU foram encarregadas de liderar as atividades da década. Estas são: o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e outros órgão relevantes das Nações Unidas, incluindo o Departamento de Informação Pública do Secretariado.

A década é projetada para elevar a sensibilização pública sobre as ameaças de desertificação, a degradação dos solos e o papel das secas no desenvolvimento sustentável, além de caminhos que levem à sua redução.

Valor dos Desertos e das Terras Secas
    2.1 bilhões de pessoas, cerca de 40% da população mundial, habita os desertos e terras secas do mundo 90% dessa população vive em países em desenvolvimento 50% da pecuária do mundo é sustentada por pastagens 46% do carbono global é armazenado em terras áridas 44% de todas a terra cultivada localiza-se em zonas áridas 30% de todas as plantas cultivadas são provenientes de terras secas


Ameaças da desertificação
    A desertificação afeta 3,6 bilhões de hectares de terra no mundo inteiro – ou 25% da massa terrestre 110 países estão em risco de degradação dos solos 12 milhões de hectares de terra são perdidos a cada ano A terra perdida anualmente poderia produzir 20 milhões de toneladas de grãos Anualmente, US$42 bilhões são perdidos em renda devido à desertificação e à degradação dos solos

Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD)


Estabelecida em 1994, a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) é o único acordo internacional legalmente vinculante que estabelece essa ligação entre meio ambiente, desenvolvimento e a promoção de solos saudáveis.

Os 193 países – ou Partes – signatários da convenção trabalham para amenizar a pobreza nas terras secas, manter e restaurar a produtividade da terra e mitigar os efeitos da seca. A convenção prevê o Iraque como seu 194º membro na próxima semana, com a adesão que acontecerá no dia 28 de agosto.
 
Para mais informações
    Sra. Cadija Tissiani UNCCD/Ceará, (+55) 61 9988 9852 ou 61 8220 3406, E-mail: cadija@gmail.com Sra. Wagaki Mwangi, UNCCD/Ceará, (+55) 85 9605 0883, E-mail: wmwangi@unccd.int Sra. Yukie Hori, UNCCD/Bonn (+49) 228 815 2829, E-mail: yhori@unccd.int

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Embarcando na "Utopia"

 (*) Por Atena

Blogueiros do Brasil, Ajudem!

Será que estou sendo utópica ao escrever o que se segue? Talvez, mas creio firmemente que a união faz a força, portanto vamos lá ...
Outro dia assisti a um programa de TV onde se discutia o baixo nível do gosto brasileiro por informação e o vergonhoso rank em que se encontra a educação no nosso país.
Eu sempre fui uma apaixonada pelo tema educação visto que:
- grande parte da violência que existe aqui é gerada pela ignorância daqueles chamados - marginais;
- só podemos expandir a consciência se tivermos bom nível de informação (escolar e geral);
- um país só prospera realmente se o seu povo tiver um bom nível educacional (veja-se os tigres asiáticos);
- um país de povo educado é mais limpo, conseqüentemente as ruas sofrem menos alagamentos;
- educação de qualidade gera mais respeito ao outro e aos bens do outro;
- educação, informação produz eleitores melhores com futuros eleitos mais dignos, conscientes, honestos, etc.
Dito isto para dizer o mínimo.
Recentemente ouvi no “Happy Hour” (canal GNT) um participante contar que quando estava em Cuba (não disse a data) havia na época um programa televisivo voltado ao ensinamento de pais, dar conselhos úteis e responder dúvidas, com 16 minutos de duração que literalmente parava a ilha. Todo mundo assistia com atenção. A apresentadora Astrid ficou encantada e até comentou que seria uma ótima idéia para a nossa televisão fazer algo similar.
Essa foi a chave para desencadear em mim uma torrente de pensamentos acerca da nossa realidade televisiva brasileira. É UM HORROR!!! Desde 1998, quando assinei TV a cabo nunca mais olhei os canais abertos. Quando, algumas vezes, de controle remoto na mão, dou uma zapeada entro em estado de choque com o que vejo.
Mulheres bundudas, rebolando vulgarmente, bigbrotherianos se esfregando ou batendo boca, pegadinhas que só fazem é humilhar os pobres incautos, pastores raivosos condenando todo mundo ao inferno e tudo isso aos gritos e descaradamente usando PNL, programas humorísticos sem a menor graça e por aí afora. Aff!
Eu adoro o povo brasileiro, jamais pensei em viver em outro país, mas que é um povo ignorante, lá isso é! Só que no meu ponto de vista a responsabilidade por isso é 1) dos governos e 2) da mídia.
Dos governos: na época da ditadura, como não interessava aos governantes que o povo pensasse, por motivos óbvios, tirou-se a Filosofia do currículo escolar e outras matérias, como história, por exemplo, foram cruelmente espoliadas.
Da mídia: oferece ao povo o que dá ibope e nós sabemos o que atinge esse propósito. Na época dos romanos era pão e circo, agora é sangue e sexo. Sangue porque a mídia conhece a psicologia das massas: se eu vejo o outro ou outros serem assassinados eu suspiro de alívio porque não foi comigo ou minha família. Sexo: não preciso explicar. Sei que no período diurno existem alguns programas educativos, mas precisamos deles no horário de maior audiência - o chamado horário nobre.
Tenho perfeita consciência que o trabalhador/a quando chega à noite em casa, cansado e estressado pelos sapos que engoliu quer se divertir, mas isto também é possível com programas de TV mais evoluídos e dignificantes, inclusive humorísticos.
Então, a idéia que tive foi nós, cabeças pensantes, fazermos uma campanha nacional pedindo às emissoras de TV que troquem os programas tipo besteirol e baixaria por programas que tragam mais cultura ao nosso povo. Claro que no início a massa vai achar ruim, mas acaba acostumando se não tiver outra coisa para olhar à noite. Afinal é o programa mais barato que existe: assistir TV.
Por favor, vamos divulgar esta idéia, quem sabe alguém que leia esta matéria conheça algum publicitário que crie uma campanha bem charmosa que possa ser divulgada a nível nacional. Dêem idéias também. Alguém conhece alguém que conhece os donos de alguma emissora de TV?
Blogueiros: passem adiante, não precisam incluir meu link, se quiserem assumir a autoria, também não há problema, escrevam seus próprios posts sobre o assunto, enviem e-mails. O importante é o resultado final.
A economia de nosso país está crescendo, mas jamais chegaremos a ser um país de 1° mundo sem instrução nem educação.
Eu acredito piamente que com educação o nosso país pode deixar de ser chamado - tupiniquim.
Será que estou sonhando ou isso é possível? Não sei, depende de todos nós!

