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Formação do professor e o uso da internet

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Giba Net: Formação do professor e o uso da internet

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Formação do professor e o uso da internet

(*) Nelson Valente

Com a internet não temos mais informações, e sim menos. Em megalivrarias localizadas em shopping centers tem-se menos informação do que numa pequena livraria nas imediações da USP. Temos menos informação depois que a televisão multiplicou o número de canais. E quando peço na internet uma bibliografia e recebo uma lista com 10 mil títulos não tenho nenhum ganho de informação com isso. Com a internet, temos uma diminuição trágica de informações. Corremos o risco de nos tornar autodidatas.

O autodidata é aquele que absorve uma enorme quantidade de informações, muito mais certamente do que um professor universitário, mas não sabe filtrá-las. A memória é um mecanismo que permite não somente conservar, mas também filtrar. Caso contrário, seríamos com Funes, el Memorioso, o personagem de Jorge Luis Borges que se lembrava de todas as folhas que havia visto durante 30 anos e ficou louco.

No ano passado fui a Blumenau (SC). Passei muito tempo dentro de táxis, mas só me lembro de um deles: o que tentou me roubar. Minha memória, felizmente, fez uma seleção, ou ficaria com a cabeça cheia de motoristas blumenauenses.

As mudanças impulsionadas pelas novas tecnologias digitais colocaram na tela da TV e na internet a informação massificada, onde está tudo disponível, de fácil acesso, condensado, daí a dúvida: será o fim do livro? As pessoas vão deixar de ler? Apesar de tudo isso, a escrita triunfou, e voltamos à civilização da escrita.

O computador teria obrigado McLuhan a reescrever A galáxia de Gutenberg. Vivemos incontestavelmente o retorno da escrita. Nas nossas telas lemos os textos que imprimimos. Nunca se publicaram tantos livros, construíram catedrais aos livros, como essas imensas livrarias. Portanto, quando eu ouço os escritores dizerem que o livro está prestes a desaparecer não consigo me conformar com tamanha má-fé.

Sempre construímos a imagem do amanhã pensando no estudante da periferia. Hoje, o modelo é o internauta obcecado que se pluga e não lê mais? Isso não se aplica à maior parte das pessoas.

As novas tecnologias da informação e da comunicação são um importante recurso para a educação, e o mesmo deve valer para a formação de professores. Contudo, são raras as propostas para que possa garantir que o futuro professor aprenda a usar o computador e a internet, no exercício da docência. Presos às formas tradicionais de interação face a face, na sala de aula real, os cursos de formação ainda não sabem como preparar professores para exercer o magistério nas próximas duas décadas, quando a mediação da tecnologia vai ampliar e diversificar as formas de interagir e compartilhar, em tempos e espaços nunca antes imaginados.

É o que reservam as diversas tecnologias da informação e das comunicações para o desenvolvimento dos cursos de formação de professores. Gerir e referir o sentido será o ainda mais importante, e o professor precisará aprender a fazê-lo em ambientes reais e virtuais.

(*) é professor universitário, jornalisra, escritor e amigo inestimável

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2 Comentários:

Às 28 de setembro de 2010 às 01:36 , Blogger Luís Eduardo Pirollo disse...

Meu caro amigo Giba, boa noite!!!
A internet é uma grande fonte de informação, se usa para quase tudo, o que temos que aprender é fazer o uso correto... a internet é o futuro, mas não significa que vai substituir o livro, ele possui os seus próprios encantos.
Parabéns pela excelente mensagem!
Grande abraço e muitas alegrias em sua vida!!!

 
Às 28 de setembro de 2010 às 15:31 , Blogger Della Coelho disse...

Giba, parabéns pelo texto! Como sempre, desta vez num processo acelerado, vivemos em constante mudança, superação. Pensemos nas pirâmides do Egito, nas grandes navegações, revoluções, era nuclear e , em nossa realidade docente, a internet. Como professora, eu acho fantástico poder me comunicar com meus alunos pelo msn, tirar suas dúvidas, desfazer um mal-entendidos com um beijo no orkut, ler seus "Caderblogs" maravilhosos ( observando seus erros e trazendo-os como matéria para a sala de aula sem que o aluno perceba e fique constrangido)!!! Podemos utilizar seus desenhos, textos adolescentes, poemas, vídeos e fazermos com que ele se sinta valorizado não só por uma sala de aula, mas em um universo virtual criando blogs, utilizando o youtube etc. A tecnologia veio para acrescentar, é mais um meio que o profissional competente terá para preparar seu aluno aos desafios que ele irá enfrentar intelectualmente. Eu, como professora, acredito ser uma tremenda perda de tempo chorar a extinção do livro de papel ( que não haverá, pelo menos, enquanto eu existir rsrsr)em vez de buscar meios de, através desse mundo virtual que nos apresenta inúmeras possibilidades, alcançar e despertar em meu aluno um desejo e um querer CONHECER. Abraço enorme!!!

 

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