* Formada em Psicologia com pós-graduação em Administração de Recursos Humanos. Interessada em tudo que diga respeito ao ser humano e apaixonada pelo planeta Terra.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Comunicado da ONU: alerta de fraude


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ATENÇÃO: fraudadores usam nome e logo da ONU para pedir dinheiro e dados pessoais.


A ONU está preocupada com o fato de que correspondências fraudulentas usando seu nome estão circulando através de websites, e-mails, mensagens de fax e ligações telefônicas. Como o número de denúncias sobre estes casos está aumentando em todo o mundo, a ONU alerta o público a respeito de esquemas ilícitos para solicitar dinheiro e, em muitos casos, dados pessoais, usando o nome e o emblema da Organização.

O público deve saber que:
 
  • As Nações Unidas não cobram nenhuma taxa durante seu processo de recrutamento. Um link sobre fraudes de emprego, chamado "Frauds Alert" (Alertas de Fraude), encontra-se disponível na página principal do portal de emprego e carreiras da ONU (http://careers.un.org).
  • As Nações Unidas não solicitam informações de indivíduos em relação a suas contas bancárias ou outras informações particulares.
  • As Nações Unidas não oferecem prêmios, recursos, certificados ou bolsas acadêmicas através de e-mails, fax ou telefone, a não ser que tais ofertas tenham sido oficialmente divulgadas através de canais oficiais.
  • As Nações Unidas não promovem loterias nem compensam vítimas de fraudes.
  • A ONU recomenda que os destinatários de mensagens tais como as acima descritas ajam com extrema cautela e não respondam a pedidos de transferências de fundos ou concedam informações particulares. Transferências de fundos ou fornecimento de informações particulares podem acarretar prejuízos financeiros ou roubos de identidade. Alvos e/ou vítimas destas solicitações enganosas devem considerar relatá-las às autoridades judiciais nacionais para que as medidas cabíveis sejam tomadas.
Qualquer pessoa com dúvidas sobre a autenticidade de um e-mail, carta ou telefonema em nome das Nações Unidas, pode enviar um e-mail solicitando esclarecimentos clicando aqui.
Para mais informações, visite www.un.org/en/aboutun/fraudalert.
O original deste comunicado está fixado na primeira página do UNIC Rio, ou no link direto em www.unicrio.org.br/alerta-de-fraude/

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

LANÇAMENTO DO LIVRO TRATADO SECRETO DE MAGIA

A amiga Debby Lenon está, pela primeira véz, vendo seus contos publicados em um livro e convida todos à prestigiarem a festa de lançamento.
Convido você a também prestigiar este evento e incentivar a Debby a continuar escrevendo seus ótimos textos.
Abaixo a imagem do convite oficial.

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

11ª Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe

Fórum intergovernamental é o mais importante da Região em matéria de análise das políticas públicas a partir de uma perspectiva de gênero.

Chefes de Estado, autoridades ministeriais, representantes de organismos internacionais e da sociedade civil estarão reunidos de 13 a 16 de julho em Brasília, Brasil, para a realização da Décima primeira Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe. Trata-se do fórum intergovernamental mais importante da Região para a análise das políticas públicas dos países para a igualdade de gênero. Nesta oportunidade espera-se a presença de mais de 800 pessoas.

A Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe é um órgão subsidiário da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e se realiza a cada três anos. Seu objetivo principal é proporcionar um fórum para o debate sobre os temas de gênero, apresentar recomendações de política pública e avaliar o cumprimento dos acordos e planos regionais, tendo em vista as necessidades das mulheres.

Em sua décima primeira versão a Conferência debaterá sobre “Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade?” o pleno exercício dos direitos necessita. A CEPAL apresentará um documento no qual são examinadas as conquistas e os desafios que os governos da Região enfrentam em relação à igualdade de gênero, à luz das interações entre o Estado, o mercado e as famílias, que com uma adequada inter-relação podem estabelecer as condições para renovar ou perpetuar as hierarquias sociais e de gênero.

Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade? É a pergunta que se apresenta e a qual se tenta responder a partir da perspectiva dos direitos humanos das mulheres, parâmetro que a comunidade das nações fixou para impulsionar e medir os avanços quanto à igualdade de gênero.

A Décima primeira Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe está sendo realizada em Brasília, no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, e foi inaugurada oficialmente na terça-feira, 13 de julho, por Alicia Bárcena, Secretária Executiva da CEPAL. É prevista a presença do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e algumas Chefes de Estado latino-americanos.

Posteriormente ocorrerá um painel de alto nível onde a Secretária Executiva da CEPAL apresentará o documento principal da reunião e a ex-Presidente do Chile, Michelle Bachelet, fará uma conferência magna.

Nos dias 14 e 15 de julho serão realizadas cinco sessões onde mais de 40 panelistas abordarão os diversos temas expostos no documento:

• Emprego, responsabilidades familiares e obstáculos socioculturais à igualdade de gênero na economia;
• Políticas de desenvolvimento e tempo das mulheres;
• O empoderamento econômico das mulheres: acesso às tecnologias e aos ativos produtivos e financeiros;
• Depois da crise, o quê? O empoderamento econômico das mulheres: os grupos mais vulneráveis.

Ainda no dia 15 haverá uma sessão especial sobre o Haiti e o Chile, chamada “(Re) construir a igualdade”. O encerramento da Conferência será na sexta-feira, 16 de julho quando será apresentado o Consenso de Brasília, documento que reúne os acordos e recomendações aos governos, onde se estabelece a futura agenda de ação.

Convidamos os meios de comunicação a participarem da Décima primeira Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe. Mais informação sobre o credenciamento da Imprensa e sobre a Conferência em geral está disponível no site da CEPAL, em www.eclac.cl/mujer/conferencia

Para consultas, favor entra em contato com:

Soraia Barbosa
Tel.: (61) 3321-3232
E-mail: soraia.barbosa@cepal.org

Lenice Bezerra
Tel.: (61) 3321-3232
E-mail: lenice.bezerra@cepal.org

Unidade de Informação Pública e Internet da CEPAL.
Tel.: (56 2) 210 2040/2149 (Chile)
E-mail: dpisantiago@cepal.org

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Seis meses após terremoto, ONU aponta situação do Haiti

Escritório da ONU lembra que quase cinco mil escolas foram afetadas, muitas das quais fechadas após o tremor. Mais da metade dos 49 hospitais nas três regiões atingidas foram destruídos ou seriamente deteriorados.

                   Foto: Uma integrante do Tchaka Dance, um grupo de dança haitiana, ajuda
                           uma criança a desenhar no campo de deslocados em Bellevue Country Club,
em Porto Príncipe. Foto: Sophia Paris/MINUSTAH.


Nesta segunda-feira (12/07/2010) completou seis meses do terremoto ocorrido no Haiti, um dos desastres naturais com maiores perdas humanas e econômicas das últimas décadas. Em relatórios recentes, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) relata em números e estatísticas os saldos da tragédia no país, aprofundando a já grave crise humanitária

Haiti antes do terremoto

A situação social do Haiti não era boa, mesmo antes do desastre ocorrido há seis meses. O terremoto deu seguimento às devastadoras perdas causadas por vulcões que entraram em atividade em 2008, afetando a vida de 800 mil haitianos. Cerca de 60% da população trabalhadora do Haiti vive em áreas rurais e depende da agricultura para sobreviver, e a ação vulcânica destruiu 70% do setor agrícola.
Em 2009, segundo o Escritório do Enviado Especial das Nações Unidas para o Haiti, 55% dos haitianos viviam com pouco mais de um dólar por dia e a renda per capita anual era de U$ 660.
De acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do PNUD, o Haiti ficou no 149° lugar entre 182 países no ano de 2009, o mais baixo de todo o continente americano. A probabilidade de não chegar com vida até os 40 anos de idade era de 18,5%, enquanto a expectativa de vida era de 61 anos, sendo pior que em Mianmar e uma das piores do mundo.
Além disso, as condições de saúde e nutrição no país já eram muito preocupantes. Por exemplo, mais de 60% das crianças e 46% das mulheres sofriam de alguma forma de anemia, enquanto 58% das crianças estavam subnutridas, de acordo com dados fornecidos pelo Escritório do Enviado Especial das Nações Unidas no país.

Contexto pós-terremoto


               Foto: Cemitério de sepulturas sem identificação em um vale rural próximo
             a Porto Príncipe, na área conhecida como Ti Tanyen. Este tem sido um
                               local de despejo de corpos e para as valas comuns desde o terremoto de 12
de janeiro. Foto: Sophia Paris/MINUSTAH.


Quase 3,5 milhões de pessoas presenciaram o terremoto mais forte dos últimos 200 anos no Haiti, de 7 graus na escala Richter, incluindo toda a população de Porto Príncipe – cerca de 2,8 milhões, o equivalente à população da cidade de Chicago (EUA), Madri (Espanha) ou Taipei (China). O governo haitiano estima que cerca de 222 mil pessoas morreram e outras 300 mil foram feridas no dia 12 de janeiro, mas o número de mortes exato não pode ser confirmado.

Mais de 188 mil casas caíram ou foram danificadas e 105 mil foram completamente destruídas. Prédios importantes como o Palácio Presidencial, o Parlamento, a Catedral e a maioria dos edifícios governamentais ruíram, 60% dos prédios oficiais, entre estruturas administrativas e econômicas, de acordo com a Avaliação de Necessidades Pós-Desastres (PDNA, na sigla em inglês) e com o Governo do Haiti. Quase cinco mil escolas foram afetadas, muitas das quais fechadas após o tremor. Mais da metade dos 49 hospitais nas três regiões atingidas foram destruídos ou seriamente deteriorados.
Por conta das casas destruídas, no momento mais problemático do desastre aproximadamente 2,3 milhões de pessoas foram deslocadas para outras áreas, incluindo 302 mil crianças, e mais de 1.300 assentamentos espontâneos foram identificados. Aproximadamente 1,5 milhão de crianças e jovens abaixo dos 18 anos foram afetados direta ou indiretamente pelo tremor. Quase 720 mil dentre essas crianças têm entre seis e 12 anos.
O valor total das destruições e perdas causadas pelo ocorrido em 12 de janeiro é estimado em 7,8 bilhões de dólares, dos quais 4,3 bilhões representam estragos físicos e 3,5 bilhões, econômicos. Esses valores são equivalentes a mais de 120% do PIB e evidencia o maior impacto econômico causado por uma desastre comparado ao rendimento nacional em 35 anos.
Após o terremoto, mais de 604 mil pessoas deixaram o Departamento do Oeste, onde se localiza a capital do país. Aproximadamente 160 mil pessoas se mudaram de Porto Príncipe para a área fronteiriça com a República Dominicana.
 
 Imagens, vídeos e outras informações (em inglês) você encontra clicando aqui.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Projeto MVMob - Minha Vida Mobile

O MVMob – Minha Vida Mobile – é um projeto cultural e educativo que visa o estímulo à criatividade e o intercâmbio de estudantes e educadores de todo o país. Promove a sinergia entre educação, cultura e tecnologia inserindo o celular e as mídias móveis no processo pedagógico.
 
O MVMob foi criado em 2006 em Minas Gerais e vem realizando atividades também em São Paulo e Bahia. Em Minas e Bahia conta com o apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura com a parceria da Vivo.

Ele estimula os participantes a desenvolverem habilidades e capacidades como interpretação, síntese, criticidade, análise, além do interesse pela pesquisa, por sua comunidade, realidade e pela construção de linguagens artísticas nas áreas de vídeo, áudio, fotografia, e texto produzidas no celular.

Oficina
O MVMob promove oficinas para estudantes e educadores em escolas e instituições no Brasil. Nas oficinas os participantes têm contato com formas, técnicas, linguagens e conceitos de criação, roteirização, gravação, edição, videorreportagem, animação, jornalismo, teatro, materializados em produções realizadas em celulares.

Portal
Através do portal MVMob acontece o intercâmbio entre alunos e professores. Onde os trabalhos são publicados e vistos por todos os participantes dentro do portal. Além de outras mais de 60 redes sociais onde o projeto está ativamente presente.

Os trabalhos publicados no portal participam automaticamente do Concurso Cultural que premia os trabalhos mais comentados e votados pelos participantes e por curadores convidados.


A iniciativa é muito interessante! Vale conferir no site, que traz vídeos muito legais acesse aqui.


Para mais informações acesse aqui ou mande e-mail para mvmob@mvmob.com.br.

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sábado, 10 de julho de 2010

Eco Business 2010

Discute relação da sustentabilidade com mercado, política e sociedade.

Cinema 3D, Acervo Sustentável, além de concurso cultural são algumas novidades da terceira edição do evento, que ainda traz cases de grandes empresas e líderes do setor


São Paulo, junho de 2010 – Entre os dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro, acontece em São Paulo, a ECO Business 2010 - Feira e Congresso Internacional de Econegócios e Sustentabilidade. Pelo terceiro ano consecutivo, o evento realizado e organizado pela MES Eventos, reúne no Centro de Exposições Imigrantes, empresas e lideranças nacionais e internacionais para debater a sustentabilidade e sua importância nos negócios. Este ano o Congresso vai abordar a relação da sustentabilidade com mercado, política e sociedade trazendo grandes ícones do setor como Sérgio Abranches e José Domingos Gonzáles Miguez.

Uma empresa é socialmente responsável quando inicia um processo de transformação na sua maneira de fazer negócio e incorpora em seu planejamento estratégico as demandas dos diversos públicos com os quais se relaciona. “Hoje as práticas sustentáveis não são mais optativas e se tornaram uma necessidade para a continuidade dos negócios da maioria das empresas”, diz Ricardo Guggisberg, organizador e idealizador do evento.

Serão três dias de feira e congresso onde empresas e expositores vão mostrar projetos e iniciativas já implantadas, além de reunir cases que aliam equilíbrio ambiental, cultural, econômico e social. A programação conta com diversas atrações como o Acervo Sustentável, que relata aos visitantes a história da sustentabilidade, desde seu início até no momento atual; Cinema 3D, que irá mostrar um curta-metragem sobre a formação e desenvolvimento da Terra; Portal da Sustentabilidade, um espaço para estimular executivos de empresas a conhecerem técnicas de gestão sustentável e motivá-los a aplicá-las.

Oportunidades relacionadas ao uso energético sustentável da madeira é o tema do Seminário Maden 2 – Madeira Energética, que, apesar de representar 12% de toda a energia primária do Brasil, mesma ordem de grandeza que as hidrelétricas, é a fonte menos estudada.

O primeiro Concurso de Projetos de Sustentabilidade e Responsabilidade Social será apresentado a educadores das principais universidades de São Paulo do curso de Publicidade e Propaganda: USP, FAAP, Metodista, Mackenzie, Cásper Líbero, PUC, ESPM. O concurso vai premiar os melhores trabalhos de conclusão de curso alinhados à sustentabilidade. As etapas vão acontecer durante o primeiro semestre de 2011 e o resultado, assim como a premiação, acontecem na quarta edição da Eco Business, em setembro do ano que vem.

A Eco Business 2010 conta com o apoio de empresas, entidades, organizações não-governamentais, universidades, além de iniciativas públicas e privadas. O Grupo Pão de Açúcar ganha destaque como o patrocinador máster do evento.

Na última adição, que aconteceu em setembro de 2009, mais de 60 expositores apresentaram, durante três dias de feira e congresso, produtos e cases voltados ao business corporativo. Com foco em três importantes setores da economia: Construção Civil, Transportes e Indústria, o Congresso envolveu questões relevantes em energia, matéria-prima e tecnologia.

Segundo Guggisberg, mostrar na prática o que já existe com relação a Negócios e Cidades Sustentáveis é o grande diferencial da ECO Business 2010, pois ela abre espaço para o benchmarking, aprendizado, reflexão e socialização das ações adotadas pela iniciativa pública e privada. O empresário afirma ainda que os congressistas e expositores vão apresentar como é possível obter resultados sólidos e ao mesmo tempo contribuir para que o desenvolvimento sócio econômico não comprometa as futuras gerações com as necessidades de hoje. 

Eco Business 2010
Data: 31 de agosto, 1 e 2 de setembro de 2010
Local: Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo (SP)
Mais informações: www.ecobusiness.net.br

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

McDia Feliz 2010

É dada largada para o Mc Dia Feliz 2010

Mais de 100 instituições apoiadas em todo o país. Mais de R$ 100 milhões arrecadados e destinados a projetos desde 1988. Esperança e uma melhor qualidade de vida para 30 mil crianças, adolescentes e familiares anualmente. Trinta mil voluntários mobilizados só no último ano. Os números são do McDia Feliz, maior campanha em prol do combate ao câncer infantojuvenil no Brasil, que neste ano chega à sua 22ª edição.
Junho marca o lançamento nacional do McDia Feliz 2010, ação coordenada pelo Instituto Ronald McDonald, e o início da venda dos tíquetes antecipados de Big Mac.

Os tíquetes antecipados podem ser adquiridos nas instituições parceiras do Instituto Ronald McDonald de 17 de junho a 27 de agosto ao valor de R$ 8,50 cada. E no McDia Feliz, em 28 de agosto, cada cupom deverá ser trocado por um sanduíche Big Mac em um dos 577 restaurantes da rede McDonald's no Brasil. A venda dos tíquetes antecipados representa uma importante parcela na arrecadação total da campanha McDia Feliz, composta ainda pela venda de sanduíches Big Mac no próprio dia, isoladamente ou na promoção (exceto alguns impostos), além de produtos promocionais. Em 2009, foram vendidos mais de 700 mil tíquetes antecipados. Para este ano, a expectativa é chegar a 1 milhão de tíquetes vendidos antecipadamente.
Ao longo dos últimos 21 anos, os recursos obtidos com o McDia Feliz têm viabilizado a implantação de unidades de internação, ambulatórios, salas de quimioterapia, casas de apoio e unidades de transplante de medula óssea, entre outros projetos em benefício de crianças e adolescentes com câncer. "São muitas as realizações ao longo desses anos e elas são de cada um de nós. Por isso, todos nós devemos nos orgulhar de fazer parte desta história e saber que o nosso trabalho e o de milhares de parceiros vêm contribuindo para gerar mais e mais sorrisos em prol da vida. Esse é o nosso compromisso: com a vida", afirma Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald.
Como adquirir os tíquetes antecipados
Quem quiser contribuir com a luta contra o câncer infantojuvenil poderá comprar os tíquetes antecipados Big Mac na instituição participante em sua localidade. A consulta às instituições participantes pode ser feita pelo site www.instituto-ronald.org.br. Empresas também podem aderir à causa encomendando cupons para clientes e funcionários. Neste ano, os recursos da campanha serão investidos em 69 projetos, de 58 instituições em todo o país.
Trocando Big Mac por sorrisos
Todo último sábado de agosto acontece a maior campanha de arrecadação e mobilização da sociedade em prol do combate ao câncer infantojuvenil no Brasil, o Mcdia Feliz. A campanha é um sucesso graças à participação fundamental de funcionários, franqueados e fornecedores, além da mobilização de cerca de 30 mil voluntários que incentivam a sociedade a abraçar a causa da luta contra o câncer.
O McDia Feliz é o dia de maior movimento no ano nos restaurantes McDonald's. Em 2009, apenas no dia 29 de agosto, foram vendidos mais de 1,3 milhão sanduíches Big Mac em todo em todo o país, o que contribuiu para a arrecadação recorde de R$ 11,7 milhões.

Maiores informações podem ser adquiridas no site oficial da Fundação Instituto Ronald McDonald

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

O crime organizado se globalizou

"O crime organizado se globalizou e se transformou em uma ameaça à segurança"

Novo relatório do UNODC mostra que, usando a violência e a corrupção, os mercados internacionais do crime se tornaram grandes centros de poder


17 de junho de 2010 – "O crime organizado se globalizou e se transformou em uma das principais forças econômicas e armadas do mundo", disse Antonio Maria Costa, Diretor Executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), no lançamento de um novo relatório do UNODC, intitulado A Globalização do Crime: uma Avaliação sobre a Ameaça do Crime Organizado Transnacional. O relatório, lançado nesta quinta-feira no Conselho de Relações Exteriores, em Nova York, traz um olhar sobre os grandes fluxos do mercado de tráfico de drogas (cocaína e heroína), de armas de fogo, de produtos falsificados, de recursos naturais roubados e de pessoas vítimas de tráfico para fins de exploração sexual ou de trabalho forçado, bem como de contrabando de migrantes, de pirataria marítima e de cibercrimes.

A elaboração do relatório foi iniciada a partir de preocupações expressas pelos países-membros da ONU, do Conselho de Segurança, do G8 e de outras organizações internacionais sobre a ameaça representada pelo crime organizado transnacional e a necessidade de neutralizá-la. Produzir o relatório foi um desafio devido ao fato de que as evidências sobre o tema, até o momento, são limitadas e heterogêneas. "Apesar da dificuldade intrínseca em relação à investigação sobre o crime, o UNODC foi capaz de documentar o enorme poder e o alcance global das máfias internacionais", disse Costa.

O relatório mostra a extensão dos fluxos ilícitos em todo o mundo. "Hoje, o mercado alcança a todo planeta: as mercadorias ilícitas são originárias de um continente, traficadas por meio de um outro e comercializadas em um terceiro", disse Costa. "O crime transnacional tem se tornado uma ameaça para a paz, para o desenvolvimento e até mesmo para a soberania das nações", advertiu o chefe do UNODC. "Os criminosos usam armas e violência, mas também dinheiro e suborno para comprar eleições, políticos e poder – até mesmo militares", disse Costa. A ameaça à governabilidade e à estabilidade é analisada em um capítulo do relatório que trata das "regiões sob tensão".

O relatório do UNODC sobre a globalização do crime apresenta mapas e gráficos que ilustram os fluxos ilícitos e seus mercados. "Negócios ilícitos envolvem as principais nações do mundo: o G8, os países BRIC e as potências regionais. Uma vez que as maiores economias do mundo são também os maiores mercados para o comércio ilícito, peço a seus líderes que ajudem as Nações Unidas a combater o crime organizado de uma forma mais eficaz. No momento, há uma negligência benigna para um problema que está prejudicando a todos, em especial aos países pobres que não são capazes de se defender", disse Costa.

As principais constatações do relatório são as seguintes:

• Há uma estimativa de 140 mil vítimas de tráfico humano para fins de exploração sexual apenas na Europa, gerando uma renda bruta anual de US$ 3 bilhões para os exploradores. "Em todo o mundo, existem milhões de escravos modernos negociados a um preço, em termos reais, não superior ao da escravidão dos séculos passados", disse Costa.

• Os dois fluxos mais importantes para o contrabando de migrantes são provenientes de África para a Europa e da América Latina para os Estados Unidos. Entre 2,5 e 3 milhões de migrantes são contrabandeados da América Latina para os Estados Unidos a cada ano, gerando uma receita de US$ 6,6 bilhões para os traficantes.

• O mercado regional de heroína na Europa é o mais valioso do mundo (US$ 20 bilhões), sendo a Rússia, hoje, o maior país consumidor de heroína no mundo (70 toneladas). "Os narcóticos matam entre 30 a 40 mil jovens russos por ano, o que equivale ao dobro do número de soldados do Exército Vermelho mortos durante a invasão do Afeganistão na década de 80", disse Costa.

• O mercado de cocaína da América do Norte está diminuindo, devido à menor procura e a uma maior aplicação da lei. Isso gerou uma guerra de territórios entre as gangues do tráfico, especialmente no México, e novas rotas de tráfico. "Ao longo de toda a costa atlântica da América Latina, a cocaína é traficada para a Europa via África", disse Costa. "Ameaçadas, algumas nações da África Ocidental correm o risco de fracassar".

• Os países que possuem as maiores plantações ilícitas no mundo, como Afeganistão (ópio) e Colômbia (coca), são os que mais chamam atenção e os alvos da maior parte das críticas. No entanto, a maior parte dos lucros é feita no destino – os países ricos. Por exemplo, no contexto de um mercado da heroína afegã, estimado em algo como 55 bilhões de dólares, apenas cerca de 5% (US$ 2,3 bilhões) são revertidos para os agricultores, comerciantes e insurgentes afegãos. Do mercado de US$ 72 bilhões da cocaína na América do Norte e na Europa, cerca de 70% dos lucros acabam nas mãos de traficantes intermediários dos países consumidores - e não na região dos Andes.

• O mercado mundial de armas de fogo ilícitas é estimado em US$ 170 a 320 milhões por ano - o que representa algo entre 10% a 20% do mercado legal. Embora o contrabando de armas tenda a ser episódico (isto é, relacionados a conflitos específicos), os montantes são tão grandes que podem matar tantas pessoas quanto algumas pandemias.

• A exploração ilegal de recursos naturais e o tráfico de animais selvagens da África e do Sudeste Asiático estão destruindo frágeis ecossistemas e levando várias espécies à extinção. O UNODC estima que os produtos de madeira ilegal importados da Ásia para a União Europeia e para China somaram aproximadamente US$ 2,5 bilhões em 2009.

• O número de produtos falsificados apreendidos nas fronteiras europeias aumentou dez vezes na última década, chegando a um valor anual de mais de US$ 10 bilhões. Pelo menos metade dos medicamentos testados na África e no Sudeste Asiático é falsificada ou adulterada - aumentando, ao invés de reduzir, os riscos de doenças.

• O número de ataques de piratas ao longo do Corno da África duplicou no ano passado (de 111, em 2008, para 217, em 2009) e ainda está crescendo. Piratas de um dos países mais pobres do mundo (Somália) estão mantendo reféns navios de alguns dos países mais ricos, apesar do patrulhamento feito pelas marinhas mais poderosas do mundo. Do total de mais de US$ 100 milhões da renda anual gerada pelos resgates, apenas um quarto vai para os piratas - o resto vai para o crime organizado.

• Mais de 1,5 milhão de pessoas por ano tem sua identidade roubada pela internet – gerando um prejuízo estimado em US$ 1 bilhão. O cibercrime está colocando em risco a segurança das nações, com invasões a redes de energia, de controle aéreo e a instalações nucleares.

Esses são apenas alguns exemplos da variedade das novas evidências incluídas no relatório do UNODC, que também faz uma série de sugestões sobre como lidar com as ameaças colocadas pela globalização do crime.

Primeiramente, Costa fez um chamado para "romper as forças de mercado" por detrás das operações ilícitas. "O desmantelamento das organizações criminosas por si só não funciona, pois os integrantes presos são imediatamente substituídos", disse ele. Ele advertiu que "a aplicação da lei contra os grupos do crime não irá interromper as atividades ilícitas se as bases dos mercados se mantiverem inalteradas, incluindo o exército de criminosos de colarinho branco - advogados, contadores, corretores e banqueiros – que encobrem e lavam as receitas dos criminosos. A ganância dos profissionais de colarinho branco está impulsionando os mercados negros, tanto quanto a dos profissionais do crime".

O relatório ressalta que, uma vez que o crime se tornou global, respostas nacionais isoladas são inadequadas – elas apenas deslocam o problema de um país para outro. É preciso haver respostas globais, com base na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (Convenção de Palermo), que foi aprovada em 2000. "O crime tem se internacionalizado mais rapidamente do que a aplicação da lei e a governança mundial", disse Costa. "A Convenção de Palermo foi criada justamente para gerar uma resposta internacional a essas ameaças trans-nacionais, mas ela é muitas vezes negligenciada", disse ele. "Os governos que têm uma postura séria em relação à luta contra a globalização do crime devem incentivar as nações que estão atrasadas na implementação da Convenção", disse o chefe do UNODC.

Costa também chamou a atenção para a diferença entre os países não têm interesse e os países que não têm condições de combater o crime organizado, fazendo um apelo por um maior esforço para oferecer desenvolvimento e assistência técnica a fim de reduzir a vulnerabilidade dos países pobres. "Quando os Estados não conseguem prover serviços públicos e de segurança, os criminosos preenchem esse vazio", disse Costa. "Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio seria um antídoto eficaz à criminalidade, que em si é um obstáculo ao desenvolvimento", acrescentou. Ele também pediu uma maior atenção à justiça criminal nas operações de paz: "uma vez que o crime cria instabilidade, a paz é a melhor maneira de conter a criminalidade", disse ele.

"Os criminosos são motivados pelo lucro, então, vamos atrás do dinheiro deles", disse Costa. "Devemos aumentar os riscos e reduzir os incentivos que permitem que a mão sangrenta do crime organizado manipule a mão invisível do mercado", disse Costa. Ele pediu ainda por uma aplicação mais contundente da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, medidas mais eficazes contra a lavagem de dinheiro e uma maior ação contra o sigilo bancário.

Informações adicionais

Marcos Ricardo dos Santos
Assessoria de Comunicação - UNODC Brasil e Cone Sul
Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime

marcos.santos@unodc.org

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